“Você
pode ir além. Pode fazer melhor. Pode ser mais.”
“Você
pode ir além. Pode fazer melhor. Pode ser mais.”
Por ACIMARLEIA FREITAS
Ser
chamado de “bitolado” costuma soar como ofensa. No senso comum, é sinônimo de
rigidez, mente fechada e resistência ao novo. Mas o verdadeiro sentido dessa
palavra vai muito além da conotação popular.
Da bitola ao foco
Nesse
contexto, ser bitolado não precisa significar limitação. Pode significar
constância, comprometimento com um propósito e coerência entre
o que se pensa, se diz e se faz.
A disciplina de permanecer no caminho
Quando tudo
ao redor é inconstante, manter-se firme nas suas escolhas é um ato de
resistência e maturidade profissional. É entender que constância também é uma
forma de liberdade — a liberdade de ser fiel ao que você acredita.
O trilho certo é aquele que você escolhe
No famoso “Mito da Caverna”, Platão descreve pessoas acorrentadas que enxergam apenas sombras projetadas na parede, acreditando que aquilo é toda a realidade. Quando uma delas é libertada e vê o mundo real, compreende que as sombras eram apenas reflexos — e que a verdade estava além da aparência.
Esse mito
traduz, de forma simbólica, o processo de autoconhecimento e amadurecimento que
todo profissional vivencia — e no Secretariado Executivo, essa jornada é
profundamente significativa.
Por
Acimarleia Freitas
A arte sublime de secretariar, liderar e conviver com inteligência emocional.
O dilema entre competência técnica e maturidade emocional no ambiente corporativo
Toda equipe tem (ou já teve) aquele profissional
que entrega resultados impressionantes, domina as tarefas com maestria e
parece insubstituível. No entanto, junto com a competência, vem um pacote
difícil: dificuldade de relacionamento, falta de empatia, resistência ao
diálogo e conflitos constantes.
O famoso “bom de serviço, ruim de equipe”.
Esse perfil é um dos maiores dilemas da liderança moderna. Afinal, até que ponto o desempenho técnico justifica uma convivência desgastante? E quando o talento se transforma em um problema para o clima organizacional?
O Dilema do Talento Difícil
Líderes frequentemente se veem divididos entre dois
caminhos: preservar o desempenho ou proteger a harmonia do grupo.
O colaborador de alta performance entrega resultados
excepcionais, mas sua postura tóxica pode gerar um rastro de insatisfação, medo
e insegurança entre colegas. Com o tempo, o que antes era apenas um “jeito
difícil” se transforma em fator de desmotivação coletiva.
Em outras palavras: um talento difícil pode sabotar toda uma equipe eficiente.
Quando o Comportamento Anula o Resultado
A convivência corporativa saudável é tão importante
quanto a entrega técnica. Um profissional que desrespeita, provoca atritos ou
ignora limites de convivência compromete o equilíbrio emocional da equipe
e mina o papel do líder.
E não se trata apenas de “gente que não se dá bem”
— estamos falando de consequências reais: aumento de turnover,
absenteísmo, queda de produtividade e enfraquecimento da cultura organizacional.
Ser bom tecnicamente não autoriza ninguém a ser ruim de convivência.
O Papel do Líder
Cabe ao líder estabelecer limites claros,
valorizar o respeito mútuo e compreender que o desempenho ideal é aquele que
combina entrega e convivência.
A liderança precisa assumir uma postura corajosa:
confrontar comportamentos nocivos, oferecer feedbacks assertivos e, se
necessário, tomar decisões difíceis — inclusive sobre a permanência do
colaborador.
Um verdadeiro líder não escolhe entre “resultado” e “relações”, mas ensina que o sucesso sustentável nasce da combinação entre ambos.
Reflexão Final
Manter alguém “bom de serviço”, mas “péssimo de
convivência” pode parecer vantajoso no curto prazo, mas no longo prazo o
custo humano e cultural é alto demais.
Empresas inteligentes entendem que nenhum
talento justifica um ambiente tóxico.
Porque mais do que resultados, o que sustenta o
sucesso são pessoas que se respeitam, colaboram e crescem juntas.
Por: ACIMARLEIA FREITAS
Descubra
como pequenas mudanças de linguagem, inspiradas na Comunicação Não Violenta de
Marshall Rosenberg, podem criar conexões mais empáticas e produtivas no
trabalho e na vida pessoal.
A comunicação está no centro de todas as
relações humanas – e, muitas vezes, é justamente ela que cria conflitos, mágoas
e mal-entendidos. O livro Comunicação Não Violenta (CNV),
escrito por Marshall Rosenberg, propõe uma mudança de olhar: em vez de
reagirmos com críticas, julgamentos ou acusações, podemos construir diálogos
baseados em empatia, clareza e respeito mútuo.
Você já
parou para pensar em quantos conflitos poderiam ser evitados se soubéssemos
expressar melhor o que sentimos e precisamos? Muitas vezes, não é a situação em
si que gera atrito, mas a forma como escolhemos nos comunicar. Palavras ditas
de maneira dura ou julgadora podem fechar portas, enquanto uma fala clara e
empática abre espaço para diálogo e conexão.
É exatamente sobre isso que trata
o livro Comunicação Não Violenta, de Marshall Rosenberg. Mais do que uma
técnica, a CNV é um convite para transformar a maneira como nos relacionamos —
seja no ambiente de trabalho, em família ou até consigo mesmo. Ao aprender a
observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e fazer
pedidos claros, a comunicação deixa de ser uma arma de defesa e passa a ser uma
ponte para relações mais saudáveis e produtivas.
A obra apresenta a CNV
como um processo estruturado em quatro passos:
1.
Observação – descrever fatos sem julgar;
2.
Sentimento – expressar como nos sentimos diante da
situação;
3.
Necessidade – identificar quais necessidades estão
ligadas a esse sentimento;
4.
Pedido – formular um pedido claro, específico
e possível de ser atendido.
Esse
método parece simples, mas transforma profundamente a forma como nos
relacionamos. Afinal, quando deixamos de acusar e passamos a falar sobre nossas
necessidades, criamos um espaço real de escuta e conexão.
A Comunicação Não Violenta não é
apenas uma leitura transformadora, mas um caminho prático para cultivar relações
mais respeitosas e construtivas. Cada capítulo do livro de Marshall Rosenberg
traz reflexões profundas e exercícios aplicáveis que mostram que comunicar-se
bem vai muito além das palavras: é sobre enxergar o outro com empatia e
autenticidade.
Exemplo prático:
·
Comunicação
habitual: “Você
nunca respeita os prazos!”
·
Comunicação
Não Violenta: “Notei
que o relatório foi entregue dois dias após o prazo. Isso me deixou preocupada
porque preciso das informações em tempo hábil para finalizar a ata. Você
poderia me enviar até a data combinada na próxima vez?”
No
decorrer dos capítulos, Rosenberg mostra como a CNV pode ser aplicada em
diferentes situações: na resolução de conflitos, na mediação de conversas
difíceis, na expressão de gratidão autêntica e até na forma de lidar com a
própria raiva. O autor destaca ainda que a empatia é a chave:
tanto para compreender o outro quanto para nos conectarmos com nós mesmos de
maneira compassiva.
No
ambiente profissional, especialmente em áreas que lidam com pessoas, como o Secretariado
Executivo, a CNV é uma ferramenta estratégica. Ela auxilia na
gestão de reuniões, na mediação de conflitos, na construção de equipes mais
colaborativas e no atendimento ao público de forma respeitosa e humanizada.
Em
resumo, o livro não é apenas uma teoria sobre comunicação – é um guia prático
de transformação. Ler Comunicação Não Violenta é um convite para
revisar a forma como nos expressamos, ouvimos e nos relacionamos, abrindo
espaço para um mundo onde o diálogo é ponte, e não barreira.
A CNV nos lembra que, por trás de cada
palavra dura ou gesto agressivo, existe sempre uma necessidade humana não
atendida. Quando aprendemos a enxergar isso, nos tornamos capazes de construir relações
mais saudáveis, autênticas e produtivas.
Em um mundo marcado por pressa,
estresse e mal-entendidos, aprender a praticar a CNV é um diferencial poderoso
— tanto na vida pessoal quanto no ambiente corporativo. Pequenas mudanças de
linguagem podem gerar grandes resultados em produtividade, engajamento e
harmonia nos relacionamentos.
Se você deseja aprofundar-se
nesse tema e aprender como aplicar a Comunicação Não Violenta no seu dia a dia
e no trabalho, EM BREVE, acompanhe o lançamento do meu curso exclusivo. Nele,
vou compartilhar ferramentas, dinâmicas e práticas que vão ajudar você a
transformar sua forma de se comunicar.
Por: ACIMARLEIA FREITAS
As redes sociais deixaram de ser apenas espaços de interação pessoal e se consolidaram como ferramentas estratégicas de comunicação empresarial. Em um mercado cada vez mais digital, o posicionamento organizacional no ambiente online pode fortalecer a marca, atrair clientes, ampliar a reputação e estreitar laços com diferentes públicos.
Nesse cenário, o profissional de Secretariado Executivo desempenha um papel essencial. Por sua formação voltada à comunicação, organização e gestão de processos, o secretário moderno torna-se um elo estratégico entre a empresa e seus stakeholders.
A utilização das redes sociais no ambiente corporativo exige comunicação transparente, capaz de transmitir credibilidade e confiança; comunicação engajadora, que desperte interação e proximidade; e comunicação moderna, alinhada às tendências digitais e às novas formas de relacionamento.
O profissional de Secretariado Executivo pode atuar diretamente:
Na gestão de conteúdos: apoiando na elaboração de pautas, postagens e materiais que representem a identidade organizacional.
No monitoramento da imagem institucional: acompanhando comentários, feedbacks e tendências.
Na mediação da comunicação interna e externa: garantindo alinhamento entre discurso e prática da empresa.
Na promoção da ética e da transparência: assegurando que as informações compartilhadas respeitem normas, valores e boas práticas.
Assim, ao assumir a responsabilidade de integrar as redes sociais ao fluxo de comunicação empresarial, o Secretariado Executivo contribui para uma marca mais humana, conectada e competitiva.
O futuro da comunicação corporativa passa pelo digital — e o Secretariado tem um lugar de destaque nesse processo.
Por ACIMARLEIA FREITAS
O mundo do trabalho passa por transformações
profundas impulsionadas pela tecnologia, e a Inteligência Artificial (IA) já
não é mais uma promessa distante: ela faz parte do presente. No campo do
secretariado executivo, essa realidade traz desafios, mas também inúmeras
oportunidades de crescimento e reinvenção.
A atuação do profissional de secretariado sempre
esteve ligada à organização, gestão da informação e suporte estratégico às
lideranças. Hoje, com o apoio da IA, tarefas antes repetitivas e operacionais
podem ser realizadas de forma mais ágil e precisa. Agendas inteligentes,
softwares de transcrição automática, ferramentas de análise de dados e
assistentes virtuais são apenas alguns exemplos de como a tecnologia otimiza
processos.
No entanto, a chegada da IA não diminui a
relevância do secretariado; ao contrário, amplia sua atuação. Com a automação
de rotinas, o profissional ganha espaço para desenvolver competências de maior
valor agregado, como análise crítica, pensamento estratégico, gestão de
relacionamentos e tomada de decisão em cenários complexos.
O futuro do secretariado, portanto, é híbrido: a
combinação da eficiência tecnológica com as habilidades humanas. Inteligência
artificial e inteligência emocional se complementam, reforçando a posição do
secretariado como elo fundamental entre pessoas, processos e resultados.
Assim, podemos afirmar: o futuro já chegou. Cabe ao
profissional de secretariado enxergar a IA não como concorrente, mas como
parceira. Quem souber se adaptar, aprender continuamente e explorar as novas
ferramentas disponíveis estará pronto para ocupar um papel ainda mais
estratégico nas organizações do século XXI.
Por: ACIMARLEIA FREITAS
O livro A Arte da Guerra, escrito por Sun
Tzu há mais de dois mil anos, é considerado um dos maiores tratados sobre
estratégia. Embora seja um texto voltado para a arte militar, suas lições
ultrapassaram os campos de batalha e se tornaram fonte de inspiração para
líderes, gestores e profissionais em diferentes áreas.
No universo corporativo, especialmente no secretariado
executivo, os ensinamentos de Sun Tzu se mostram extremamente atuais. Isso
porque o(a) secretário(a) executivo(a) é um estrategista organizacional:
precisa planejar, antecipar riscos, agir com flexibilidade e ser mediador em
situações de conflito.
A seguir, trazemos alguns paralelos entre os
capítulos da obra e a prática diária no secretariado.
Planejamento
e Avaliação
Sun Tzu destaca que nenhuma batalha deve começar
sem preparação. Avaliar cenários, recursos e riscos é fundamental.
👉 No
secretariado, isso significa mapear demandas antes de agir: organizar agendas,
identificar gargalos, levantar informações e alinhar expectativas com a
liderança.
Exemplo: Antes de organizar um congresso, o(a)
secretário(a) executivo(a) precisa estudar fornecedores, prazos e custos para
reduzir riscos e garantir eficiência.
Estratégia
antes do Conflito
O general sábio vence sem lutar. A diplomacia e a
inteligência são sempre mais eficazes do que o confronto direto.
👉 O(a)
profissional de secretariado também deve atuar como mediador, prevenindo
ruídos de comunicação e antecipando problemas.
Exemplo: Um cliente insatisfeito pode ser acalmado com
relatórios bem elaborados e soluções apresentadas de forma clara, evitando
reuniões tensas ou conflitos maiores.
Flexibilidade
e Adaptação
Sun Tzu reforça que a rigidez é inimiga da vitória.
É preciso ajustar táticas conforme as circunstâncias mudam.
👉 No
secretariado, isso se traduz em agilidade para reorganizar rotinas e
prioridades, sem perder a qualidade do trabalho.
Exemplo: Quando uma viagem do executivo é cancelada de última
hora, o(a) secretário(a) precisa renegociar passagens, remanejar reuniões e
reorganizar compromissos sem comprometer a agenda.
Leitura
do Ambiente
Um bom líder sabe interpretar sinais do inimigo e
do terreno.
👉 Da mesma
forma, o(a) secretário(a) precisa ter sensibilidade para perceber o clima
organizacional, identificando tensões, sobrecargas ou oportunidades.
Exemplo: Notar que uma equipe está desmotivada e sugerir
ações de integração ou redistribuição de tarefas pode evitar queda de
produtividade.
Informação
como Poder
No último capítulo, Sun Tzu afirma que a informação
é a arma mais valiosa. Quem conhece a si mesmo e ao inimigo não corre riscos.
👉 Para o
secretariado, isso significa investir em pesquisa e inteligência
organizacional, reunindo dados e oferecendo suporte estratégico para a
tomada de decisão da liderança.
Exemplo: Antes de uma negociação internacional, o(a)
secretário(a) levanta informações sobre a empresa parceira, seu mercado e seus
concorrentes, preparando o executivo para uma conversa mais assertiva.
Conclusão
A Arte da Guerra mostra que a vitória não depende
apenas de força, mas de estratégia, análise e adaptação. No secretariado
executivo, essas lições são aplicadas diariamente, transformando o profissional
em um verdadeiro estrategista corporativo, capaz de apoiar a liderança,
antecipar riscos e potencializar resultados.
Mais do que auxiliar, o(a) secretário(a) é
peça-chave na construção de uma gestão eficiente e de uma comunicação
organizacional sólida – exatamente como um bom general que guia seu exército à
vitória.
Por: ACIMARLEIA FREITAS
Durante muito tempo, fatores como preço, tecnologia
e qualidade de produtos eram vistos como os grandes diferenciais competitivos
de uma empresa. Mas, no cenário atual, globalizado e conectado, surge uma
percepção cada vez mais clara: a comunicação é a nova vantagem competitiva.
No campo do Secretariado Executivo, essa
verdade se intensifica. Afinal, o(a) secretário(a) não é apenas quem organiza
agendas ou elabora documentos — é quem conecta pessoas, traduz informações e
garante que a estratégia organizacional seja compreendida e aplicada no dia a
dia.
1.
Secretariado como elo da comunicação estratégica
O(a) profissional de Secretariado atua no ponto de
encontro entre lideranças, equipes e stakeholders.
Isso significa que sua capacidade de comunicar com clareza, precisão e ética se
converte em ativo estratégico.
Em outras palavras, o(a) secretário(a) é um dos
guardiões da comunicação organizacional.
2.
Transparência e confiança
Quando o Secretariado transmite informações de
forma clara e transparente, constrói credibilidade interna. Esse papel é
crucial para alinhar expectativas e fortalecer a confiança entre colaboradores
e gestores.
O resultado? Um ambiente de trabalho mais saudável,
motivado e engajado.
3.
Engajamento como diferencial competitivo
Colaboradores engajados geram inovação e
produtividade. E o engajamento nasce, em grande medida, da comunicação
assertiva
Profissionais de Secretariado que desenvolvem
habilidades de mediação, escuta ativa e storytelling
conseguem engajar equipes, aproximando metas institucionais dos propósitos
individuais de cada colaborador.
Assim, a comunicação deixa de ser apenas suporte e
passa a ser estratégia de retenção de talentos e diferencial competitivo.
4.
Digitalização e multicanalidade
O Secretariado contemporâneo não se limita às
práticas tradicionais. Dominar plataformas digitais, gerenciar aplicativos de
comunicação corporativa e manter fluidez entre canais internos e externos é
hoje requisito essencial.
Empresas competitivas precisam de secretários(as)
que sejam gestores de informação multicanal, capazes de garantir que a
mensagem chegue ao destinatário certo, no tempo certo e pelo meio mais eficiente.
5.
Lideranças comunicadoras e o papel do Secretariado
Se a liderança é um dos pilares da comunicação
estratégica, o Secretariado é quem dá suporte, organiza a agenda comunicacional
e muitas vezes atua como ponte entre gestores e equipes.
Esse papel reforça a importância da formação
contínua em habilidades de comunicação, inteligência emocional e gestão de
relacionamentos.
6.
Reputação e imagem organizacional
O(a) secretário(a) é também guardião da imagem
institucional. Uma comunicação malconduzida pode abalar a reputação de anos; já
uma postura estratégica e ética fortalece a marca perante clientes, parceiros e
sociedade.
Conclusão
Na era da informação, a comunicação é a nova
vantagem competitiva. E no Secretariado Executivo, esse papel ganha ainda
mais relevância: o(a) secretário(a) é a engrenagem que conecta estratégias a
pessoas, garantindo clareza, confiança e resultados.
Investir em comunicação é investir no futuro — e
investir em profissionais de Secretariado preparados é garantir que essa
comunicação seja eficaz, estratégica e competitiva.
Por ACIMARLEIA FREITAS
Há alguns dias eu postei: O Diabo Veste Prada e a
Perspectiva do Secretariado Executivo. Hoje volto a falar novamente sobre esse
filme, que considero um ótimo filme. No outro poste, eu enfatizava a questão
como
uma metáfora do cotidiano do profissional de Assistente e Secretariado
Executivo que exige organização, discrição, adaptabilidade e capacidade de
gerir múltiplas tarefas sob pressão. Mais do que uma história sobre moda, o
filme revela que o sucesso de um gestor depende fortemente da competência e da
inteligência emocional de quem está nos bastidores — exatamente o papel
estratégico do Secretário Executivo. Hoje apresento:
O Diabo é… tóxico?
Em O Diabo Veste Prada, a figura de Miranda
Priestly extrapola a ideia de uma chefe exigente. O “diabo” não é a moda, nem
apenas Miranda, mas sim um sistema de trabalho que normaliza jornadas
desumanas, pressões constantes e a ausência de limites entre vida pessoal e
profissional. O ambiente retratado na revista Runway é competitivo,
individualista e alimenta o medo como ferramenta de gestão — elementos típicos
de uma cultura organizacional tóxica.
Miranda é uma boa chefe?
Essa é a questão central. Miranda é competente,
visionária e reconhecida no mercado — qualidades de uma liderança forte. Porém,
sua forma de comandar é baseada em autoritarismo e no silêncio imposto: ninguém
questiona, todos obedecem. Ela entrega resultados, mas ao custo da saúde
emocional da equipe. Assim, podemos dizer que Miranda é uma excelente
profissional, mas uma chefe que falha no aspecto humano da liderança. O preço
do sucesso, nesse modelo, é o esgotamento de quem a cerca.
Favoritismo no trabalho
O favoritismo também aparece como mecanismo de
controle. Miranda alimenta disputas internas, fazendo com que os assistentes se
sintam constantemente substituíveis. Essa estratégia reforça a hierarquia, mas
mina a cooperação. Em ambientes tóxicos, o favoritismo não é sinal de
reconhecimento, mas sim de manipulação para manter todos em alerta.
Machismo?
Embora o filme tenha como protagonistas mulheres
poderosas, ele não escapa da crítica ao machismo estrutural. Miranda, para se
manter no topo, adota posturas duras e impiedosas, muitas vezes reproduzindo
comportamentos historicamente associados à liderança masculina. Além disso, a
narrativa sugere que uma mulher bem-sucedida precisa sacrificar vida pessoal e
afetos — um dilema raramente colocado com a mesma intensidade para personagens
masculinos. Nesse sentido, O Diabo Veste Prada escancara como o mercado
cobra das mulheres um padrão quase impossível: serem impecáveis, incansáveis e,
ainda assim, criticadas por isso.
Conclusão:
O Diabo Veste Prada é mais
do que uma história sobre moda. É uma metáfora poderosa sobre ambientes de
trabalho tóxicos, liderança autoritária, favoritismo como mecanismo de opressão
e a pressão extra que o machismo impõe às mulheres. O filme nos convida a
refletir: resultados a qualquer custo realmente valem a perda de saúde, de
identidade e de relações?
Por ACIMARLEIA FREITAS
Nos últimos anos, o avanço da Inteligência
Artificial (IA) tem alimentado uma discussão cada vez mais intensa: o papel
do secretário está em risco de extinção? Empresas de grande porte, vêm
investindo em automação de processos, chatbots
e softwares de agendamento que prometem substituir parte das tarefas
tradicionalmente desempenhadas por profissionais de secretariado.
De fato, atividades repetitivas, como organização
de agendas, respostas a e-mails padronizados e gestão básica de documentos, já
podem ser executadas com relativa eficiência por sistemas de IA. Isso desperta
preocupações legítimas quanto ao futuro da profissão. Entretanto, limitar a
análise a essa perspectiva seria ignorar a essência do trabalho secretarial.
O que diferencia um secretário ou assistente
executivo não é apenas a capacidade de executar rotinas administrativas, mas a habilidade
estratégica de interpretar contextos, mediar relacionamentos, antecipar
riscos e apoiar a tomada de decisões. São funções que exigem inteligência emocional, empatia, visão
crítica e uma compreensão profunda das dinâmicas organizacionais —
dimensões que a IA ainda não é capaz de replicar.
Especialistas em gestão destacam que a profissão
não está em extinção, mas em transformação. O secretário contemporâneo
deixa de ser apenas o guardião da agenda para se tornar um elo estratégico
entre gestores, equipes e stakeholders.
Nesse cenário, a tecnologia não substitui, mas potencializa a atuação do
profissional, liberando tempo para que este se concentre em funções de maior
valor agregado.
O verdadeiro risco, portanto, não é a substituição
pelo robô, mas a falta de adaptação. Profissionais que resistirem ao uso de
ferramentas digitais ou não desenvolverem competências interpessoais mais
complexas podem, de fato, perder espaço. Já aqueles que abraçarem a inovação e
se posicionarem como gestores de processos, mediadores e apoiadores
estratégicos da liderança, tendem a ganhar ainda mais relevância.
O debate global não deve ser interpretado como uma
sentença de morte para a profissão, mas como um chamado à evolução. A IA
é poderosa, mas ainda carece da sensibilidade humana. Cabe aos secretários
modernos ocupar esse espaço singular, unindo tecnologia e inteligência
emocional, para reafirmar seu papel indispensável nas organizações do futuro.