terça-feira, 11 de novembro de 2025

A ARTE DE ENFODERAR-SE: ATITUDE, FOCO E AÇÃO PARA PROFISSIONAIS DE EXCELÊNCIA

 


Por ACIMAREIA FREITAS


Atitude, foco e ação — Porque o sucesso começa quando você decide parar de se sabotar e assumir o protagonismo da sua trajetória.

 

Inspirado no livro Enfodere-se! de Caio Carneiro, este texto reúne insights poderosos sobre protagonismo, velocidade e mentalidade vencedora.


Mais do que uma leitura motivacional, é um convite à prática: agir mesmo sem motivação, manter o foco mesmo nas turbulências e entender que a direção importa mais do que a pressa.


Essas lições são combustível puro para quem deseja acelerar resultados, evoluir profissionalmente e transformar propósito em ação.

 

Visão geral


O título “Enfodere-se!” (Termo criado pelo autor) significa, de forma provocativa, decidir parar de se sabotar, parar de reclamar e tomar para si o protagonismo da própria vida.

O livro é direcionado a quem quer “o próximo nível”, seja na vida pessoal ou profissional.

A ideia central: ter velocidade, foco, atitude — não basta querer, é preciso agir. “O sucesso ama velocidade.”

O autor mistura experiências pessoais, mentalidade empreendedora, venda direta e marketing de relacionamento, usando isso como pano de fundo para os conselhos.

 

Principais temas / lições

 

Direção mais do que velocidade

Antes de acelerar, é importante saber para onde vai — ter visão, clareza.

Depois, agir com consistência, retomada quando “a curva fechar”, ou seja, mesmo nas adversidades.


Os “3 C’s do compromisso” – Começar, Continuar e Concluir


O autor destaca que não basta começar: muitos começam bem, mas não dão continuidade ou não concluem.

Concluir é poderoso porque finalização gera resultados e credibilidade.

 

Positividade ativa (“raiz”) vs positivismo superficial (“nutella”)

Carneiro alerta contra um tipo de positividade que finge ou nega a realidade. Prefere uma positividade que reconhece os desafios e vai à luta.

 

Atitude + execução

Ideias são importantes, mas só amadurecem com execução. O livro insiste em “pisar fundo”, sair da zona de conforto, acelerar.

Exemplos de liderança, vendas, marketing de relacionamento são usados como pano de fundo para mostrar que ação importa.


Controle emocional, cuidado consigo mesmo e atenção aos detalhes


Não é só “viver acelerado” de qualquer jeito: há que cuidar da mente, emoções, valores.

Valores e integridade são pilares para algo sustentável.


Assumir responsabilidade


A mensagem subjacente: “o mundo não vai aliviar seus problemas — cabe a você assumir sua jornada”.

Parar de terceirizar; parar de culpar contexto ou outros; agir.

 

Pontos que merecem atenção / crítica

 

O estilo é direto, provocativo, voltado à motivação rápida — se você busca profundidade teórica ou pesquisa acadêmica talvez ache mais leve. (Conforme algumas resenhas: “um pouco superficial” nas reflexões).

Grande foco na mentalidade “empreendedora”, “vender”, “liderar” — embora os conceitos sejam aplicáveis à vida em geral, o pano de fundo empresarial é forte.

Como todo livro de autoajuda, depende bastante da disposição do leitor de colocar em prática; somente ler provavelmente não gera transformação automática.

 

Por que pode valer a pena ler

 

 Ótimo para quem está em transição ou sente que estagnou: vida pessoal, carreira, projetos.

 Dá “empurrões” motivacionais concretos: foco, compromisso, ação.

 Linguagem acessível, estilo energético, provoca à mudança.

 Pode servir de gatilho para uma “virada” mental: de vítima → protagonista.

 

terça-feira, 4 de novembro de 2025

A INSATISFAÇÃO É O QUE ME MOVE

 



Por ACIMARLEIA FREITAS


Há quem veja a insatisfação como algo negativo, como sinônimo de ingratidão ou desconforto constante.
Eu, porém, aprendi a enxergá-la como combustível de crescimento.

A insatisfação que me move não é a que reclama, é a que questiona.
Não é a que paralisa, é a que provoca movimento.
É aquela inquietação silenciosa que sussurra:

“Você pode ir além. Pode fazer melhor. Pode ser mais.”

Foi essa força que me tirou da zona de conforto, que me impulsionou a estudar mais, aprimorar processos, buscar novas formas de servir, ensinar e inspirar.
No Secretariado, na educação corporativa e na vida, aprendi que estagnação é o verdadeiro risco — e a insatisfação, quando canalizada com propósito, é o primeiro passo da transformação profissional e pessoal.

Por isso, não fujo da insatisfação.
Eu a escuto, acolho e transformo em ação, aprendizado e superação.
Porque quem se acomoda perde o brilho;
mas quem se inquieta, evolui.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

BITOLADO: O PODER DE MANTER-SE NO TRILHO CERTO

 


Por ACIMARLEIA FREITAS


Ser chamado de “bitolado” costuma soar como ofensa. No senso comum, é sinônimo de rigidez, mente fechada e resistência ao novo. Mas o verdadeiro sentido dessa palavra vai muito além da conotação popular.

Da bitola ao foco

A origem de bitolado vem de bitola — a medida que define a distância exata entre os trilhos de um trem. É essa precisão que garante que a locomotiva siga firme, segura e eficiente rumo ao seu destino.
Sem a bitola certa, o trem descarrila.
Sem foco, nós também.

Nesse contexto, ser bitolado não precisa significar limitação. Pode significar constância, comprometimento com um propósito e coerência entre o que se pensa, se diz e se faz.

A disciplina de permanecer no caminho

Num mundo que muda o tempo todo, ser bitolado pode ser o segredo para manter-se no caminho certo — o seu.
Há quem chame de teimosia, eu chamo de disciplina.
Há quem veja rigidez, eu vejo alinhamento.
Há quem critique o foco, eu reconheço direção.

Quando tudo ao redor é inconstante, manter-se firme nas suas escolhas é um ato de resistência e maturidade profissional. É entender que constância também é uma forma de liberdade — a liberdade de ser fiel ao que você acredita.

O trilho certo é aquele que você escolhe

Se o trem precisa de uma bitola para seguir em segurança, nós também precisamos de referências sólidas para não perder o rumo.
Ser bitolado — no melhor sentido — é escolher conscientemente os trilhos que levam aos seus valores, à sua missão e aos seus sonhos.

Da próxima vez que alguém te chamar de bitolado, sorria.
Talvez você apenas tenha encontrado o seu trilho certo.



quinta-feira, 30 de outubro de 2025

O Profissional de Secretariado e o Mito da Caverna: da Sombra à Essência

 



Por ACIMARLEIA FRETIAS



No famoso “Mito da Caverna”, Platão descreve pessoas acorrentadas que enxergam apenas sombras projetadas na parede, acreditando que aquilo é toda a realidade. Quando uma delas é libertada e vê o mundo real, compreende que as sombras eram apenas reflexos — e que a verdade estava além da aparência.

Esse mito traduz, de forma simbólica, o processo de autoconhecimento e amadurecimento que todo profissional vivencia — e no Secretariado Executivo, essa jornada é profundamente significativa.

Durante muito tempo, o profissional de Secretariado foi visto apenas como executor de tarefas, alguém “nos bastidores” da gestão. Essa é a sombra da profissão — a visão limitada que não enxerga a sua real dimensão estratégica e intelectual.
Mas, à medida que o profissional busca conhecimento, desenvolve competências comportamentais e amplia sua visão de mundo, ele sai da caverna e descobre sua essência: ser ponte entre pessoas, processos e resultados.

Sair da caverna é compreender que secretariar é muito mais do que atender, organizar e registrar. É liderar com sensibilidade, analisar com inteligência e atuar com propósito.
É compreender que a essência do Secretariado está na capacidade de transformar informação em decisão, rotina em estratégia e execução em valor humano.

Assim como o prisioneiro de Platão, o profissional que desperta não pode mais voltar a enxergar o mundo da mesma forma.
Ele entende que ser Secretário(a) é uma filosofia de vida — um exercício constante de autodesenvolvimento, ética e clareza sobre o próprio papel no todo organizacional.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

BOM DE SERVIÇO, PÉSSIMO DE CONVIVÊNCIA: ATÉ QUANDO O LÍDER DEVE ACEITAR?

 





Por Acimarleia Freitas

A arte sublime de secretariar, liderar e conviver com inteligência emocional.

 

O dilema entre competência técnica e maturidade emocional no ambiente corporativo

Toda equipe tem (ou já teve) aquele profissional que entrega resultados impressionantes, domina as tarefas com maestria e parece insubstituível. No entanto, junto com a competência, vem um pacote difícil: dificuldade de relacionamento, falta de empatia, resistência ao diálogo e conflitos constantes.

O famoso “bom de serviço, ruim de equipe”.

Esse perfil é um dos maiores dilemas da liderança moderna. Afinal, até que ponto o desempenho técnico justifica uma convivência desgastante? E quando o talento se transforma em um problema para o clima organizacional? 

O Dilema do Talento Difícil

Líderes frequentemente se veem divididos entre dois caminhos: preservar o desempenho ou proteger a harmonia do grupo.

O colaborador de alta performance entrega resultados excepcionais, mas sua postura tóxica pode gerar um rastro de insatisfação, medo e insegurança entre colegas. Com o tempo, o que antes era apenas um “jeito difícil” se transforma em fator de desmotivação coletiva.

Em outras palavras: um talento difícil pode sabotar toda uma equipe eficiente. 

Quando o Comportamento Anula o Resultado

A convivência corporativa saudável é tão importante quanto a entrega técnica. Um profissional que desrespeita, provoca atritos ou ignora limites de convivência compromete o equilíbrio emocional da equipe e mina o papel do líder.

E não se trata apenas de “gente que não se dá bem” — estamos falando de consequências reais: aumento de turnover, absenteísmo, queda de produtividade e enfraquecimento da cultura organizacional.

Ser bom tecnicamente não autoriza ninguém a ser ruim de convivência. 

O Papel do Líder

Cabe ao líder estabelecer limites claros, valorizar o respeito mútuo e compreender que o desempenho ideal é aquele que combina entrega e convivência.

A liderança precisa assumir uma postura corajosa: confrontar comportamentos nocivos, oferecer feedbacks assertivos e, se necessário, tomar decisões difíceis — inclusive sobre a permanência do colaborador.

Um verdadeiro líder não escolhe entre “resultado” e “relações”, mas ensina que o sucesso sustentável nasce da combinação entre ambos. 

Reflexão Final

Manter alguém “bom de serviço”, mas “péssimo de convivência” pode parecer vantajoso no curto prazo, mas no longo prazo o custo humano e cultural é alto demais.

Empresas inteligentes entendem que nenhum talento justifica um ambiente tóxico.

Porque mais do que resultados, o que sustenta o sucesso são pessoas que se respeitam, colaboram e crescem juntas.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Como a Comunicação Não Violenta pode revolucionar sua forma de se comunicar

 



Por: ACIMARLEIA FREITAS


Descubra como pequenas mudanças de linguagem, inspiradas na Comunicação Não Violenta de Marshall Rosenberg, podem criar conexões mais empáticas e produtivas no trabalho e na vida pessoal.

A comunicação está no centro de todas as relações humanas – e, muitas vezes, é justamente ela que cria conflitos, mágoas e mal-entendidos. O livro Comunicação Não Violenta (CNV), escrito por Marshall Rosenberg, propõe uma mudança de olhar: em vez de reagirmos com críticas, julgamentos ou acusações, podemos construir diálogos baseados em empatia, clareza e respeito mútuo.

Você já parou para pensar em quantos conflitos poderiam ser evitados se soubéssemos expressar melhor o que sentimos e precisamos? Muitas vezes, não é a situação em si que gera atrito, mas a forma como escolhemos nos comunicar. Palavras ditas de maneira dura ou julgadora podem fechar portas, enquanto uma fala clara e empática abre espaço para diálogo e conexão.

É exatamente sobre isso que trata o livro Comunicação Não Violenta, de Marshall Rosenberg. Mais do que uma técnica, a CNV é um convite para transformar a maneira como nos relacionamos — seja no ambiente de trabalho, em família ou até consigo mesmo. Ao aprender a observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e fazer pedidos claros, a comunicação deixa de ser uma arma de defesa e passa a ser uma ponte para relações mais saudáveis e produtivas.

A obra apresenta a CNV como um processo estruturado em quatro passos:

1.    Observação – descrever fatos sem julgar;

2.    Sentimento – expressar como nos sentimos diante da situação;

3.    Necessidade – identificar quais necessidades estão ligadas a esse sentimento;

4.    Pedido – formular um pedido claro, específico e possível de ser atendido.

Esse método parece simples, mas transforma profundamente a forma como nos relacionamos. Afinal, quando deixamos de acusar e passamos a falar sobre nossas necessidades, criamos um espaço real de escuta e conexão.

A Comunicação Não Violenta não é apenas uma leitura transformadora, mas um caminho prático para cultivar relações mais respeitosas e construtivas. Cada capítulo do livro de Marshall Rosenberg traz reflexões profundas e exercícios aplicáveis que mostram que comunicar-se bem vai muito além das palavras: é sobre enxergar o outro com empatia e autenticidade.

Exemplo prático:

·           Comunicação habitual: “Você nunca respeita os prazos!”

·           Comunicação Não Violenta: “Notei que o relatório foi entregue dois dias após o prazo. Isso me deixou preocupada porque preciso das informações em tempo hábil para finalizar a ata. Você poderia me enviar até a data combinada na próxima vez?”

No decorrer dos capítulos, Rosenberg mostra como a CNV pode ser aplicada em diferentes situações: na resolução de conflitos, na mediação de conversas difíceis, na expressão de gratidão autêntica e até na forma de lidar com a própria raiva. O autor destaca ainda que a empatia é a chave: tanto para compreender o outro quanto para nos conectarmos com nós mesmos de maneira compassiva.

No ambiente profissional, especialmente em áreas que lidam com pessoas, como o Secretariado Executivo, a CNV é uma ferramenta estratégica. Ela auxilia na gestão de reuniões, na mediação de conflitos, na construção de equipes mais colaborativas e no atendimento ao público de forma respeitosa e humanizada.

Em resumo, o livro não é apenas uma teoria sobre comunicação – é um guia prático de transformação. Ler Comunicação Não Violenta é um convite para revisar a forma como nos expressamos, ouvimos e nos relacionamos, abrindo espaço para um mundo onde o diálogo é ponte, e não barreira.

A CNV nos lembra que, por trás de cada palavra dura ou gesto agressivo, existe sempre uma necessidade humana não atendida. Quando aprendemos a enxergar isso, nos tornamos capazes de construir relações mais saudáveis, autênticas e produtivas.

Em um mundo marcado por pressa, estresse e mal-entendidos, aprender a praticar a CNV é um diferencial poderoso — tanto na vida pessoal quanto no ambiente corporativo. Pequenas mudanças de linguagem podem gerar grandes resultados em produtividade, engajamento e harmonia nos relacionamentos.

Se você deseja aprofundar-se nesse tema e aprender como aplicar a Comunicação Não Violenta no seu dia a dia e no trabalho, EM BREVE, acompanhe o lançamento do meu curso exclusivo. Nele, vou compartilhar ferramentas, dinâmicas e práticas que vão ajudar você a transformar sua forma de se comunicar.

 


segunda-feira, 29 de setembro de 2025

A Utilização das Redes Sociais no Ambiente Empresarial

 



Por: ACIMARLEIA FREITAS


Comunicação transparente, engajadora e moderna: o papel estratégico do profissional de Secretariado Executivo

As redes sociais deixaram de ser apenas espaços de interação pessoal e se consolidaram como ferramentas estratégicas de comunicação empresarial. Em um mercado cada vez mais digital, o posicionamento organizacional no ambiente online pode fortalecer a marca, atrair clientes, ampliar a reputação e estreitar laços com diferentes públicos.

Nesse cenário, o profissional de Secretariado Executivo desempenha um papel essencial. Por sua formação voltada à comunicação, organização e gestão de processos, o secretário moderno torna-se um elo estratégico entre a empresa e seus stakeholders.

A utilização das redes sociais no ambiente corporativo exige comunicação transparente, capaz de transmitir credibilidade e confiança; comunicação engajadora, que desperte interação e proximidade; e comunicação moderna, alinhada às tendências digitais e às novas formas de relacionamento.

O profissional de Secretariado Executivo pode atuar diretamente:

  • Na gestão de conteúdos: apoiando na elaboração de pautas, postagens e materiais que representem a identidade organizacional.

  • No monitoramento da imagem institucional: acompanhando comentários, feedbacks e tendências.

  • Na mediação da comunicação interna e externa: garantindo alinhamento entre discurso e prática da empresa.

  • Na promoção da ética e da transparência: assegurando que as informações compartilhadas respeitem normas, valores e boas práticas.

Assim, ao assumir a responsabilidade de integrar as redes sociais ao fluxo de comunicação empresarial, o Secretariado Executivo contribui para uma marca mais humana, conectada e competitiva.

O futuro da comunicação corporativa passa pelo digital — e o Secretariado tem um lugar de destaque nesse processo.

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

SECRETARIADO E IA: O FUTURO CHEGOU

 




Por ACIMARLEIA FREITAS

O mundo do trabalho passa por transformações profundas impulsionadas pela tecnologia, e a Inteligência Artificial (IA) já não é mais uma promessa distante: ela faz parte do presente. No campo do secretariado executivo, essa realidade traz desafios, mas também inúmeras oportunidades de crescimento e reinvenção.

A atuação do profissional de secretariado sempre esteve ligada à organização, gestão da informação e suporte estratégico às lideranças. Hoje, com o apoio da IA, tarefas antes repetitivas e operacionais podem ser realizadas de forma mais ágil e precisa. Agendas inteligentes, softwares de transcrição automática, ferramentas de análise de dados e assistentes virtuais são apenas alguns exemplos de como a tecnologia otimiza processos.

No entanto, a chegada da IA não diminui a relevância do secretariado; ao contrário, amplia sua atuação. Com a automação de rotinas, o profissional ganha espaço para desenvolver competências de maior valor agregado, como análise crítica, pensamento estratégico, gestão de relacionamentos e tomada de decisão em cenários complexos.

O futuro do secretariado, portanto, é híbrido: a combinação da eficiência tecnológica com as habilidades humanas. Inteligência artificial e inteligência emocional se complementam, reforçando a posição do secretariado como elo fundamental entre pessoas, processos e resultados.

Assim, podemos afirmar: o futuro já chegou. Cabe ao profissional de secretariado enxergar a IA não como concorrente, mas como parceira. Quem souber se adaptar, aprender continuamente e explorar as novas ferramentas disponíveis estará pronto para ocupar um papel ainda mais estratégico nas organizações do século XXI.



terça-feira, 23 de setembro de 2025

A Arte da Guerra e a Prática do Secretariado Executivo: Planejar, Mediar E Vencer



Por: ACIMARLEIA FREITAS

O livro A Arte da Guerra, escrito por Sun Tzu há mais de dois mil anos, é considerado um dos maiores tratados sobre estratégia. Embora seja um texto voltado para a arte militar, suas lições ultrapassaram os campos de batalha e se tornaram fonte de inspiração para líderes, gestores e profissionais em diferentes áreas.

No universo corporativo, especialmente no secretariado executivo, os ensinamentos de Sun Tzu se mostram extremamente atuais. Isso porque o(a) secretário(a) executivo(a) é um estrategista organizacional: precisa planejar, antecipar riscos, agir com flexibilidade e ser mediador em situações de conflito.

A seguir, trazemos alguns paralelos entre os capítulos da obra e a prática diária no secretariado.

 

Planejamento e Avaliação

Sun Tzu destaca que nenhuma batalha deve começar sem preparação. Avaliar cenários, recursos e riscos é fundamental.

👉 No secretariado, isso significa mapear demandas antes de agir: organizar agendas, identificar gargalos, levantar informações e alinhar expectativas com a liderança.

Exemplo: Antes de organizar um congresso, o(a) secretário(a) executivo(a) precisa estudar fornecedores, prazos e custos para reduzir riscos e garantir eficiência.

 

Estratégia antes do Conflito

O general sábio vence sem lutar. A diplomacia e a inteligência são sempre mais eficazes do que o confronto direto.

👉 O(a) profissional de secretariado também deve atuar como mediador, prevenindo ruídos de comunicação e antecipando problemas.

Exemplo: Um cliente insatisfeito pode ser acalmado com relatórios bem elaborados e soluções apresentadas de forma clara, evitando reuniões tensas ou conflitos maiores.

 

Flexibilidade e Adaptação

Sun Tzu reforça que a rigidez é inimiga da vitória. É preciso ajustar táticas conforme as circunstâncias mudam.

👉 No secretariado, isso se traduz em agilidade para reorganizar rotinas e prioridades, sem perder a qualidade do trabalho.

Exemplo: Quando uma viagem do executivo é cancelada de última hora, o(a) secretário(a) precisa renegociar passagens, remanejar reuniões e reorganizar compromissos sem comprometer a agenda.

 

Leitura do Ambiente

Um bom líder sabe interpretar sinais do inimigo e do terreno.

👉 Da mesma forma, o(a) secretário(a) precisa ter sensibilidade para perceber o clima organizacional, identificando tensões, sobrecargas ou oportunidades.

Exemplo: Notar que uma equipe está desmotivada e sugerir ações de integração ou redistribuição de tarefas pode evitar queda de produtividade.

 

Informação como Poder

No último capítulo, Sun Tzu afirma que a informação é a arma mais valiosa. Quem conhece a si mesmo e ao inimigo não corre riscos.

👉 Para o secretariado, isso significa investir em pesquisa e inteligência organizacional, reunindo dados e oferecendo suporte estratégico para a tomada de decisão da liderança.

Exemplo: Antes de uma negociação internacional, o(a) secretário(a) levanta informações sobre a empresa parceira, seu mercado e seus concorrentes, preparando o executivo para uma conversa mais assertiva.

 

Conclusão

A Arte da Guerra mostra que a vitória não depende apenas de força, mas de estratégia, análise e adaptação. No secretariado executivo, essas lições são aplicadas diariamente, transformando o profissional em um verdadeiro estrategista corporativo, capaz de apoiar a liderança, antecipar riscos e potencializar resultados.

Mais do que auxiliar, o(a) secretário(a) é peça-chave na construção de uma gestão eficiente e de uma comunicação organizacional sólida – exatamente como um bom general que guia seu exército à vitória.

 



segunda-feira, 22 de setembro de 2025

COMUNICAÇÃO: A NOVA VANTAGEM COMPETITIVA NO SECRETARIADO EXECUTIVO

 


Por: ACIMARLEIA FREITAS


Durante muito tempo, fatores como preço, tecnologia e qualidade de produtos eram vistos como os grandes diferenciais competitivos de uma empresa. Mas, no cenário atual, globalizado e conectado, surge uma percepção cada vez mais clara: a comunicação é a nova vantagem competitiva.

No campo do Secretariado Executivo, essa verdade se intensifica. Afinal, o(a) secretário(a) não é apenas quem organiza agendas ou elabora documentos — é quem conecta pessoas, traduz informações e garante que a estratégia organizacional seja compreendida e aplicada no dia a dia.

 

1. Secretariado como elo da comunicação estratégica

O(a) profissional de Secretariado atua no ponto de encontro entre lideranças, equipes e stakeholders. Isso significa que sua capacidade de comunicar com clareza, precisão e ética se converte em ativo estratégico.

  • Facilita a circulação de informações entre setores;
  • Apoia gestores na tomada de decisão com dados bem organizados;
  • Previne ruídos que poderiam gerar retrabalho ou conflitos.

Em outras palavras, o(a) secretário(a) é um dos guardiões da comunicação organizacional.

 

2. Transparência e confiança

Quando o Secretariado transmite informações de forma clara e transparente, constrói credibilidade interna. Esse papel é crucial para alinhar expectativas e fortalecer a confiança entre colaboradores e gestores.

O resultado? Um ambiente de trabalho mais saudável, motivado e engajado.

 

3. Engajamento como diferencial competitivo

Colaboradores engajados geram inovação e produtividade. E o engajamento nasce, em grande medida, da comunicação assertiva

Profissionais de Secretariado que desenvolvem habilidades de mediação, escuta ativa e storytelling conseguem engajar equipes, aproximando metas institucionais dos propósitos individuais de cada colaborador.

Assim, a comunicação deixa de ser apenas suporte e passa a ser estratégia de retenção de talentos e diferencial competitivo.

 

4. Digitalização e multicanalidade

O Secretariado contemporâneo não se limita às práticas tradicionais. Dominar plataformas digitais, gerenciar aplicativos de comunicação corporativa e manter fluidez entre canais internos e externos é hoje requisito essencial.

Empresas competitivas precisam de secretários(as) que sejam gestores de informação multicanal, capazes de garantir que a mensagem chegue ao destinatário certo, no tempo certo e pelo meio mais eficiente.

 

5. Lideranças comunicadoras e o papel do Secretariado

Se a liderança é um dos pilares da comunicação estratégica, o Secretariado é quem dá suporte, organiza a agenda comunicacional e muitas vezes atua como ponte entre gestores e equipes.

Esse papel reforça a importância da formação contínua em habilidades de comunicação, inteligência emocional e gestão de relacionamentos.

 

6. Reputação e imagem organizacional

O(a) secretário(a) é também guardião da imagem institucional. Uma comunicação malconduzida pode abalar a reputação de anos; já uma postura estratégica e ética fortalece a marca perante clientes, parceiros e sociedade.

 

Conclusão

Na era da informação, a comunicação é a nova vantagem competitiva. E no Secretariado Executivo, esse papel ganha ainda mais relevância: o(a) secretário(a) é a engrenagem que conecta estratégias a pessoas, garantindo clareza, confiança e resultados.

Investir em comunicação é investir no futuro — e investir em profissionais de Secretariado preparados é garantir que essa comunicação seja eficaz, estratégica e competitiva.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

O Diabo Veste Prada e a metáfora do trabalho tóxico

 


Por ACIMARLEIA FREITAS

Há alguns dias eu postei: O Diabo Veste Prada e a Perspectiva do Secretariado Executivo. Hoje volto a falar novamente sobre esse filme, que considero um ótimo filme. No outro poste, eu enfatizava a questão como uma metáfora do cotidiano do profissional de Assistente e Secretariado Executivo que exige organização, discrição, adaptabilidade e capacidade de gerir múltiplas tarefas sob pressão. Mais do que uma história sobre moda, o filme revela que o sucesso de um gestor depende fortemente da competência e da inteligência emocional de quem está nos bastidores — exatamente o papel estratégico do Secretário Executivo. Hoje apresento:

 O Diabo Veste Prada e a metáfora do trabalho tóxico

 

O Diabo é… tóxico?

 

Em O Diabo Veste Prada, a figura de Miranda Priestly extrapola a ideia de uma chefe exigente. O “diabo” não é a moda, nem apenas Miranda, mas sim um sistema de trabalho que normaliza jornadas desumanas, pressões constantes e a ausência de limites entre vida pessoal e profissional. O ambiente retratado na revista Runway é competitivo, individualista e alimenta o medo como ferramenta de gestão — elementos típicos de uma cultura organizacional tóxica.

 

Miranda é uma boa chefe?

 

Essa é a questão central. Miranda é competente, visionária e reconhecida no mercado — qualidades de uma liderança forte. Porém, sua forma de comandar é baseada em autoritarismo e no silêncio imposto: ninguém questiona, todos obedecem. Ela entrega resultados, mas ao custo da saúde emocional da equipe. Assim, podemos dizer que Miranda é uma excelente profissional, mas uma chefe que falha no aspecto humano da liderança. O preço do sucesso, nesse modelo, é o esgotamento de quem a cerca.

 

Favoritismo no trabalho

 

O favoritismo também aparece como mecanismo de controle. Miranda alimenta disputas internas, fazendo com que os assistentes se sintam constantemente substituíveis. Essa estratégia reforça a hierarquia, mas mina a cooperação. Em ambientes tóxicos, o favoritismo não é sinal de reconhecimento, mas sim de manipulação para manter todos em alerta.

 

Machismo?

 

Embora o filme tenha como protagonistas mulheres poderosas, ele não escapa da crítica ao machismo estrutural. Miranda, para se manter no topo, adota posturas duras e impiedosas, muitas vezes reproduzindo comportamentos historicamente associados à liderança masculina. Além disso, a narrativa sugere que uma mulher bem-sucedida precisa sacrificar vida pessoal e afetos — um dilema raramente colocado com a mesma intensidade para personagens masculinos. Nesse sentido, O Diabo Veste Prada escancara como o mercado cobra das mulheres um padrão quase impossível: serem impecáveis, incansáveis e, ainda assim, criticadas por isso.

 

Conclusão:

O Diabo Veste Prada é mais do que uma história sobre moda. É uma metáfora poderosa sobre ambientes de trabalho tóxicos, liderança autoritária, favoritismo como mecanismo de opressão e a pressão extra que o machismo impõe às mulheres. O filme nos convida a refletir: resultados a qualquer custo realmente valem a perda de saúde, de identidade e de relações?