sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O PODER DE SER: COMO O(A) SECRETÁRIO(A) EXECUTIVO(A) CONSTRÓI SEU EMPODERAMENTO PESSOAL

 



 POR ACIMARLEIA


Empoderar-se é reconhecer o próprio valor e compreender o impacto que sua atuação tem no mundo. No contexto do Secretariado Executivo, esse empoderamento nasce do autoconhecimento, da consciência profissional e da coragem de ocupar espaços com voz ativa, visão estratégica e postura protagonista. O(a) secretário(a) executivo(a) não é apenas suporte administrativo; é agente de gestão, mediador de relações e guardião da comunicação organizacional.

A construção do empoderamento pessoal começa quando o profissional entende que competência técnica e autoconfiança caminham juntas. É preciso dominar ferramentas, idiomas, protocolos e técnicas de assessoria, mas também investir no desenvolvimento emocional: saber posicionar-se com ética, defender ideias com clareza e agir com autonomia. O equilíbrio entre saber e ser é o que transforma um cargo em uma carreira de propósito.

Outro pilar do empoderamento é o reconhecimento da própria trajetória. Cada desafio vencido, cada reunião conduzida, cada evento organizado é uma expressão de liderança silenciosa — uma demonstração de que o profissional de Secretariado é essencial para o fluxo e a harmonia das instituições. Valorizar essas conquistas é um ato político e afirmativo.

Por fim, empoderar-se é inspirar outros profissionais. Quando o(a) secretário(a) executivo(a) compartilha conhecimento, incentiva colegas e se envolve em causas da profissão, fortalece não só a si mesmo(a), mas toda uma categoria. Empoderamento não é individualismo — é consciência coletiva e compromisso com o crescimento conjunto.

 

Mensagem final:

Empoderar-se é cultivar a arte de secretariar com orgulho, autenticidade e propósito. É transformar o cotidiano administrativo em uma jornada de liderança silenciosa e influência positiva.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A DIFERENÇA ENTRE O QUE É URGENTE O QUE É IMPORTANETE

 



 POR ACIMARLEIA CORREIA


1. O QUE É URGENTE?

A urgência está ligada ao tempo. É aquilo que grita, que tem um prazo imediato ou que exige sua atenção agora.

  • Características: Reativo, gera estresse, focado no curto prazo.
  • Exemplos: Um telefone tocando, um e-mail de última hora do chefe, uma conta que vence hoje.
  • O perigo: O urgente nem sempre contribui para os seus objetivos de vida; ele apenas exige que você pare o que está fazendo.

2. O que é Importante?

A importância está ligada aos resultados e aos seus valores. É aquilo que move a agulha em direção aos seus sonhos e metas de longo prazo.

  • Características: Proativo, traz calma, focado no crescimento.
  • Exemplos: Planejamento estratégico, cuidar da saúde, estudar para uma promoção, cultivar relacionamentos.
  • O perigo: Como o importante raramente "grita" ou tem um prazo para hoje, costumamos deixá-lo para depois.

A Matriz de Eisenhower

Uma ferramenta clássica para visualizar isso é dividir suas tarefas em quatro quadrantes:

URGENTE

NÃO URGENTE

IMPORTANTE

Fazer Agora: Crises e prazos fatais.

Agendar: Planejamento e prevenção (Onde o sucesso mora!).

NÃO IMPORTANTE

Delegar: Interrupções e reuniões inúteis.

Eliminar: Distrações e perda de tempo.

O Segredo da Produtividade Real

A chave não é gerenciar o tempo, mas sim gerenciar a atenção.

Se você foca apenas no que é urgente, você vive em estado de sobrevivência. Se você foca no que é importante (mesmo que não seja urgente), você constrói uma vida com propósito. O objetivo é gastar cada vez menos tempo no quadrante das crises e mais tempo no quadrante do planejamento.

Lembre-se: Só porque algo é barulhento, não significa que seja relevante.



segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

A ARTE DE FAZER ACONTECER: Clareza, Controle e Produtividade

 


POR ACIMARLEIA 

Vivemos em uma era marcada por excesso de informações, múltiplas demandas e a constante sensação de que nunca conseguimos dar conta de tudo. Nesse cenário, produtividade costuma ser confundida com pressão, velocidade ou sobrecarga. No entanto, o conceito central do método GTD – Getting Things Done, apresentado logo no primeiro capítulo, propõe uma mudança profunda de mentalidade: produtividade não é fazer mais, é ter clareza para fazer o que realmente importa.

A mente não foi feita para armazenar tarefas

Um dos pilares do GTD parte de uma constatação simples, mas poderosa: a mente humana não foi projetada para funcionar como um repositório de tarefas. Ela é criativa, intuitiva, estratégica. Quando tentamos usá-la como uma agenda mental, acabamos comprometendo sua principal função: gerar ideias, conexões e soluções.

Cada compromisso não registrado, cada pendência “guardada na cabeça”, consome energia mental. Mesmo que não estejamos pensando conscientemente nessas tarefas, elas permanecem ativas em segundo plano, criando tensão e distração.

Confiar tudo à memória gera estresse

Quando confiamos apenas na memória para lembrar do que precisa ser feito, entramos em um estado constante de alerta. A mente passa a trabalhar no modo defensivo, tentando não esquecer nada. O resultado é ansiedade, cansaço mental e sensação de desorganização.

Esse estresse não vem necessariamente do volume de tarefas, mas da falta de um sistema confiável para gerenciá-las. A mente precisa ter certeza de que tudo está capturado em um lugar seguro, externo, organizado e revisável.

Produtividade é clareza e controle, não pressão

O GTD rompe com a ideia de que produtividade está ligada a trabalhar sob pressão. Pelo contrário: quanto maior a clareza, menor a tensão. Quando sabemos exatamente:

  • O que precisa ser feito,
  • Qual é a próxima ação,
  • Quando e em que contexto executá-la, criamos uma sensação real de controle.

Essa clareza libera espaço mental, aumenta o foco e melhora a qualidade das decisões. Trabalhar deixa de ser reativo e passa a ser consciente e estratégico.

O resultado esperado: controle e foco

Ao aplicar os princípios apresentados neste primeiro capítulo, o principal ganho não é apenas eficiência, mas tranquilidade mental. A sensação de controle gera foco, e o foco gera produtividade sustentável.

A arte de fazer acontecer começa quando tiramos o peso das tarefas da mente e devolvemos a ela aquilo que faz de melhor: pensar, criar e decidir com clareza.

Produtividade não é correr mais rápido. É saber exatamente para onde ir.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Governança Corporativa na Rotina Administrativa: o papel estratégico da área secretarial

 


POR ACIMARLEIA


Quando se fala em governança corporativa, muitas pessoas imaginam conselhos de administração, grandes empresas ou relatórios complexos. Porém, na prática, a governança começa no dia a dia administrativo — e a área secretarial ocupa um papel essencial nesse processo.

Governança corporativa é o conjunto de práticas que orientam como a empresa é dirigida, organizada e controlada, garantindo transparência, ética, responsabilidade e eficiência. E é justamente nesses pilares que o trabalho administrativo se conecta diretamente à governança.

Na rotina secretarial, a governança se manifesta em ações simples, mas estratégicas:

  • Organização e controle de documentos
  • Padronização de processos
  • Registro fiel de informações e decisões
  • Comunicação clara entre gestores e equipes
  • Cumprimento de prazos, normas e políticas internas

Quando esses processos são bem executados, a empresa reduz riscos, evita falhas, melhora a tomada de decisão e fortalece sua credibilidade.

A profissional da área secretarial deixa de ser apenas operacional e passa a atuar como guardião dos processos, apoiando a liderança com informações confiáveis e organização estratégica.

👉 Governança não é excesso de burocracia.
É clareza, método, responsabilidade e consistência — exatamente o que a atuação administrativa bem estruturada entrega todos os dias.

Empresas que valorizam a governança reconhecem que uma rotina administrativa organizada não sustenta apenas o presente, mas constrói o futuro.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Comunicação com Eficiência e Eficácia: A Arte de Falar e Ser Compreendido

 


Por Acimarleia

Em um mundo cada vez mais conectado, onde informações circulam com velocidade e volume sem precedentes, comunicar-se bem deixou de ser um diferencial para se tornar uma competência essencial. Mas será que estamos realmente nos comunicando de forma eficiente e eficaz? Apesar de parecerem sinônimos, eficiência e eficácia na comunicação são conceitos distintos — e compreender essa diferença pode transformar relações pessoais e profissionais.

Eficiência: Como você comunica

A comunicação eficiente está relacionada ao uso otimizado dos recursos disponíveis: tempo, linguagem, meio e formato. Uma mensagem eficiente é objetiva, clara, livre de ruídos e bem adaptada ao canal utilizado — seja ele um e-mail, uma reunião, uma mensagem instantânea ou uma apresentação. Ser eficiente é falar bem.

Exemplo: você envia um relatório com todas as informações corretas, dentro do prazo e no formato esperado. A tarefa foi realizada com eficiência.

Eficácia: O resultado da comunicação

Já a comunicação eficaz diz respeito ao impacto e ao resultado obtido. Não basta falar bem; é preciso ser compreendido, gerar reflexão, engajamento ou ação. Ser eficaz é fazer com que o outro entenda, sinta e reaja à mensagem como esperado. É alinhar intenção com resultado.

Exemplo: você apresenta uma ideia em uma reunião e, ao final, todos os envolvidos compreendem, aprovam e contribuem com sugestões. A comunicação foi eficaz.

Comunicação completa: quando eficiência encontra eficácia

A verdadeira potência da comunicação acontece quando eficiência e eficácia caminham juntas. Ou seja, quando você se comunica com clareza e objetividade (eficiência), e sua mensagem gera o efeito desejado (eficácia).

No ambiente corporativo, por exemplo, isso pode significar dar um feedback construtivo que seja bem recebido e que, de fato, promova mudanças. Ou ainda, transmitir instruções claras que levem a uma execução precisa da tarefa.

Dicas para desenvolver uma comunicação eficiente e eficaz

  1. Conheça seu público: adapte linguagem e canal conforme o perfil do interlocutor.
  2. Seja claro e direto: evite jargões desnecessários e vá ao ponto central da mensagem.
  3. Escute ativamente: comunicação não é só falar, mas também compreender o outro.
  4. Cheque a compreensão: pergunte, observe reações, peça retorno.
  5. Pratique empatia: considere o contexto emocional e cognitivo do outro ao comunicar algo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

COMUNICAÇÃO ASSERTIVA, PASSIVA E AGRESSIVA: Três Estilos, Três Resultados

 



POR ACIMARLEIA FREITAS


A forma como nos comunicamos define a qualidade das nossas relações — especialmente no ambiente corporativo. Saber expressar ideias, sentimentos e limites com clareza é uma competência essencial para o sucesso profissional. Nesse contexto, compreender a diferença entre comunicação assertiva, passiva e agressiva é o primeiro passo para evoluir no modo como interagimos com os outros.

Comunicação Passiva

Na comunicação passiva, a pessoa evita o confronto e se cala diante de situações que a desagradam. Ela diz “sim” quando quer dizer “não”, aceita tarefas que não deseja e tende a colocar as necessidades dos outros acima das suas.
Embora possa parecer uma postura harmoniosa, esse comportamento gera acúmulo de insatisfações e a sensação de não ser ouvida. No ambiente de trabalho, o profissional passivo perde espaço, credibilidade e oportunidades de crescimento.

Comunicação Agressiva

O estilo agressivo está no extremo oposto. Aqui, o indivíduo impõe suas opiniões de forma autoritária, fala mais do que ouve, interrompe e usa um tom de voz dominador.
Apesar de, em alguns momentos, conseguir resultados imediatos, esse tipo de comunicação desgasta os relacionamentos e cria um clima de medo e desmotivação. A longo prazo, compromete a imagem do profissional e enfraquece o espírito de equipe.

Comunicação Assertiva

A assertividade representa o equilíbrio entre os dois extremos. É a habilidade de defender seus direitos e opiniões com respeito, clareza e empatia.
O comunicador assertivo sabe dizer “não” quando necessário, expressa suas ideias de forma direta e escuta o outro com atenção. Essa forma de comunicação fortalece a confiança, estimula a cooperação e favorece um ambiente de trabalho saudável e produtivo.

Conclusão

Ser assertivo não é ser rígido, nem “bonzinho demais”. É agir com consciência, equilíbrio e respeito — consigo mesmo e com os outros.
Desenvolver essa competência requer autoconhecimento e prática, mas o resultado é transformador: profissionais assertivos são ouvidos, respeitados e se tornam referência em suas equipes.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

O PAPEL ESTRATÉGICO DO SECRETARIADO EXECUTIVO EM CENÁRIOS DINÂMICOS

 




POR ACIMARLEIA FREITAS


O mundo corporativo vive uma era de constantes transformações. Processos se automatizam, estruturas se remodelam e a informação se torna o maior ativo das organizações. Nesse contexto, o profissional de Secretariado Executivo assume um papel cada vez mais estratégico e indispensável.


Mais do que apoio administrativo, o secretário(a) executivo(a) é um gestor de informações, mediador de relacionamentos e facilitador de resultados. Atua na linha de frente da comunicação institucional, no planejamento de processos e na sustentação das decisões gerenciais.


Em cenários dinâmicos, onde as mudanças ocorrem em alta velocidade, destaca-se quem alia competência técnica, inteligência emocional e visão sistêmica. O secretariado moderno é capaz de antecipar demandas, propor soluções e contribuir ativamente para o alcance das metas organizacionais.


Esse reposicionamento exige atualização constante, domínio de ferramentas digitais, fluência em idiomas e - principalmente - pensamento crítico e estratégico.
O profissional que compreende o funcionamento do negócio, identifica oportunidades e participa das decisões deixa de ser coadjuvante e torna-se um verdadeiro agente de transformação.


O futuro das organizações pertence àqueles que unem técnica e propósito. E o Secretariado Executivo, mais do que nunca, está pronto para liderar essa transição com ética, competência e visão de futuro.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

VOCÊ SABE ONDE ESTÃO SUAS INFORMAÇÕES? — Os Fundamentos da Segurança e Privacidade no Mundo Digital

 



 POR ACIMARLEIA FREITAS


Em um mundo cada vez mais digital, a segurança da informação e a privacidade dos dados tornaram-se pilares essenciais para qualquer organização — e também para os profissionais que lidam diariamente com informações sensíveis, como os(as) secretários(as) executivos(as).

Mas afinal, o que significam esses conceitos?

Segurança da informação é o conjunto de práticas que visam proteger dados contra acessos não autorizados, alterações indevidas ou perdas. Já a privacidade refere-se ao direito que cada pessoa tem de controlar o uso e o compartilhamento de suas informações pessoais.

No contexto do Secretariado, compreender e aplicar esses princípios é um diferencial estratégico. Afinal, o profissional é guardião de informações corporativas, agendas, contratos e decisões confidenciais.

Alguns pilares fundamentais da segurança da informação merecem atenção especial:

Confidencialidade: garantir que apenas pessoas autorizadas acessem as informações.

Integridade: assegurar que os dados não sejam alterados indevidamente.

Disponibilidade: manter o acesso às informações sempre que necessário.

Autenticidade e Responsabilidade: confirmar a origem das informações e registrar quem realiza cada ação.

Além disso, é indispensável conhecer legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que regulamenta o tratamento de dados pessoais e impõe responsabilidades a empresas e profissionais.

Adotar boas práticas — como o uso de senhas seguras, atualização de sistemas, backups regulares e atenção a e-mails suspeitos — é parte do compromisso ético e profissional de quem atua na área administrativa e executiva.

No fim, a segurança da informação não é apenas um requisito técnico, mas uma demonstração de ética, confiabilidade e profissionalismo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

OS 5 MELHORES PASSOS PARA TRANSFORMAR CRÍTICAS EM OPORTUNIDADES DE CRESCIMENTO PROFISSIONAL

 



POR ACIMALEIA FREITAS

Em qualquer ambiente de trabalho, as críticas fazem parte do processo. Elas podem surgir de colegas, líderes ou até de clientes — e a forma como você lida com elas define o seu amadurecimento profissional.
Enquanto muitos se sentem ameaçados, o profissional inteligente enxerga nas críticas uma poderosa ferramenta de aprendizado. Transformar uma crítica em crescimento exige autocontrole, escuta ativa e uma boa dose de autoconhecimento.

Veja os 5 melhores passos para fazer das críticas uma alavanca para o seu sucesso:

1 Respire antes de reagir


A primeira reação costuma ser defensiva. Respire fundo, mantenha a calma e evite respostas imediatas. Isso demonstra maturidade emocional e abre espaço para compreender o que está sendo dito.

2 Ouça com atenção e sem julgamento


Ouvir de verdade é diferente de apenas escutar. Deixe a outra pessoa concluir, sem interromper. A escuta ativa ajuda a entender o ponto de vista e identificar se há algo que realmente pode ser aprimorado.

3 Separe o conteúdo da forma


Nem toda crítica é bem comunicada, mas pode conter valor. Foque na mensagem e não no tom. Um olhar técnico e profissional permitirá extrair o aprendizado, mesmo quando a fala for ríspida.

4 Reflita e filtre


Analise o que foi dito: há fundamento? Se sim, planeje como aplicar a melhoria. Se não, descarte o excesso e siga em frente com serenidade. Saber filtrar críticas é sinal de autoconfiança.

5 Transforme em ação e evolução


Agradeça o feedback, mesmo que seja difícil ouvir. Use-o para corrigir rotas, ajustar posturas e aprimorar resultados. Quem aprende com críticas cresce duas vezes: pela experiência e pela sabedoria.

Lembre-se: críticas não definem o seu valor — revelam o quanto você está disposto a evoluir.


Profissionais que transformam críticas em crescimento se destacam pela maturidade, pela humildade e pela capacidade de melhorar continuamente.

 

 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA – RESUMO COM APLICAÇÕES NO SECRETARIADO EXECUTIVO

 


POR: ACIMARLEIA FREITAS


Você já parou para pensar como a forma como nos comunicamos pode transformar (ou comprometer) relações profissionais?

No livro Comunicação Não Violenta (CNV), Marshall Rosenberg apresenta uma metodologia que vai além das palavras: trata-se de uma maneira de criar conexões genuínas, baseadas em empatia, respeito e colaboração.

Neste artigo, trago um resumo capítulo a capítulo da obra, sempre fazendo um paralelo com o universo do Secretariado Executivo — profissão que tem, na comunicação, uma das suas competências centrais

Capítulo 1 – Dar de coração

Resumo:
Rosenberg apresenta o conceito central da Comunicação Não Violenta (CNV): estabelecer conexões autênticas que incentivem a compaixão e a cooperação. Ele destaca que a comunicação deve ter como objetivo a qualidade da relação, e não a imposição.

Aplicação no secretariado executivo:

O/a secretário(a) atua como ponte entre diferentes pessoas da organização. Comunicar-se de forma empática favorece relacionamentos de confiança com gestores, equipes e parceiros externos.

Exemplo prático:

Ao receber uma solicitação urgente de um gestor, em vez de apenas repassar a pressão para outro setor, o profissional pode ouvir, reformular a demanda com clareza e transmitir ao setor responsável sem tom de cobrança, valorizando o trabalho da equipe.


Capítulo 2 – Comunicação que bloqueia a compaixão

Resumo:
O autor discute padrões de linguagem que dificultam conexões empáticas, como julgamentos, comparações, rótulos e negação de responsabilidade. Essas formas bloqueiam o diálogo genuíno.

Aplicação no secretariado executivo:

Evitar julgamentos ou frases que soem acusatórias ajuda a manter um ambiente colaborativo, especialmente em situações de conflito ou retrabalho.

Exemplo prático:

 Em vez de dizer: “Você nunca entrega os relatórios no prazo”, o secretário pode reformular: “Percebi que os relatórios das últimas duas semanas chegaram após o prazo combinado. Isso impacta o fechamento das atas. Podemos pensar em uma forma de ajustar o processo?”

 

Capítulo 3 – Observar sem avaliar

Resumo:
A CNV orienta a separar observações objetivas de julgamentos subjetivos. Observar de forma clara reduz mal-entendidos e evita que a outra pessoa se sinta criticada.

Aplicação no secretariado executivo:

A prática da observação objetiva é essencial para elaborar atas, relatórios e comunicações institucionais, que devem registrar fatos sem interpretações pessoais.

Exemplo prático:

Durante uma reunião, em vez de registrar: “O setor financeiro atrasou o pagamento de novo”, o secretário escreve: “O setor financeiro informou que o pagamento previsto para o dia 10 foi realizado no dia 15”.

 

Capítulo 4 – Identificar e expressar sentimentos

Resumo:
O autor enfatiza a importância de reconhecer e comunicar sentimentos de maneira clara, em vez de mascará-los com críticas ou acusações.

Aplicação no secretariado executivo:

Reconhecer sentimentos ajuda a lidar com situações de estresse, pressões e demandas múltiplas sem transmitir hostilidade ou desgaste.

Exemplo prático:

Ao receber múltiplas tarefas urgentes, o secretário pode dizer ao gestor: “Estou me sentindo sobrecarregado com as demandas simultâneas. Podemos definir prioridades para atender melhor às suas expectativas?”

 

Capítulo 5 – Assumir a responsabilidade pelos próprios sentimentos

Resumo:
Rosenberg destaca que ninguém é responsável direto pelos sentimentos de outra pessoa; eles resultam das necessidades satisfeitas ou não satisfeitas.

Aplicação no secretariado executivo:

Assumir responsabilidade pelas próprias emoções evita conflitos e favorece maturidade na comunicação.

Exemplo prático:

Em vez de: “Você me deixou nervoso com esse pedido de última hora”, o secretário pode reformular: “Fico nervoso quando recebo pedidos de última hora, porque tenho necessidade de organizar o fluxo de trabalho. Como podemos evitar isso?”

 

Capítulo 6 – Pedidos que enriquecem a vida

Resumo:
O autor ensina a transformar exigências em pedidos claros, específicos e realizáveis, aumentando a chance de cooperação.

Aplicação no secretariado executivo:

A clareza nos pedidos facilita o trabalho em equipe e previne retrabalho.

Exemplo prático:

Em vez de: “Preciso que você faça isso rápido”, o secretário pode dizer: “Preciso que este documento esteja revisado até amanhã às 10h para que seja encaminhado ao reitor ainda pela manhã”.

 

Capítulo 7 – Recebendo com empatia

Resumo:
A CNV propõe ouvir com empatia, acolhendo os sentimentos e necessidades por trás das palavras do outro, mesmo em críticas.

Aplicação no secretariado executivo:

Receber críticas ou reclamações de forma empática fortalece a imagem profissional e mantém o clima organizacional equilibrado.

Exemplo prático:

Se alguém disser: “Esse setor nunca ajuda quando precisamos”, o secretário pode responder: “Entendo que você esteja frustrado. Você gostaria de ter um retorno mais ágil da nossa equipe?”

 

Capítulo 8 – O poder da empatia

Resumo:
Rosenberg mostra que a empatia cria conexão e confiança, e que ouvir é muitas vezes mais transformador do que dar conselhos ou soluções imediatas.

Aplicação no secretariado executivo:

Praticar a escuta empática ajuda a compreender gestores e equipes antes de agir, evitando ruídos na comunicação.

Exemplo prático:

Durante um conflito entre setores, o secretário pode ouvir cada parte sem interromper, demonstrando compreensão antes de propor soluções.

 

Capítulo 9 – Conectar-se consigo mesmo com compaixão

Resumo:
O autor ressalta a importância do autoconhecimento e do autocuidado na prática da CNV. Reconhecer as próprias necessidades ajuda a não projetar frustrações nos outros.

Aplicação no secretariado executivo:

Cuidar da própria saúde emocional permite lidar melhor com pressões típicas da profissão.

Exemplo prático:

Um secretário que percebe estar esgotado pode negociar prazos ou propor apoio em tarefas, em vez de acumular responsabilidades até gerar desgaste.

 

Capítulo 10 – Expressar plenamente a raiva

Resumo:

A CNV não reprime a raiva, mas ensina a expressá-la de forma consciente, identificando a necessidade não atendida por trás do sentimento.

Aplicação no secretariado executivo:

Em ambientes corporativos, lidar com a raiva de forma construtiva preserva relacionamentos e credibilidade profissional.

Exemplo prático:

Em vez de levantar a voz quando um prazo é desrespeitado, o secretário pode dizer: “Fiquei irritado porque esse atraso prejudica o cronograma. Podemos rever juntos uma forma de evitar isso no futuro?”

 

Capítulo 11 – Resolução de conflitos

Resumo:
A CNV pode ser aplicada na mediação de conflitos, ajudando as partes a expressarem necessidades e a buscarem soluções que atendam a todos.

Aplicação no secretariado executivo:

O/a secretário(a) muitas vezes atua como mediador em divergências entre setores ou na organização de reuniões decisivas.

Exemplo prático:

Em uma disputa sobre uso de orçamento, o secretário pode facilitar a conversa perguntando: “Quais são as necessidades principais de cada setor nesse momento?” e registrar consensos.

 

Capítulo 12 – O papel da CNV nas estruturas sociais

Resumo:
O autor amplia a aplicação da CNV para contextos sociais, educacionais e organizacionais, mostrando como pode transformar relações de poder e cultura institucional.

Aplicação no secretariado executivo:

Na função estratégica, o profissional pode aplicar a CNV para melhorar a cultura organizacional, propondo práticas de comunicação mais colaborativas.

Exemplo prático:

Implantar um manual de comunicação interna ou oficinas de CNV para equipes administrativas, reduzindo ruídos e fortalecendo relações no ambiente de trabalho.

 

Capítulo 13 – A CNV no mundo

Resumo:
Rosenberg apresenta experiências internacionais de uso da CNV, mostrando seu potencial de transformar sociedades e ambientes de conflito.

Aplicação no secretariado executivo:

A profissão, por estar em contato com diferentes culturas e contextos organizacionais, pode adotar a CNV como ferramenta de integração e diversidade.

Exemplo prático:

Ao receber delegações estrangeiras, o secretário pode usar CNV para lidar com diferenças culturais, focando em necessidades e não em julgamentos.

 

Conclusão geral:

O livro mostra que a CNV é mais do que uma técnica — é uma filosofia de vida. Para o secretariado executivo, representa um diferencial estratégico: melhora relacionamentos, aumenta a produtividade, fortalece a imagem profissional e contribui para um ambiente organizacional mais humano.