sexta-feira, 6 de outubro de 2017

SER PROFISSIONAL DE SECRETARIADO: AS DIFERENÇAS ENTRE PAÍSES DESENVOLVIDOS E EM DESENVOLVIMENTO




"Ser culto é pertencer a todos os tempos e lugares, sem deixar de pertencer a seu tempo e lugar" 
Otávio Paz

A globalização responsável por acontecimentos bons e ruins, nos últimos anos, intensificou os contatos internacionais das diversas organizações da profissão em todo mundo.

Assim é que discutimos há anos, discriminação atribuições, qualificação profissional, oportunidades no mercado de trabalho, mudança da imagem e a evolução da profissão, sempre tendo o cuidado de relacionar tais dados com os demais países.

A discriminação é semelhante em todos os países - ressalvando-se as diferenças culturais - por estar mais ligada à mulher do que à profissional.

As atribuições estão mais claramente definidas em termos de assessoria e gerenciamento, o que já existe há muitos anos em empresas de pequeno e médio porte, nas quais atuam número reduzido de Executivos.

Em termos de qualificação profissional as iniciativas são inúmeras: cursos de aperfeiçoamento profissional, expansão de cursos universitários, reformulação dos cursos profissionalizantes, criação de centros de desenvolvimento profissional, só para citar alguns exemplos.

A imagem da profissão também mudou. Hoje o profissional de secretariado é respeitado e cada vez mais a sociedade compreende melhor essa profissão, embora vez ou outra e ainda hoje alguns autores de novelas ou piadistas insistam nos velhos modelos.

No que diz respeito às oportunidades e desenvolvimento da profissão os dados são positivos, mesmo se considerarmos o desemprego e o forte achatamento salarial dos últimos anos. Vale ressaltar que o profissional de secretariado hoje é aquele que domina pelo menos mais um idioma, além de informática.

A tranquilidade em apresentar dados tão positivos não é uma atitude isolada. Um dado concreto pode ser mencionado: em todo o mundo o nome da profissão foi discutido.

Resultado da evolução da profissão o nome secretária (o), em muitos países, não atende mais a descrição das atribuições e as responsabilidades que esse profissional assumiu nos últimos anos. Tanto que esse assunto foi discutido nos Estados Unidos, Europa.

Com algumas variações o resultado final dessa discussão é incluir o nome Assistente e suas variações: Administrativo, Técnico, Financeiro etc. para completar o escopo de atribuições e facilitar a vida das empresas.

No Brasil, como é hábito, a nomenclatura diversificada - isto é os diversos apelidos que a profissão recebeu no mercado de trabalho - existe há anos.

Precisamente na época em que a profissão foi regulamentada, as empresas foram utilizando toda sua criatividade para alterar os cargos e fugir da lei de regulamentação. Tanto que chegamos a superar 500 cargos diferentes para o exercício da profissão, apenas para justificar que o profissional não era secretário.

Vale lembrar que isto significava e significa, por exemplo, que um médico não precisa mais cursar medicina para clinicar, mas precisa exercer suas atribuições de médico, atender, diagnosticar, operar, medicar etc.

Por caminhos tortuosos, como é normal no Brasil, chegamos ao final de uma batalha que dura anos: fazer com que as empresas finalmente compreendam, quando negociamos, quem é profissional de secretariado.

Em linhas gerais o profissional de secretariado é aquele que desempenha as atribuições constantes de sua lei de regulamentação associadas às demais atribuições que dependem da empresa onde atua, levando-se em conta porte, ramo de atividade etc.

É claro que mais de 500 nomes diferentes é um exagero. Talvez típico dos brasileiros. Mas Assistentes, Auxiliares e Assessores diversos são na verdade profissionais de secretariado, como está provado agora no mundo todo.

Essa não é uma questão de representatividade, não é uma questão de interferência em outros sindicatos, ou mesmo na empresa, mas uma realidade mundial.

Nossa profissão cresceu, evoluiu e da mesma forma que há engenheiros ocupando cargos de gerência, Administradores como Gerentes de Recursos Humanos, há profissionais de secretariado que possuem vínculo empregatício como Assistente, Auxiliar ou mesmo Assessor.

O fato é que a profissão se solidificou e fortaleceu, por estar centrada na informação, no trato com pessoas e sua versatilidade permite estar presente em todos os segmentos, sejam eles econômicos ou políticos, o que em tempos de desemprego ajuda muito em qualquer país.

Segundo as associações internacionais era necessária uma alteração para abranger todo o crescimento da profissão e refletir a expansão das responsabilidades. Na Europa e nos Estados Unidos esse assunto já foi resolvido. 

Temos pois um novo e longo caminho a percorrer, pois enquanto os países do primeiro mundo decidiram pela alteração do nome, fundamentados na evolução da profissão e do mercado de trabalho, no Brasil as empresas decidiram trocar o nome dos profissionais de secretariado, para fugir da regulamentação profissional.

Como entidade de classe política, apartidária, centradas no diálogo e na busca de soluções, vamos percorrer esse caminho com a certeza e a tranquilidade que nossa profissão realmente é uma das que mais crescem no mundo.

Portanto e em homenagem ao secretariado, assessores, assistentes, auxiliares e ao crescente ingresso de homens na profissão - no mundo todo - uma saudação especial: profissional de secretariado. Parabéns por este dia 30 e por todos os outros também.


Leida Maria Mordenti Borba Leite de Moraes 
· 1ª. Presidente do Sindicato das Secretárias do Estado de São Paulo.
· 1ª. Presidente da Federação Nacional das Secretárias e Secretários.
· Foi Presidente do Capítulo Brazil do IAAP-International Association of Administrative Professional.
· Comendadora da Ordem do Mérito Alvarista – Fundação Álvares Penteado – pelos bons serviços prestados à Educação no País.
· Conferencista nacional e internacional.


http://www.sinsesp.com.br/pt/artigos-v15-20/glob/178-ser-secretaria-as-diferencas-entre-paises-desenvolvidos-e-em-desenvolvimento  




quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O PROFISSIONAL DE SECRETARIADO EXECUTIVO E A GESTÃO DE EVENTOS




Como se tem visto, os eventos estão ganhando, cada vez mais, destaque no disputado mercado global, recebendo mais recursos e importância estratégica dos administradores. Edson Crescitelli diz que “como consequência, o nível de exigência quanto à criatividade e qualidade de execução fica cada vez maior, obrigando os organizadores a apresentarem graus de profissionalismo cada vez mais elevados.”

A organização de eventos requer dos profissionais envolvidos uma formação que venha a facilitar seu trabalho nesta função tão importante à vida das organizações (CESCA, 1997) e o profissional de secretariado que têm habilidades técnicas específicas se torna o profissional mais bem preparado pra desempenhar essa função, Sabino e Rocha (2004, p.94), argumentam que:

A secretária tem um grande desdobramento das suas atividades. Ela pode contribuir na organização e métodos da empresa, pode organizar eventos, pode fazer levantamentos e relatórios, é capacitada para intermediar relações e mediar conflitos, além da gama de atividades técnicas de redação, tradução, informática, arquivos etc.

Nota-se assim, que muito se espera do profissional de secretariado executivo bilíngue, de modo que este deve ter em seu perfil características de assessoria, capacidade de atuação junto aos gestores; empreendedorismo, criação e implantação de soluções que auxiliem o trabalho de toda a equipe; consultoria, identificando na cultura organizacional questões a serem melhoradas e apresentando maneiras de resolvê-las e de gestão que a auxiliam na criação e no desenvolvimento de suas atividades de maneira que atinja os objetivos almejados. (SABINO; ROCHA, 2004)

Em razão das necessidades do mercado que vive em busca de pessoal diferenciado e cada vez mais qualificado, o secretário, um profissional ágil e flexível, com uma postura voltada ao autodesenvolvimento, que busca a aprendizagem sempre e trabalha em total interação com o ambiente externo (ANTONI, 2004), é o profissional dentro da empresa que ficará responsável pelo planejamento e organização dos eventos. Para Giacaglia (2006, p.20), sua atuação pode ser comparada ao de um maestro:

Ele será, em última análise, o responsável pela atuação da orquestra. Além de deter a visão do conjunto, conhece a partitura e a atuação especifica de cada membro, tem a experiência e a sensibilidade para exigir de cada um a sua melhor performance, no momento adequado, possuindo ainda as condições técnicas e investindo com autoridade para coordenar o trabalho de todos.

Esta atividade requer então, profissional que seja investigativo e que tenha conhecimento dos fatos, que seja também cuidadoso, observador e objetivo, além de ter domínio das técnicas de pesquisa e da tecnologia, ser paciente e tolerante para analisar as hipóteses e admitir os erros. (BARRETTO, 1991). A organização de eventos exige dos envolvidos criatividade e visão para superar as expectativas dos participantes oferecendo serviços e atendimentos eficientes, pois só assim produzirão os efeitos econômicos e sociais positivos esperados.

Para se organizar um evento, o secretário e os profissionais envolvidos farão um planejamento, um estudo aprofundado do contexto presente da empresa, bem como quais são os objetivos específicos e complexos que a organização pretende alcançar com a sua realização. Para Barreto “o planejamento requer compreensão dos problemas e distribuição harmônica das especialidades, requer conhecimentos.” (1991, p.11)

Na etapa de execução o secretário fará a coordenação de todo o processo de evento, bem como o acompanhamento e direcionamento da equipe durante o procedimento para que não ocorram imprevistos no decorrer do mesmo. No pós-evento, esse profissional juntamente com sua equipe farão um levantamento dos dados obtidos e um relatório dos gastos, como prestação de contas a organização, informando os resultados alcançados.

Percebe-se assim que ao planejar um evento, a secretária deverá fazer uso de suas habilidades de gestora, promovendo, gerenciando, organizando e coordenando todas as atividades e pessoas nele envolvidas, de maneira que todo o planejamento seja seguido com rigor e eficiência, com o uso de tecnologias adequadas que a auxiliem no seu desenvolvimento viabilizando assim sua concretização com sucesso e superando as expectativas.


Acadêmica do curso de Secretariado Executivo Bilíngue – UPF. 98966@upf. br
Acadêmica do curso de Secretariado Executivo Bilíngue – UPF. 98980@upf. br
Mestra em desenvolvimento, Especialista em Pedagogia Empresarial e em Gestão Secretarial, Bacharel em Secretariado Executivo Bilíngue, Professora e pesquisadora do curso de Secretariado Executivo Bilíngue – UPF. gdaniela@upf.br


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

HOMENAGEM AO DIA D@ SECRETÁRI@ EXECUTIV@


SER SECRETÁRIA




Como você definiria uma secretária? O que é ser secretária para você?

Se você tivesse de contratar uma secretária para você ou para sua empresa como ela seria? Seria parecida ou totalmente diferente de você? Por quê?

Não dê aquelas definições aprendidas em cursos, palestras ou aqueles “chavões” repetidos pelos professores. Dê somente a sua definição, que, com certeza, será única.

Aos seus olhos, como sua empresa vê a profissional de Secretariado? Ela contribui para seu crescimento profissional e tem planos de carreira para você ou só investe em cargos estratégicos e naqueles que trazem lucro para a empresa?

A partir dessa análise, você poderá perceber qual é verdadeiramente seu papel na empresa e se esse modelo lhe traz satisfação e realização.

Toda empresa tem um perfil desenhado para cada funcionário quando quer contratá-lo. Mas, já notaram que, quando se trata de secretárias e profissões afins, a exigência é infinitamente maior e o perfil muda consideravelmente de uma empresa para outra? Muitas vezes, até dentro da própria empresa, nos deparamos com secretárias exercendo atividades totalmente distintas quando analisamos com quem e para qual departamento trabalham.

Não devemos nos esquecer de que, muitas vezes, não é a experiência técnica, e sim as competências pessoais que determinam a contratação ou até mesmo a demissão de muitas secretárias.

Será mesmo que existe uma secretária tão completa assim? Algumas são excelentes no aspecto pessoal, mas deixam muito a desejar no profissional e vice-versa.

Como será que você adquiriu o “famoso” equilíbrio emocional frente às dificuldades e pressões? Conseguiu graças à prática da ioga, com os florais de Bach, horas de terapia, orações e mantras, calmantes ou com a leitura dos livros do Dalai Lama?
Afinal, somos frágeis como qualquer outra pessoa e também temos “dias difíceis” de vez em quando. Somos todos humanos, temos defeitos e sabemos disso.

Como tantos outros profissionais, temos pontos fortes e fracos que precisam ser trabalhados a cada dia. Detalhe: a cada dia! Difícil, não é mesmo?

Já trabalhei em inúmeras empresas de diferentes ramos de atuação e, em cada uma delas, convivi com secretárias de vários perfis, algumas, inclusive, realizavam ainda aquelas tarefas tradicionais que são tão criticadas por secretárias mais dinâmicas e modernas. Mas, por incrível que pareça, em pleno século XXI, ainda existem empresas que não querem secretárias que executem funções além das já tradicionalmente conhecidas porque acham que elas ficarão desmotivadas com a rotina ou tentarão novas oportunidades dentro ou fora de seu local de trabalho.

Em tais empresas, um currículo que registre apenas um curso de Secretariado ou uma faculdade de Secretariado Executivo, feito há anos, já basta! Nesses locais é inútil perder tempo e dinheiro estudando e se desenvolvendo com cursos que não sejam voltados exclusivamente à área secretarial. Só vale a pena se você estiver pensando em mudar de emprego, de profissão ou se for por uma realização íntima de sua parte.

Eu mesma já fui eliminada de alguns processos nas consultorias e nas empresas quando dizia que minhas atribuições iam além das tradicionalmente conhecidas. Com isso, os selecionadores me descartavam dizendo que não estava no perfil que procuravam e que não me sentiria feliz no cargo proposto.

Por isso, fique bem atenta às oportunidades! Na entrevista, nunca deixe de perguntar se há um plano de cargos e salários e perspectiva de crescimento para os funcionários da empresa, em especial às secretárias. Com essa resposta, você saberá definir se esta empresa é a que procura.

Existem secretárias que, definitivamente, não querem sacrificar a família por um salário um pouco melhor ou mesmo não querem realizar funções além das já conhecidas por ela, talvez por acomodação, insegurança ou desinteresse mesmo. O fato é que isso ocorre e é um direito de qualquer profissional fazer sua escolha.

Você, que é secretária, já notou que, dependendo da pessoa, quando você comenta que é secretária, esse alguém expressa um certo desinteresse e apatia? Por outro lado, se você mudar a nomenclatura e disser que trabalha como assistente, assessora ou algo do tipo, a fisionomia muda e o comentário dessa mesma pessoa torna-se totalmente diferente e mais motivador? Algumas, até evitam dizer que são secretárias para evitar certos constrangimentos desnecessários.

Com certeza, para quem já passou por essa experiência sabe o que quero dizer!

Embora muitos ainda não tenham notado, a secretária conhece todos os colaboradores da empresa, suas funções e sabem até dizer quem é ou não competente para o trabalho que executam. Existem chefes que sempre consultam suas secretárias na hora de contratar, demitir e, principalmente na hora de promover alguém.

Como a secretária conhece quase todo mundo na empresa e é tida como imparcial, é comum seu superior perguntar-lhe sobre o comportamento e desempenho de algum colaborador. Muitas vezes, ela está mais apta a acertar em seu comentário que o próprio RH. Talvez, por estar tão próxima a esses profissionais, ela desenvolve olho clínico para isso. Que me desculpem os profissionais de RH.

Não é raro encontrarmos bajuladores, interesseiros e falsos amigos rondando as secretárias com o intuito de tirar proveito de alguma situação, descobrir algo sigiloso ou mesmo tentar se aproximar do principal executivo da empresa.

Convivi com uma secretária que, após observar o comportamento e o desempenho de algum funcionário, sabia dizer se o mesmo teria sucesso na empresa ou não. Sinceramente não sei se ela tinha algum dom sobrenatural, mas o incrível é que sempre acertava. Eu costumava brincar dizendo que ela deveria mudar de profissão, tornar-se psicóloga, trabalhar em RH ou, em último caso, fazer cursos esotéricos porque sua sensibilidade e perspicácia eram fora do comum. Ela era muito observadora e isso a ajudava a acertar em seus comentários.

Outro fato interessante foi que, uma vez, uma gerente veio me cumprimentar pelo dia da Secretária e eu lhe disse que não ligava para essas coisas; que não deveria existir um dia só para a profissional de Secretariado, mas que, logicamente, gostava de ser lembrada pela data, elogiada e receber presentes. Então ela me disse que eu deveria sim valorizar e comemorar a data porque só mesmo uma secretária para ter tanta paciência com os chefes e que, por isso, ela nutria, por todas, uma grande admiração.

Depois desse comentário, percebi que ela tinha razão. Será que existe algum outro funcionário com tanta disponibilidade, dedicação, eficiência e atenção para qualquer serviço e eventualidade, além da secretária?

Foi então que me lembrei de um dia ter recebido e lido a oração da Secretária. Será que precisamos mesmo de oração? Existe oração para qualquer outro profissional?

Cada secretária sabe definir bem o que é ser secretária. Portanto, não importa se você é ou está secretária. O essencial é que seja, antes de mais nada, você mesma e se respeite acima de tudo.

Sinta orgulho de sua profissão e procure se desenvolver cada vez mais, seja como profissional e como pessoa. Faça cursos ligados à área, participe de palestras e, principalmente, converse com outras colegas para conhecer as vantagens e desvantagens que esta profissão lhe reserva.

Algumas empresas enxergam na secretária uma profissional essencial para o bom andamento da empresa. É valorizada e respeitada como qualquer outro funcionário dedicado. Outras, porém, veem a secretária como um ser sem raciocínio lógico, sem voz ativa e personalidade. E, por fim, existem aquelas que são verdadeiramente reconhecidas pela chefia ou departamento em que trabalham.

Além disso, existe um fato engraçado de que, às vezes, entre secretárias, algumas se sentem verdadeiros “ETs” por não conseguirem se enturmar ou discutir assuntos do agrado e do interesse geral.

Deem uma oportunidade a elas e verão do que são capazes!

Afinal, como em outras profissões, também nessa atividade, não há lugar para amadores!



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES QUE O SECRETÁRIO DEVE TER, ATUALMENTE, PARA DESENVOLVER SUAS ATIVIDADES.


Por Acimarleia Freitas

O profissional de Secretariado Executivo em tempos de globalização, segundo Grion 2008, deve estar preparado e atualizado em seus conhecimentos no desempenho de sua profissão. Principalmente levando-se em consideração os avanços tecnológicos.
Esse profissional têm inúmeras competências, podemos citar várias, mas, julgo de suma importância a de falar pelo menos dois idiomas: inglês e espanhol. Além de um bom português, que é nossa língua vernácula; o secretário é multifuncional, sendo esse profissional um colaborador que assume atividades de gerenciamento das atividades inerentes a sua profissão; gestor de pessoas; assessoria direta aos executivos; pode ser um empreendedor; tem visão estratégica da organização; sabendo ter iniciativa em situações de emergência; sendo organizado no registro de eventos importantes do executivo, anotando telefonemas, organizando os arquivos para que seja rápido ao necessitar de um documento, ter uma lista de números de telefones mais utilizados; ser eficiente, planejando sempre seu dia de trabalho, para que quando surgir algo inesperado no decorrer do dia seja mais fácil de contornar a situação; pontualidade e assiduidade são essenciais, pois o secretário deve sempre estar presente antes de seu executivo; ser discreto é fundamental; ser bem humorado, compreensível, cortes.
Além das competências do secretário Executivo, temos ainda as habilidades profissionais, a saber:
·      Habilidades técnicas utilizam conhecimentos, métodos e técnicas necessárias para realização de tarefas específicas, tais como habilidade de comunicação, escrever bons textos, técnicas de atendimento telefônico, etc.;
·      Habilidades humanas, capacidade de conhecer o trabalho das pessoas, analisando as suas atitudes e motivações, sabendo ter um bom relacionamento interpessoal com colegas e clientes, relações públicas – caso a empresa não tenha esse profissional, cabe ao secretário assumi-la, pela natureza de sua profissão, para manter a harmonia nas relações de transações comerciais (MEDEIROS e HERNANDES  2010, p. 15), Ter capacidade de liderança e exercê-la quando preciso, cultivando entusiasmo pelo trabalho; ser um profissional proativo ou seja, deve ter iniciativa. São pessoas que se destacam pela sua capacidade de antecipar às situações.
·      E habilidades conceituais, que analisa a complexidade da organização, tais como: gestão da informação, gestão de processos, gestão de recursos materiais e financeiros, gestão de recursos humanos, gestão de relacionamento (MAZULO e LIENDO, 2010).


REFERÊNCIA


GRION, Lauringa; A Nova Secretária – Metacompetente, Proativa, Dinâmica. São Paulo, EditoraMadras, 2010
MAZULO Roseli, LIENDO Sandra; Secretária – Rotina gerencial, habilidades comportamentais e plano de carreira. São Paulo, Editora Senac, 2010.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

PRINCIPAIS FATORES QUE INFLUENCIARAM NA MU­DANÇA DO PAPEL DO SECRETÁRIO




Por Acimarleia Freitas

Para começarmos essa discussão: No início desse século o mundo deixou de ser eurocêntrico; o mundo se tornou transnacional e houve uma quebra de elos entre as gerações. Assim, vários foram os fatores que fizeram com que os secretários tivessem uma mudança em suas funções, que antes se limitava a datilografar correspondências e atender ligações telefônicas hoje sua atuação é focada em responsabilidades delegadas a esse profissional, desfocadas do seu executivo. Dentre essas mudanças podemos citar como fatores:

O fator socioeconômico, que aumenta as atribuições profissionais do secretário, uma vez que as empresas estão em busca de economicidade em seus custos fixos.

A tecnologia nos setores de produção e serviços, incluindo também trabalhos temporários, sazonal, terceirizado é um fator de mudança no papel do secretário, devendo este estar preparado para tais mudanças no mercado de trabalho, sendo flexível quanto à carga horária, estando preparado para qualquer ramo de atividade, devendo ser competitivo, ter conhecimento das novas tecnologias, saber outros idiomas de forma fluente, conhecer bem o mercado ao qual está inserido, ser motivado, saber interagir com o ambiente organizacional e com os demais colaboradores.

Outro fator que influenciam essas mudanças é a globalização que fez com que o papel do secretário sofresse mudanças ao longo dos anos, deixando de ser apenas uma executora de atividades para assessorar o executivo no planejamento, organização e direção de serviços que envolvem redigir e interpretar textos, como citado anteriormente, inclusive em outros idiomas; registrar, avaliar e distribuir documentos e correspondências; planejar, preparar e participar dos acontecimentos da organização, tais como reuniões, visitas e eventos; receber os visitantes, dando-lhe a atenção devida; fazer contatos externos com clientes e fornecedores e também intermediando o relacionamento com outras empresas; promover a formação de equipes mantendo-as motivadas e facilitando o relacionamento entre superiores e subordinado e coordenar informações relevantes que possam servir de interesse do gestor.

REFERÊNCIA

A Globalização e as Mudanças no Papel da Empresa, do Executivo e da Secretária Disponível em: http://www.sinsesp.com.br/artigos. Acesso em 09 de setembro de 2015

GRION, Laurinda, A Nova Secretária – Metacampetente, Proativa, Dinâmica, São Paulo, Editora Madras, 2008.

RAMOS, Manuela A. N. O Novo Perfil da Secretária Executiva. Disponível em: http://www.unifieo.br/files/download/site/PIBIC/IniciacaoCientifica/0232tsemr.pdf. Acesso em 09 de setembro de 2015.

SANTOS, Magda E. MORETTO, Cleide F. O mercado de trabalho do secretário executivo no contexto da dinâmica produtiva e do emprego recentes no Brasil Disponível em: file:///C:/Users/asfreitas/Desktop/2324-8567-1-PB.pdf. Acesso em: 11 de setembro de 2015

Secretariado Executivo em Alta. Disponível em: http://dtcom.com.br/secretariado-executivo-em-alta. Acesso em 09 de setembro de 2015.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

OS IMPACTOS QUE AS MUDANÇAS NA PROFISSÃO DE SECRETARIADO PROVOCARAM NA SOCIEDADE E NAS ORGANIZAÇÕES



Por Acimarleia Freitas

O crescimento econômico e a relação de trabalho têm sido positivos, e alguns setores tem se destacado relativamente. Especialmente aqueles intensivos em trabalho.

A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que a profissão de Secretariado Executivo é a terceira no ranque de crescimento no mundo. No Brasil, mesmo em meio a uma crise econômica, as contratações destes profissionais estão em alta segundo o site.

Segundo a consultora em RH, Consuelo Fradique do Centro Nacional de Estudos e Projetos – CNEP:
O profissional secretário executivo, hoje, não cumpre mais tarefas de apoio e sim de complementação das atividades. É peça estratégica, pois atua como gestor de informações da empresa e do seu executivo. Tem que ser alguém que circule com facilidade por todos os setores da organização e saiba delegar as responsabilidades para as pessoas certas.

São profissionais que trabalham junto ao alto escalão da organização, tais como: gerência, diretoria, vice-presidência e presidência das empresas. O mundo dos negócios vem  exigindo dos gestores  atribuições cada vez maiores. A exigência por agilidade tem crescido num ritmo acelerado, e uma especial atenção para clientes, que estão cada vez mais exigentes. Para colaborar com esta produtividade acelerada e essa exigência da clientela, a atuação do secretariado executivo torna-se essencial.

Repensar o papel do secretariado na sociedade globalizada é o desafio que nos instiga na atualidade. É preciso construir um novo olhar sobre o profissional do secretariado, capaz de emergir os seus principais valores e capacidades e reafirmá-lo como elaborador de conhecimento.

Deste modo, é necessário que profissional secretário, pense sobre o seu papel na sociedade moderna, e, a partir disto, amplie seu olhar, de forma crítica sobre como os meios de comunicação social nos coloca para essa mesma sociedade ou corporação.

REFERÊNCIA


A Globalização e as Mudanças no Papel da Empresa, do Executivo e da Secretária Disponível em: http://www.sinsesp.com.br/artigos. Acesso em 09 de setembro de 2015

GRION, Laurinda, A Nova Secretária – Metacampetente, Proativa, Dinâmica, São Paulo, Editora Madras, 2008.

RAMOS, Manuela A. N. O Novo Perfil da Secretária Executiva. Disponível em: http://www.unifieo.br/files/download/site/PIBIC/IniciacaoCientifica/0232tsemr.pdf. Acesso em 09 de setembro de 2015.

SANTOS, Magda E. MORETTO, Cleide F. O mercado de trabalho do secretário executivo no contexto da dinâmica produtiva e do emprego recentes no Brasil Disponível em: file:///C:/Users/asfreitas/Desktop/2324-8567-1-PB.pdf. Acesso em: 11 de setembro de 2015

Secretariado Executivo em Alta. Disponível em: http://dtcom.com.br/secretariado executivo-em-alta. Acesso em 09 de setembro de 2015.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

O ATUAL PERFIL DO SECRETÁRIO E AS POSSIBILIDADES DE ATUAÇÃO



Por Acimarleia Freitas

O mundo corporativo exige dos executivos um número cada vez maior de atribuições desempenhadas com rapidez e com atenção especial à clientela. A atuação do secretário executivo contribui para alcance de toda esta meta de atenção ao cliente. O Secretariado Executivo é um profissional versátil, podendo atuar em diversos setores, tais como: economia, indústrias, comércios, empresas prestadoras de serviços, órgãos públicos, etc. Sendo assim, percebe-se que este é um mercado muito amplo, uma vez que esse profissional pode atuar em diversos seguimentos. As cidades mais industrializadas são as que mais empregam esses profissionais.
As novas tecnologias tem sido uma ferramenta fundamental para o profissional secretário, e as organizações têm buscado profissionais cada vez mais qualificados, com habilidade para utilizar máquinas cada vez mais sofisticadas, tais como computadores de ultima geração, notebooks, agendas eletrônicas, smartphones, processadores de texto, planilhas eletrônicas, programas para apresentação em slides, etc. essas mudanças tecnológicas, levou o secretário executivo a uma ascensão impactante das suas atividades, levando-o a uma posição de gestor, empreendedor, assessor e consultor.
Desde suas raízes nas civilizações antigas, o secretário, outrora os escribas, eram pessoas da inteira confiança com quem encarrega às atividades. Nos últimos 50 anos aproximadamente, o perfil do secretário passou por grandes transformações, deixando o perfil técnico operacional para um perfil estratégico. Pode-se dizer que esse profissional é um elo entre corporação e cliente.
Com tantas evoluções na carreira e uma busca incessante pela qualificação, não podemos, no entanto, dizer que as técnicas foram deixadas de lado. Ao contrário disso, elas devem ser aperfeiçoadas, além da busca pela qualidade da gestão secretarial através do aprimoramento e desenvolvimento das competências comportamentais.
Segundo Mazulo e Liendo (2010, p. 25), o profissional secretário possui saberes essenciais que constitui uma carreira de sucesso, são eles: uso efetivo da comunicação, gerenciamento do tempo, relacionamento interpessoal e supervisão de diversas áreas. Mazulo e Liendo (2010, p. 26), diz ainda que com o papel de assessor, esse profissional necessita conhecer as técnicas utilizadas pelo seu gestor, para que possa entender ações de liderança, motivação, negociação e criatividade. O secretário executivo deve ainda ser conhecedor de qualidades como: polivalência, disposição para assessorar, discrição, bom senso, objetividade, criatividade, lealdade, respeito, iniciativa, dinamismo, entusiasmo, paciência, tolerância, profissionalismo, pontualidade, visão holística. Em um mercado em constante mudança, esses atributos, fará com que esse secretário tenha um perfil adequado a função a qual exercerá.
A atuação desse profissional passou a ter novas  responsabilidades, mais sérias e importantes para a organização, desempenhando função de gestor de processos, gestor de pessoas, gestor de informações, gestor de relacionamentos e até mesmo da própria carreira. Veiga (2007, p. 23) fala sobre a mudança no papel desempenhado pelo profissional de Secretariado organizações: “Com isso, a secretária pode se dedicar mais aos assuntos relacionados à empresa, tornando-a necessária e importante. Hoje, além de desempenhar suas atividades operacionais, a secretária atua como gestora de processos, de pessoas e de informação.”

REFERENCIA
BISCOLÍ, F. R. V; CIELO, I. D. Gestão Organizacional e o Papel do Secretário Executivo. Disponível em: Acesso em: 28 set. 2015.
BOND, M. T; OLIVEIRA, M. Manual do profissional de secretariado, v. 1: conhecendo a profissão. Curitiba: InterSaberes, 2013. Cap. 3.
MAZULO Roseli, LIENDO Sandra; Secretária – Rotina gerencial, habilidades comportamentais e plano de carreira. São Paulo, Editora Senac, 2010.
VEIGA, D. Rachel. Guia de Secretariado: Técnicas e comportamento. São Paulo: Érica, 2007.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

EVOLUÇÃO E TRAJETÓRIA DA PROFISSÃO DE SECRETARIADO



Por: Acimarleia Freitas


Não há registro de uma data precisa para a profissão de secretariado executivo, mas, acredita-se que vem da época dos Faraós, 500 a.C., segundo Casimiro (1998), a função era exercida exclusivamente pela figura masculina, os escribas foram considerados os primeiros secretários da história, no baixo Império Romano eram os Taquígrafos, monges na Idade Média, mais tarde vulgarização da estenografia, passou a ter importância nos escritórios da Administração Pública, surgiu o secretário, período da Revolução industrial, sendo ainda mão de obra exercida exclusivamente por homens. Na Idade Moderna a função secretarial torna-se expressiva, para mais tarde fazer parte da estrutura organizacional.
Após as duas Grandes Guerras, por escassez de mão de obra masculina, surgiu a figura feminina no mercado de trabalho, e atuando no campo secretarial com bastante atuação na Europa e Estados Unidos. No Brasil, o surgimento da mulher como secretária ocorre na década de 50. Época em que houve a implantação de cursos na área. Como, por exemplo, Datilografia e Técnico em Secretariado.
O Curso de Secretariado Executivo da UFBA, primeiro a ser criado no Brasil, em 1969, surgiu para atender a crescente demanda do mercado por profissionais qualificados neste segmento, devido à industrialização da Bahia, com a implementação do centro Industrial de Aratu, depois, Polo Petroquímico de Camaçari. (EAUFBA, 2007, p.3-6).
Na década de 50 – A Secretária executava somente determinadas Técnicas Secretariais, tais como: datilografava, arquivava de documentos, atendia telefone e servia cafezinho.
No começo dos anos 60 as Secretárias conservar-se com tarefas insignificantes dos escritórios. Somente em meados dessa década é que a categoria começou a exigir melhores condições de trabalho, resultando assim, no surgimento do Clube das Secretárias, no Rio de Janeiro.
Década de 70 – Foi marcada pelo fortalecimento e crescimento do movimento. O Clube das Secretárias passou a ser denominada Associação das Secretárias do Rio de Janeiro, com o intuito do aprimoramento profissional. Posteriormente surgiram outras associações semelhantes em quase todos os estados, desta forma, foi preciso criar um órgão de representação a nível nacional, denominada: Abes – Associação Brasileira de Entidades Sindicais. Década que também foram criadas as leis 1.421/77, de 20/09/77, que estabeleceu 30 de setembro como o Dia Nacional da Secretária e a Lei 6.556/78 de 05/09/78, reconhecendo a profissão de secretariado. As secretárias passaram a ter formação superior.
Na década de 80 – a profissão é regulamentada por meio da Lei 6.556,  de 5 de setembro de 1978 autorizando a criação de sindicatos, que receberam representação nacional da Federação Nacional das Secretárias e Secretários - FENASSEC, criada em  31 de agosto de 1988. Nesse período a FENASSEC juntamente com os sindicatos começaram a exigir a criação de um Código de Ética que foi estabelecido no dia 7 de junho de 1989, através da Lei 7.377/85.
Década de 90 - A Secretária tornou-se mais independente do gestor, atendendo não apenas o executivo e também outras demandas da organização. Passando a atuar com mais autonomia, criatividade e objetividade. Com a chegada das novas tecnologias, a forma de trabalhar sofreu transformações, as empresas passaram a buscar profundamente a qualidade total e a valorização dos clientes, e as técnicas secretariais, tornam-se somente ferramentas do seu cotidiano de trabalho e não mais o centro dele.
Agora, século 21, espera-se que o secretário seja um empreendedor, assessor, executante, polivalente e que tenha uma visão que privilegia o todo de um sistema e não suas partes isoladamente, dando a esse secretário o conceito de cogestor.
A origem da palavra secretário vem do latim: Secretum - lugar retirado, retiro, solidão; Secreta – particular, segredo, mistério; Secretarium - legar retirado, conselho privado.

REFERENCIA
Alcântara L. Disponível em:  http://executivajr.blogspot.com.brAcesso em 11 de setembro de 2015.
BOND, Maria T. OLIVEIRA, Marlene. Manual do Profissional de Secretariado – Conhecendo a Profissão - Vol. I. 1ª Edição. Curitiba, Editora: Intersaberes,  2010.
CASIMIRO, Lucia. História da Profissão de Secretariado – A saga das (os) secretárias (os). Disponível em <http://www.fenassec.com.br>. Acesso em 28 set. 2008.
ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (EAUFBA). Projeto Pedagógico do curso de secretariado Executivo. 2007.
História e Origem da Profissão de Secretária. Disponível em: http://portal.metodista.br/. Acesso em 11 de setembro de 2015.
Histórico da Profissão. Disponível em: http://www.dasecretariado.ufba.br. Acesso em 11 de setembro de 2015.
MAZULO Roseli, LIENDO Sandra; Secretária – Rotina gerencial, habilidades comportamentais e plano de carreira. São Paulo, Editora Senac, 2010.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

AS TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO APLICÁVEIS NA GESTÃO DE UMA EMPRESA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO: O CASO DO INSTITUTO BRANDÃO – IBR



Por: Acimarleia Correia Silva Freitas
Secretariado Executivo

Resumo

Este trabalho faz uma análise do Instituto Brandão – IBR, empresa que presta serviço na área de saúde, buscando identificar nas práticas organizacionais as Teorias da Administração estudadas por alunos da Faculdade Juvêncio Terra, como uma prática de pesquisa que atrela a teoria da disciplina de Administração à realidade empírica das empresas. Como instrumentos metodológicos utilizaram-se a pesquisa bibliográfica e a observação participante, tendo como instrumento a entrevista. O estudo evidenciou que no IBR foram encontradas várias características e abordagens das Teorias, evidências de empresa considerada de pequeno porte, em evolução e crescimento nas práticas administrativas, fato que reforça a “diversidade” de teorias encontradas nas práticas organizacionais do IBR.


Desenvolvimento

À luz das teorias da Administração estudadas na disciplina Introdução à Administração, alunas da Faculdade Juvêncio Terra, fizeram uma pesquisa procurando identificar, nas práticas organizacionais o Instituto Brandão IBR, as teorias da Administração, a saber: Administração Científica Clássica; Teoria Clássica;  O movimento de Relações Humanas; Abordagem Estruturalista; Abordagem Neoclássica; Behaviorismo; Abordagem Sistêmica;  Abordagem Contingencial; e, por fim, algumas  estratégias modernas de gestão.

A visita ocorreu no dia l7 de maio 2006, momento em que as acadêmicas foram recebidas pela administradora da organização para visita e realização da observação participante, nas atividades desenvolvidas nas práticas organizacionais. Em outra oportunidade, e como forma de retomada de algumas questões que ficaram obscuras, foi também utilizada uma entrevista, via internet (SKYPE), com a administradora do IBR.

A supramencionada empresa é uma prestadora de serviço na área de saúde, oferecendo serviços em várias áreas médicas, a saber: Ortopedia / Traumatologia, Neurologia, Radiologia, Ultra-Sonografia, Tomografia, Ressonância Magnética, dentre outras. Observou-se a existência de equipamentos tecnológicos de ultima geração, a exemplo dos equipamentos de Ressonância Magnética e de Oxigenoterapia Hiperbárica, únicos em Vitória da Conquista e toda região Sudoeste. A Instituição possui a sua estrutura hierárquica dividida em Diretoria Geral, Direção de Recursos Humanos e Direção Clínica. A análise da respondente é que há uma demanda crescente de clientes e a concorrência na área de atuação da empresa é pequena.

A empresa tem como parceiros os médicos, que são os profissionais que geram os serviços; os planos de saúde e os hospitais que dão suporte, no caso de haver necessidades como: Banco de Sangue, Laboratório de Análises Clínicas e UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O IBR acompanha a evolução da medicina e trabalha com uma gestão participativa, uma vez que todos os coordenadores – das áreas de Faturamento, de Atendimento/Internamento, de Compras/Manutenção, de Recursos Humanos e de Enfermagem – apresentam seus projetos juntamente com suas equipes de trabalho e discutem com a administração as possibilidades de implantação. As funções são bem distribuídas em um organograma e a política empresarial está vinculada à capacitação de seus funcionários em seminários anuais e reuniões periódicas de assuntos afins. Os colaboradores passam por avaliações de desempenho mensais, sendo que a organização também desenvolve atividades que corroboram a motivação individual, tais como brindes, gratificação salarial e prêmios anuais, a exemplo de televisão e viagem.

A empresa encontra-se em um processo de transição, pois, de uma administração familiar, está transformando-se em uma administração mais profissional.

Na visão da direção a situação política/econômica do país não afeta as empresas de maneira igual, pois isso depende da situação financeira em que se encontra a organização e do tipo de produto oferecido.  Uma das políticas mais importantes dentro de uma empresa é a forma com que ela se relaciona com o mercado. Se ela tem em seu quadro de pessoal, colaboradores com facilidade de relacionamento interpessoal, de negociação e de proatividades, a empresa encontrará formas de sair de suas turbulências.

Baseado em estudos literários de Teorias da Administração, percebeu-se que a organização citada tem aspectos e peculiaridades de algumas Teorias da Administração, a seguir detalhadas, com a apresentação sucinta de informações de caráter que justifiquem a ‘opção’ da pesquisa.

Com relação à capacitação, avaliação de desempenho e valorização dos colaboradores, vê-se o movimento de Relações Humanas bem evidente nas práticas, a exemplo de algumas características ressaltadas por Chiavenato (2000), como o nível de produção é resultante da integração social; o comportamento social dos empregados; as recompensas e sanções sociais; grupos informais; as relações humanas; a importância do conteúdo de cargo; e, por fim, a ênfase nos aspectos emocionais.

Paralelamente, observa-se, ainda, resquício da Teoria Científica de Taylor, materializado nas práticas de avaliação do desempenho a partir de gratificações das melhores equipes e funcionários, demonstrando uma visão do homo economicus, onde o trabalhador é influenciado exclusivamente por recompensas salariais, econômicas e materiais (Chiavenato, 2000).

Na estrutura do organograma utilizado pelo IBR verifica-se a Teoria Clássica de Fayol, com uma organização constituída numa abordagem sintética, global e universal. A empresa apresenta-se institucionalizando uma abordagem anatômica e estrutural, que parte do todo da organizacional e da sua estrutura para garantir a eficiência a todas as partes envolvidas, sejam órgãos (como seções, departamentos) ou pessoas (como ocupantes de cargos e executores de tarefas). Reconhecem a organização como uma estrutura de órgãos e cargos, utilizando-se de uma concepção antiga de organização, como influência das organizações militar e eclesiástica.

Nesta perspectiva, a empresa IBR estabelece uma linha de autoridade que interliga as posições e define quem é subordinado a quem; significa que cada empregado individualmente deve estar  subordinado e se referir a um só superior. 

Com relação às características da Abordagem Estruturalista, como um diálogo à Teoria das Relações Humanas, o IBR apresenta uma interação entre os grupos de trabalho e dela com relação a outras empresas do mesmo ramo de atividade, uma discussão empreendida na sociologia organizacional, que, segundo. Organ (1996) abrange o estudo das organizações, no que se refere às formas como elas estão organizadas e estruturadas.

A administração do IBR é vinculada a um processo operacional distribuído por funções, como: planejamento, organização, direção e controle tipicamente identificados com a abordagem Neoclássica da Administração (Chiavenato, 2000). Nesse sentido, as práticas organizacionais da empresa em estudo caracterizam-se por uma forte ênfase nos aspectos práticos da administração, focando, essencialmente resultados concretos e palpáveis na área de atendimento médico.

Cabe ressaltar, ainda, que as práticas identificadas como características da Abordagem Neoclássica, presentes no IBR, funcionam como uma retomada do referencial desenvolvido pela Teoria Clássica, a partir de uma releitura e reestruturação de conceitos e práticas, agora antenadas às contingências da época atual.

Algumas características inerentes a Abordagem Sistêmica também pode ser extraída da realidade empírica do IBR: a empresa é composta de vários subsistemas – as diretorias, coordenações e setores; há uma interação e reciprocidade entre estes subsistemas; e, por fim, as diretorias acompanham demandas do ambiente externo – o mercado e as tecnologias nacionais e internacionais.

O IBR tem uma prática voltada à gestão participativa, com a solidarização de tomadas de decisão, a democratização das práticas e conceitos administrativos de toda a Clínica aos grupos de trabalho, incentivando as inovações e sugestões de mudanças em qualquer nível da estrutura organizacional.  Assim, vê-se que com relação às estratégias modernas de gestão, no IBR também se vislumbra práticas que coadunam com uma evolução da visão administrativa, seja nos âmbitos de representação, de liderança e de qualidade; seja também na formulação e estratégia; bem como na relação que estabelece com clientes, pessoas, procedimentos e controle de resultados.

Conclusivamente, reiteramos que se trata de uma empresa considerada de pequeno porte, em evolução e crescimento nas práticas administrativas, fato que reforça a “diversidade” de teorias encontradas com o estudo das. “Teorias da Administração aplicáveis na gestão de uma empresa de prestação de serviço: o caso do Instituto Brandão – IBR”, informações que podem prospectar novos universos de investigação acadêmica.

Bibliografia

ALBRECHT, K.; BRADFORD, L. J. Serviços com qualidade: a vantagem competitiva – como entender e identificar as necessidades dos seus clientes. São Paulo: Makron, 1992.

CHIAVENATO, Idalberto. Teoria, Processo e Prática. São Paulo: Mc Graw Hill Ltda, 2000.

MORGAN, Gareth. Imagens da Organização. São Paulo: Atlas, 1996.

SENGE, Peter M. A Quinta Disciplina: arte e prática da organização que aprende. São Paulo: Best Seller, 1998.


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

CARTA PARA MEU EX-CHEFE: OS BENEFÍCIOS DA SUA INCOMPETÊNCIA



Autor: Acimarleia Freitas

Inúmeras foram às vezes fui chorar escondida no banheiro, ou no refúgio do meu quarto, por sua causa. Permaneci em silêncio ou fingi que não estava nem ai enquanto você me tratava com absoluto descaso. Eu acordava todas as manhãs em contagem regressiva para que chegasse logo a sexta feira, durante o dia, contava as horas para poder sair do ambiente em que você estava. Tinha temor de você e por vezes acreditei que eu era incompetente como você dizia.


O mundo dá voltas, você sabia?

É obvio que você sabe. Todo mundo sabe. Talvez, com toda sua arrogância, você só não tenha se dado conta disso ainda. Enfim, é a lei natural das coisas. Sem saber você me ensinou uma coisa muito importante. Ensinou-me a correr atrás dos meus objetivos, das minhas ambições profissionais, do meu desejo de crescer. Descobri que eu tinha um grande potencial.

Antes que o mundo complete sua merecida volta, dando fim a um ciclo natural, pessoas estão se tornando fortes, enquanto outras estão enfraquecendo. E essa movimentação natural, depende da nossa preparação e pré-disposição à mudança, entretanto, só desencadeamos ao sermos tirados da nossa zona de comodidade. Nesse momento advém o choque de identidade.

E por mais que esse momento de ruptura nos deixa infeliz, por mais que possa parecer inexplicável e incoerência, o desafio de ser posto à prova da própria competência trás um enriquecimento grandioso.  Falando em momentos infelizes, minhas memorias recorrem a alguns fatos, desagradáveis, diga-se de passagem. Recordo-me de frases do tipo: “Você tem que se conformar com sua posição, e não almejar ascensão”, “Ninguém nesse departamento sabe fazer nada, são todos incompetentes”, “Acha que por ser aluna de uma faculdadesinha qualquer, sabe alguma coisa”, “Chegar à posição de destaque não é para qualquer um, não é para você”... Dentre outras tantas, estas foram frases que eu ouvia no meu dia-a-dia de trabalho.  

E refletindo nesse meu passado, percebi que, a deficiência desses “Chefes Bananas” que encontramos gerenciando equipes, pessoas, setores, departamento ou mesmo grandes organizações, são pessoas como comuns, e na maioria das vezes incapazes de gerenciar a própria vida. Porque ser um “Chefe Banana” não é uma soma de qualidades, mas, a falta delas. Aquele que se acha o “Super Poderoso”, não passa de um grande “Babaca” que precisam lamber o chão dos corruptos para conseguirem uma posição.

Superado o trauma da passagem desse “gestor” pela minha vida profissional, percebi que seu senso estúpido de olhar o aquele é hierarquicamente menor, aprimorou minha capacidade de raciocínio, sua incapacidade operacional acelerou meu aprendizado e sua insensibilidade para com o sentimento e a emoções das pessoas me fizeram desenvolver uma das habilidades que mais utilizo diariamente, “Inteligência Emocional”, ou falando de uma forma mais popular o “jogo de cintura”.

Então é por isso tudo que eu estou aqui para lhe agradecer, pois o meu crescimento profissional deriva dos momentos que me julgou incapaz. Pois provei a você, e principalmente a mim mesma, que sou capaz de crescer com meus próprios esforços, sem fazer de ninguém escada para que eu possa subir e sem que seja necessário (QI) “quem indica” para o meu crescimento profissional.


“Um mundo sem chefes incompetentes é altamente nocivo para saúde do mercado de trabalho”.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO: DO AGENTE PÚBLICO AO AGENTE POLÍTICO





Autor: Acimarleia Freitas

O comportamento e o caráter dos seres humanos é um estudo da moral e da ética. Busca expor o que causa, a cada sujeito, determinado jeito de agir. A ética estuda os valores que conduzem os relacionamentos interpessoais, como as pessoas se posicionam na vida, e de que modo elas vivem em harmonia com as outras. 

A ética distinguir-se de moral, uma vez que, a moral é pautada em regras, normas e tradições culturais. Já a ética é o jeito de agir das pessoas. A filosofia ética de Kant, parte do pressuposto que é natural do ser humano ser capaz de praticar os mais nefastos atos, tais como, ser egoísta, ambicioso, destrutivo, agressivo, cruel, ávido de prazeres que nunca são saciados e pelos quais matam, mentem e roubam.

Ao considerar a ética de Kant, verifica-se que se trata de uma teoria sobre a ação do homem que deseja constituir o que é sensato de modo universal. Segundo Shaui M. (2006)Para que haja comportamento ético, é preciso que tenha o agente consciente, ou seja, aquele que diferencia o bem e o mal, correto e incorreto, lícito e ilícito. Consciência e responsabilidade são condições indispensáveis da vida ética.

Consciência e responsabilidade são qualidades essenciais à ética. O ser humano aprende a ter consciência ética, como a educação e a cultura são aprendidas, sendo assim, na administração pública a ética, pode ser desenvolvida junto aos servidores públicos, ocasionando deste modo, transformação na gestão pública que deve ser notada pelo cidadão que dela se utiliza.


Por que deve haver ética em uma organização? Para gerar confiança na equipe; para realizar serviços com qualidade respeitando o cidadão que necessita do serviço público; gerar maior produtividade, de forma sempre honesto. Espera-se, dentro da perspectiva ética, que as pessoas dentro de uma organização, apresentem um caráter ativo e não apenas passivo. Há uma diferença entre se comportar bem e agir bem.

No serviço público, a questão da ética, está pautada no comportamento dos servidores que estão em cargos públicos, seja ele comissionado ou efetivo. Tais indivíduos devem agir de acordo com um padrão ético, expondo valores morais no seio da sociedade.

Quando a sociedade elege para um cargo público, um candidato para funções do poder executivo ou legislativo, esta sociedade está depositando confiança a este agente político. Desta forma espera-se que estes desempenhem as atividades as quais foram eleitos nos moldes dos padrões éticos. Da mesma forma, o servidor público, que adquire sua colocação através de concurso público, precisa adotar o compromisso de promover a igualdade social, de desenvolver a cidadania e de reforçar a democracia, agindo sempre de forma ética.

Um servidor seja ele, técnico ou agente político, do mais auto ao menor dentro da organização, deve desempenhar duas atividades no setor público tendo a capacidade de pensar de forma estratégica, inovadora, organizar formas eficazes, eficientes e efetivas de trabalho.

No atual cenário nacional, em que manifestações se espalham por todo país e a população exige das autoridades uma postura ética, percebe-se que a ética necessita ser incrementada para dá prosseguimento ao método de melhoria do serviço público brasileiro, com ênfase no aprimoramento dos agentes públicos e, mais especificamente dos agentes políticos.

Acesso em 22/07/2013. URL:                                                                           http://blogdefilosofiadowolgrand.blogspot.com.br/2011/05/o-pensamento-etico-de-kant-ou-etica-do.html

CHAUÍ, Marilena. Convite a Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2006.



CHAUÍ, Marilena Filosofia - A ÉTICA DE KANT, Ed. Ática, São Paulo, ano 2000, pág. 170-172.