sábado, 19 de julho de 2014

TEORIA DE ALDERFER - TEORIA ERC EXISTÊNCIA, RELACIONAMENTO E CRESCIMENTO



Conheça a Teoria ERC, Existência, Relacionamento, Crescimento ou como é conhecida internacionalmente Teoria ERG, Existence, relatedness, growth, proposta por Clayton P. Alderfer, uma revisão da pirâmide das necessidades de Maslow sobre o principio da regressão da frustração.

Clayton Paul Alderfer (nascido em 1940) é um psicólogo norte-americano que desenvolveu um modelo simplificado da escala de necessidades de Maslow. Publicada em 1969, a teoria ERC  (existência, relacionamento e crescimento) afirma que o homem é motivado por três categorias de necessidades, ordenadas da seguinte forma: as necessidades de existência, as necessidades de relacionamento e as necessidades de crescimento.

1. Necessidades de Existência: incluem todos os desejos materiais e fisiológicos (ex. comida, água, ar, segurança, sexo, etc.). Correspondem aos primeiros dois níveis da pirâmide de Maslow;

2. Necessidades de Relação:  referem-se à motivação que as pessoas têm para manter relações interpessoais (envolvimento com família, amigos, colegas de trabalho e patrões). Esta categoria tem as mesmas características das necessidades sociais de Maslow (terceiro e quarto níveis da pirâmide de Maslow);

3. Necessidades de Crescimento: referem-se ao desejo intrínseco de desenvolvimento pessoal, às necessidades de estima e auto realização (desejo de ser criativo, produtivo e completar tarefas importantes). Corresponde ao quinto nível (o topo da pirâmide) de Maslow.

As necessidades em um mesmo nível, contradizendo Maslow

Ao contrário de Maslow, que elabora uma hierarquia de necessidades, Alderfer acredita que os diferentes tipos de necessidades estão num mesmo nível, e que o acesso aos níveis mais elevados da pirâmide não precisam da satisfação das necessidades dos níveis inferiores, como acredita Maslow. Sua concepção é de que as três categorias funcionam simultaneamente, e que uma motivação eficaz é fruto de uma atenção simultânea das três.

Nesse sentido Alderfer corrige uma das críticas frequentes ao modelo de Maslow, de restringir seus conceitos a um modelo sociocultural muito restrito; seu modelo tem uma flexibilidade que o torna mais próximo da universalização, na medida em que alguns modelos culturais priorizam as necessidades de relacionamento sobre as de crescimento; ou ainda, algumas comunidades, como certas populações nativas do Japão, priorizam algumas necessidades de relacionamento sobre as próprias necessidades fisiológicas.

Quando uma pessoa consegue progredir na concretização das necessidades de existência, de relação e de crescimento, experimenta um sentimento de satisfação. Contudo, a regressão entre os diferentes níveis de necessidades resulta em frustração. Isto se chama princípio de regressão da frustração.

Ou seja, a teoria ERG admite que se uma necessidade de certo nível não for satisfeita, a pessoa poderá regressar às necessidades de outros níveis, que parecem mais simples de satisfazer. Maslow argumentou que um indivíduo ficará num certo nível de necessidade até que esta necessidade seja satisfeita.

A teoria ERC  opõe-se a isto, observando que, quando o nível de uma necessidade de alta ordem é frustrado, tem lugar o desejo do indivíduo de elevar uma necessidade de nível mais baixo. A inabilidade de satisfazer uma necessidade de interação social, por exemplo, pode elevar o desejo por mais dinheiro ou melhores condições de trabalho. Assim, a frustração pode conduzir a uma regressão a um nível mais baixo.

Este princípio de regressão da frustração tem um impacto direto na motivação no local de trabalho. Por exemplo, se não foram dadas oportunidades de crescimento aos empregados, estes poderão regredir às necessidades de relações e socializam mais com os colegas de trabalho. Se a gestão conseguir reconhecer estas condições logo à partida, poderão ser tomadas medidas para satisfazer as necessidades frustradas até que o subordinado seja capaz de procurar novamente o crescimento.

Resumindo as ideias de Alderfer

Primeiro: mais de um tipo necessidade pode ser satisfeita ao mesmo tempo e;

Segundo: se a gratificação de uma necessidade de nível mais alto é reprimida, o desejo de satisfazer uma necessidade de nível mais baixo aumenta.

Para entender mais a fundo os fundamentos da teoria de Paul Alderfer leia também o artigo sobre a Teoria de Motivação de Maslow.

http://www.esoterikha.com/coaching-pnl/teoria-de-alderfer-teoria-erc-ou-erg-revendo-maslow-motivacao.php


sexta-feira, 18 de julho de 2014

APRENDA A LIDAR COM A RAIVA NO AMBIENTE PROFISSIONAL



Você já parou para pensar na forma como lida com sua raiva? Você reage? Fica paralisado? Guarda para si? Ou sequer reconhece seus momentos de raiva? Pode acreditar: mesmo sem perceber, todos nós experimentamos essa emoção. E lidar com ela pode ser um desafio, principalmente se a motivação ou razão que a dispara acontece no ambiente profissional. Afinal, com amigos e familiares, você pode até se permitir aos comportamentos que lhe são espontâneos e naturais, mas, com chefes e colegas de trabalho, via de regra, não funciona assim. Então, que tal refletirmos juntos sobre essa emoção?

Antes de mais nada, quero lhe dizer que a raiva pode e vai aflorar em diversas situações da sua vida. Em outras palavras, é impossível evitá-la. Mais que isso, quero lembrar que todos nós temos, em comum, o fato de que experimentamos essa sensação pela primeira vez ainda na infância. O que muda é que, também nessa fase, aprendemos com nossos pais e cuidadores como lidar com essa emoção.

Proponho uma pequena investigação particular: pare por um segundo e busque na sua infância alguma recordação de seu pai, mãe ou qualquer outro familiar em um momento de raiva. Qual foi a razão que causou essa emoção? Como essa pessoa reagiu? O que ela disse, pensou, fez sobre isso? Pergunte-se: o seu comportamento de hoje é parecido com essa lembrança que acabou de resgatar? Você imita essa reação? Ou faz exatamente o contrário? Ou, ainda, alterna ambos os comportamentos – o idêntico e o inverso?

Vejamos o exemplo de Carlos, um de meus ex-alunos (o nome é fictício). Sempre que sentia raiva, seu pai ficava calado, sem pronunciar uma única palavra. Em contrapartida, batia portas, esmurrava paredes, demonstrava-se agressivo. Carlos, ainda pequeno, acompanhou tudo isso de perto. Hoje adulto, ele é chefe de seu setor e muito bem-sucedido. Mas, sempre que contrariado, grita com quem quer que esteja por perto. A reação, conta ele, parece inevitável. Carlos dizia: “se eu não gritar, vou acabar destruindo tudo o que estiver ao meu redor”.

Diante da raiva, ao mesmo tempo em que repete seu pai, Carlos se esquiva do exemplo aprendido na infância. Esse conflito interno lhe causa grande agonia, além de sérios problemas em seus relacionamentos. Ao ganhar consciência disso, Carlos percebeu, então, que tinha outras escolhas. Mais que reproduzir aquilo que aprendeu com seu pai quando pequeno, ele poderia encontrar maneiras mais positivas de lidar com a raiva.
Como você chegou aqui?

Tão importante quanto descobrir como você se comporta diante da raiva é saber o que dispara essa emoção em você. E ambas as perguntas serão respondidas com base naquilo que aprendeu na infância. Assim como Carlos, se você souber como, por que, quando e com quem aprendeu a ter raiva em determinadas situações, terá consciência de que pode agir de forma diferente sempre que essas exatas situações acontecerem.

Um passo importantíssimo nessa trajetória é assumir a responsabilidade por si mesmo. Ou seja: em vez de apontar nos outros o que desencadeou sua raiva, em vez de devolver na mesma moeda, e em vez de descontar ou se anular, você deve ter em mente que é o único responsável por essa emoção negativa. É impossível controlar o que vão lhe fazer ou dizer, mas é totalmente e completamente possível assumir as rédeas de como você vai lidar com o que fizeram ou disseram.

Isso é o que chamo de Autoliderança. Ser líder de si mesmo trará a você uma série de benefícios, inclusive a capacidade de administrar a sua raiva. Se compreender, profundamente, que seus padrões de comportamento são seus e podem ser modificados da maneira como lhe parecer mais apropriado, você, enfim, estará livre dos aprendizados da infância.

É claro que essa transformação não acontece do dia para noite; ela exige paciência e dedicação. Mas, claro, se for de sua vontade, você encontrará formas de lidar com sua raiva sem culpa ou consequências desastrosas para sua vida pessoal e profissional.



http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/artigo-aprenda-a-lidar-com-a-raiva-no-ambiente-profissional/90289/


quinta-feira, 17 de julho de 2014

A IMPORTÂNCIA DA CONDUTA ÉTICA NO TRABALHO




Ser bom profissional, ter conhecimentos técnicos, dons, talentos, habilidades e capacidades bem desenvolvidas, cabe a qualquer pessoa que deseja ter uma carreira de sucesso. Ter bom relacionamento com os colegas, facilidade no trabalho em equipe, boa comunicação, flexibilidade entre outras características, são aspectos altamente valorizados nas organizações.

Porém, uma conduta ética no trabalho, seguindo padrões e valores, tanto da sociedade, quanto da própria organização são essenciais para o alcance da excelência profissional. A dinâmica do mercado nos exige atualização a aperfeiçoamentos constantes, e uma postura ética é de suma importância no ambiente corporativo. Através dela ganhamos credibilidade e a confiança de superiores, liderados e demais colegas e colaboradores.

Ética é que o conjunto de valores morais que conduzem o comportamento humano dentro da sociedade. As organizações seguem os padrões éticos sociais, porém criam suas próprias regras para o bom andamento dos processos de trabalho, e alcance de metas e objetivos.

O profissional deve seguir tanto os padrões éticos da sociedade quanto as normas e regimentos internos das organizações. Um exemplo são as informações sigilosas, para a preservação de uma marca ou produto, onde este deve manter uma postura congruente com seu trabalho e manter para si os dados que lhe foram confiados, a fim de guardá-los.

A ética no ambiente de trabalho proporciona ao profissional um exercício diário e prazeroso de honestidade, comprometimento, confiabilidade, entre tantos outros, que o conduzem tanto na tomada de decisões como no processo de adotá-las. Ao final, a recompensa é ser reconhecido, não só pelo seu trabalho, mas também por sua postura ética, de valores e conduta exemplar.


José Roberto Marques

quarta-feira, 16 de julho de 2014

MANTENHA ÉTICA NAS REDES SOCIAIS




Quando falamos em ética e postura profissional nos lembramos das regras e das condutas que devemos seguir dentro do ambiente de trabalho.

A ética nada mais é que conjuntos de valores e de princípios que norteiam nossa vivencia na sociedade. Levamo-la para dentro do mundo corporativo e ainda adotamos mais algumas regras dentro de nossas profissões, pois a maioria delas tem um código específico.

Com o boom advindo dos meios de comunicação e redes sociais, vimos pessoas expondo suas vidas, muitas vezes exageradamente, na internet. Isso pode influenciar de maneira negativa na imagem de um profissional, podendo até arruinar sua carreira.

Hoje a linha entre o público e privado, o pessoal e profissional, é muito tênue, fazendo com que nossa ética e postura profissional necessitem ser mantidas também fora do ambiente corporativo.

Fotos, vídeos, opiniões, frases, entre outras postagens devem ser avaliadas antes de serem inseridas nas redes sociais onde que, em um clique, tudo estará exposto e você poderá ser mal visto.

Postagens de festas regadas a bebida, preconceituosas, provocativas, sensuais, de intimidade, entre outras devem ser evitadas. Além disso, os posts referentes à empresa devem ser feitos com cautela, para manter a imagem da organização preservada.

Outro ponto a ser levantado é quanto à utilização das redes sociais da empresa. Um profissional não deve, em hipótese alguma, responder com seu perfil, a uma postagem de um cliente, mesmo que ela esteja diretamente ligada à sua competência. A maioria das empresas possuem um departamento, ou um profissional, gabaritado para gerir tais questões.

Algumas empresas dispõem de manuais de conduta nas redes sociais que devem ser seguidas pelos profissionais, a fim de não expor excessivamente a empresa e seus colaboradores, mantendo assim a ética e postura profissional.

No mais, aproveite as redes sociais de maneira saudável, faça postagens que possam demonstrar suas habilidades, seus gostos e preferências, tenha discussões equilibradas e compartilhe conteúdos interessantes. As redes sociais, com certeza podem ser ótimas aliadas à sua carreira.




http://www.rh.com.br/Portal/Comunicacao/Coluna_IBC/9090/mantenha-a-etica-nas-redes-sociais.html



terça-feira, 15 de julho de 2014

O SECRETARIADO EXECUTIVO E A ÉTICA PROFISSIONAL




A ética para nós profissionais de secretariado executivo começa na sala de aula. Para todos os seres humanos deveria começar em casa.
Muitos porem passam anos estudando para serem profissionais dessa área mas, não praticam o básico: o respeito pelo ser humano.

Nesse artigo vamos analisar alguns artigos do código de ética da profissão e transpor seus ensinamentos para o dia a dia de uma sala de aula na faculdade de secretariado executivo.

Art.3º. - Cabe ao profissional zelar pelo prestígio e responsabilidade de sua profissão, tratando-a sempre como um dos bens mais nobres, contribuindo, através do exemplo de seus atos, para elevar a categoria, obedecendo aos preceitos morais e legais.

Nesse artigo podemos observar a preocupação com o prestígio e os preceitos morais da nossa profissão. Todos nós: estudantes, profissionais da ativa, profissionais aposentados, professores, devemos cuidar para que nossas atitudes não venham a denegrir a imagem da profissão de secretária(a) executivo(a). A começar em sala de aula, no respeito a colegas e mestres.

Art.5º. - Constituem-se deveres fundamentais das Secretárias e Secretários: a) considerar a profissão como um fim para a realização profissional; b) direcionar seu comportamento profissional, sempre a bem da verdade, da moral e da ética; c) respeitar sua profissão e exercer suas atividades, sempre procurando aperfeiçoamento; d) operacionalizar e canalizar adequadamente o processo de comunicação com o público; e) ser positivo em seus pronunciamentos e tomadas de decisões, sabendo colocar e expressar suas atividades; f) procurar informar-se de todos os assuntos a respeito de sua profissão e dos avanços tecnológicos, que poderão facilitar o desempenho de suas atividades; g) lutar pelo progresso da profissão; h) combater o exercício ilegal da profissão; i) colaborar com as instituições que ministram cursos específicos, oferecendo-lhes subsídios e orientações.

Devemos considerar a profissão como um bem valioso e não como apenas ema brincadeira ou passatempo. Não podemos entrar numa universidade para cursar esse curso apenas por falta de opção, ou em sala de aula, faltar com o respeito com os professores e colegas de classe. Devemos agir como profissionais desde o primeiro dia de aula.

Art.8º. - Compete às Secretárias e Secretários: a) manter entre si a solidariedade e o intercâmbio, como forma de fortalecimento da categoria; b) estabelecer e manter um clima profissional cortês, no ambiente de trabalho, não alimentando discórdia e desentendimento profissionais; c) respeitar a capacidade e as limitações individuais, sem preconceito de cor, religião, cunho político ou posição social; d) estabelecer um clima de respeito à hierarquia com liderança e competência.

Você não precisa ser a melhor amiga da sua colega de classe para respeitá-la e/ou realizar um trabalho em grupo com ela. Estabelecer um bom ambiente de estudo também é sua função como aluno de secretariado, afinal todos nós precisamos manter bons relacionamentos e uma boa rede de contatos.

Art.20º. - Constituem infrações: a) transgredir preceitos deste Código; b) exercer a profissão sem que esteja devidamente habilitado nos termos da legislação específica; c) utilizar o nome da Categoria Profissional das Secretárias e/ou Secretários para quaisquer fins, sem o endosso dos Sindicatos de Classe, em nível Estadual e da Federação Nacional nas localidades inorganizadas em Sindicatos e/ou em nível Nacional.

A maior infração ao código de ética é o não respeito à profissão e aos profissionais e estudantes. Pense em como você tem se comportado em sala de aula. Você tem respeitado esse código? Seus mestres? Seus colegas de classe?

Leve a sério a profissão que escolheu e se não for ela a profissão que você sonha, fique livre para buscar seus verdadeiros anseios profissionais.

*Fabiola da Luz é estudante de Secretariado Executivo Bilíngue da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), autora desse espaço e secretária em consultório médico.




http://aartedesecretariar.blog.terra.com.br/2009/05/25/o-secretariado-executivo-e-a-etica-profissional/



domingo, 13 de julho de 2014

SAIBA QUANDO USAR E QUANDO EVITAR AS PALAVRAS ESTRANGEIRAS


Na nossa campanha contra os modismos, chegou a hora de analisarmos o uso excessivo dos estrangeirismos.

Por muito tempo, em nossas escolas, os professores ensinavam como "erro" o uso de galicismos (palavras de origem francesa). Era proibido falar ou escrever abajur, chofer, detalhe… Éramos obrigados a substituir por quebra-luz, motorista e pormenor. E o tempo provou que estávamos enganados. Hoje, todos nós usamos – sem culpa ou pecado – abajur, chofer e detalhe. Temos até um belíssimo réveillon, na sua forma original.

Agora o inimigo são os anglicismos. Palavras e expressões inglesas infestam e poluem a nossa fala. Temos um festival de beach soccer, play ,off, delivery, shopping, brainstorming, software,marketing e tantos outros.

A presença de termos estrangeiros no uso diário de uma língua não é crime nem sinal de fraqueza. Ao contrário, é sinal de vitalidade. Só as línguas vivas têm essa capacidade de enriquecimento. A forte presença do inglês na língua portuguesa é reflexo da globalização, do imperialismo econômico, do desenvolvimento tecnológico americano etc. Poderíamos citar muitas outras causas, mas há uma em especial que merece destaque: a paixão do brasileiro em geral pelas "coisas estrangeiras". Nós adoramos a grife, o carro importado, a palavra estrangeira. Tudo dá status.

É, portanto, um problema muito mais cultural do que simplesmente linguístico.

Valorizar a língua portuguesa, sim; fechar as portas, não.

Há no congresso um projeto de valorização da língua portuguesa. Valorizar nosso idioma é louvável, mas é um absurdo criar uma lei que possa vir a punir o seu João da esquina porque escreveu hot dog em vez de cachorro-quente.

Se aprovada, será mais um péssimo exemplo de lei a não ser cumprida neste país. Quem vai fiscalizar?

Não precisamos de lei para proteger a nossa língua. Necessitamos, sim, é de recursos para melhorar o nosso ensino, investir na educação, talvez criar um Instituto Machado de Assis, semelhante ao Instituto Camões, de Portugal, e ao Instituto Cervantes, da Espanha.

E aí você me pergunta: e a Barra da Tijuca? Eu respondo: qualquer semelhança com Miami não é mera coincidência.

E é contra isso, contra os exageros, contra os modismos, que devemos lutar. A nossa crítica deve concentrar-se no ridículo, no "desnecessário". Para que "sale", se sempre vendemos? Por que"startar", se podemos começar, iniciar, principiar? Se podemos entregar em domicílio, para que serve o ridículo "delivery"?

O modismo a ser criticado é esta lista imensa de palavras e expressões inglesas para as quais a nossa língua já está bem provida: beach soccer (futebol de areia), paper (documento), printar (imprimir)…

O aportuguesamento de termos estrangeiros também é uma boa saída. É só lembrar o futebol, o blecaute, o estresse, o balé, o filé, o chope, o espaguete…

E o que fazer com o dumping? Não conseguimos aportuguesar e não há em português uma palavra para traduzi-la: "é quando uma empresa faz preços abaixo do mercado para quebrar o concorrente". É demais. Nestas horas, o termo estrangeiro é bem-vindo, pois enriquece a língua. E há outros bons exemplos: ranking, show, marketing, impeachment. São palavras devidamente incorporadas à nossa língua cotidiana.

Portanto, nada de radicalismos. É importante valorizar a língua portuguesa, mas nada de purismo e xenofobia.







sábado, 12 de julho de 2014

TEORIA X E Y - TEORIA DE MCGREGOR SOBRE MOTIVAÇÃO



Conheça a famosa teoria de Douglas McGregor, a teoria X e Y que explica duas condições, sobre o trabalho sendo desagradável e coercitivo e sobre o trabalho desenvolvido em um ambiente natural e agradável, a teoria da motivação do ponto de vista da gestão tradicional e gestão humanista.

O norte-americano Douglas McGregor  (1906 - 1964) foi economista e professor de Gestão Industrial; é considerado um dos pensadores mais influentes na área das relações humanas e desenvolveu uma teoria da motivação que é muito estudada.

Seu trabalho mais conhecido é sua teoria motivacional apresentada no seu livro The Human Side of Enterprise (O lado humano da empresa), de 1960, ele defende a ideia de que existem dois tipos fundamentais de pessoas, dois perfis de personalidade e comportamento, chamados por ele de Teoria X e Y.

Alguns autores como Stoner e Freeman, têm procurado atualizar essa definição; para eles McGregor identificou dois conjuntos diferentes de suposições que os administradores fazem sobre seus subordinados. A visão tradicional diz que as pessoas têm uma aversão inerente a o trabalho; apesar de o verem como necessidades irão evitá-lo sempre que possível. E a teoria mais otimista presume que o trabalho é tão natural quanto à diversão ou descanso, que as pessoas desejam trabalhar sob as circunstâncias corretas, obtendo muita satisfação trabalhando.

Nesse sentido, o comportamento observado nos funcionários teria relação direta com as convicções dos administradores, daquilo que eles esperam de seus funcionários.

Teoria X - Hipótese da mediocridade das massas

"O trabalho é em si mesmo desagradável para a maioria das pessoas."

Nesta teoria, chamada por McGregor de "Hipótese da mediocridade das massas", ele parte do pressuposto de que os trabalhadores possuem uma aversão nata à responsabilidade e às tarefas do trabalho, necessitando sempre de ordens superiores para render alguma coisa no trabalho. Estas ordens vêm sempre acompanhadas de punição, elogios, dinheiro, coação etc.; artifícios utilizados pelos gestores para tentar gerar um empenho maior do colaborador.

McGregor acreditava que as necessidades de ordem inferior na escala de Maslow dominavam as pessoas nesta Teoria. Assim, as organizações precisavam colocar a ênfase de sua gestão na satisfação dos fatores higiênicos dos trabalhadores, conforme estudamos na Teoria dos Dois Fatores de Herzberg.

Os 3 princípios básicos da Teoria X são:

1. Um indivíduo comum, em situações comuns, evitará sempre que possível o trabalho;

2. Alguns indivíduos só trabalham sob forte pressão. Eles precisam ser forçados, controlados e às vezes ameaçados com punições severas para que se esforcem em cumprir os objetivos estabelecidos pela organização;

3. O ser humano ordinário é preguiçoso e prefere ser dirigido, evita as responsabilidades têm ambições e, acima de tudo, deseja sua própria segurança.

Essa mentalidade embasa toda a estrutura tradicional de administração de trabalho, uma gestão autocrática baseada na ideia negativa de que o sujeito precisa ser coagido a agir como a administração deseja.

Na verdade, a nossa descrença nas pessoas frequentemente conduz ao que McGregor chamou de profecia autorrealizável, isto é, a baixa expectativa leva ao desempenho baixo e o baixo desempenho reduz ainda mais a expectativa, que redunda em pior desempenho, e, assim a espiral de perda de qualidade cai cada vez mais no desempenho individual e em equipe.

Teoria Y

"O trabalho é tão natural como o lazer, se as condições forem favoráveis".

Nesta teoria a coisa muda de figura. Aqui os trabalhadores são encarados como pessoas altamente competentes, responsáveis e criativas, que gostam de trabalhar e o fazem como diversão. Aqui é necessário que as empresas proporcionem meios para que estas pessoas possam dar o melhor de si, com mais desafios, participações e influências na tomada de decisão. McGregor acreditava que as necessidades de ordem superior na escala de Maslow dominavam as pessoas nesta Teoria.

Os princípios básicos da Teoria Y são:

1. O esforço físico e mental empregado no trabalho são tão naturais quanto o empregado em momentos de lazer;

2. O esforço de atingir os objetivos da organização está ligado às recompensas decorrentes e não ao controle rígido e às punições;

3. O indivíduo comum não só aceita a responsabilidade do trabalho, como também as procura.

4. Os indivíduos são criativos e inventivos, buscam sempre a solução para os problemas da empresa;

5. Os trabalhadores têm a capacidade de se autogerirem nas tarefas que visam atingir objetivos pessoais e estratégicos da organização, sem a necessidade de ameaças ou punições;

6.  O trabalhador normalmente não faz aquilo que não acredita. Por isso exige cada vez mais benefícios para compensar o incômodo de desempenhar uma função desagradável.

Conclusão sobre a Teoria X e Y de McGregor

A Teoria X e Y de David McGregor apresenta dois paradigmas diametralmente opostos, como fica fácil visualizar; se o trabalho é desagradável para a maioria das pessoas, como diz a Teoria X, toda a lógica da organização vai se voltar ao desenvolvimento de processos que induzam as pessoas a produzirem.

Já para a Teoria Y o trabalho é tão natural como o lazer, se as condições forem favoráveis. Portanto, para os adeptos da Teoria Y o desafio é como criar condições favoráveis para que o trabalho seja realizado.

A teoria Y constitui um esforço de dar um uso prático à psicologia humanista proposta por Abraham Maslow, e jogou um importante holofote sobre a importância de trabalhar os filtros de percepção da chefia em relação a seus subordinados, um dos pilares da moderna administração.





sexta-feira, 11 de julho de 2014

POR QUE DESENVOLVER COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS



As organizações convivem com um constante dilema: a maioria dos desligamentos ocorre não por falta de competências técnicas, mas sim comportamentais. O que isso que dizer na prática? Significa que muitos profissionais preparados tecnicamente são demitidos porque não possuem as chamadas competências comportamentais, aquelas que não são adquiridas em cursos técnicos, de graduação, de pós-graduação, mas sim não conquistadas no dia a dia, na vivência do indivíduo com seus pares, os colegas de trabalho, com o diverso que está ao seu redor. Vejamos abaixo, dez boas razões para os profissionais desenvolverem o lado comportamental!

1 - Controle das Emoções: quem trabalha o lado comportamental deixa de fazer parte daqueles considerados cabeça-quente, que ao mínimo sinal de que algo sairá da sua rotina, entra em alto nível de estresse e vira uma bomba relógio. Ou seja, ao invés de manter o controle, explode e leva com ele quem está junto, complicando ainda mais a situação.

2 - Trabalho em Equipe: uma das competências comportamentais mais valorizadas pelas organizações é "saber trabalhar em equipe". Isso porque, as empresas estão conscientes de que precisam de pessoas que estejam dispostas a integrar times e não a se isolarem dos demais profissionais.

3 - Comunicação Interpessoal: saber ouvir, como também conseguir expressar suas ideias para os demais profissionais com quem convive e até mesmo junto àquelas pessoas que esporadicamente venha a manter contato. A comunicação interpessoal só reforça as qualidades de um profissional que se mostra disposto a priorizar seu desenvolvimento. Por sua vez, isso faz com que as outras pessoas passem a vê-lo como alguém que mereça atenção, já que valoriza o que o parceiro tem a dizer.

4 - Assertividade: conseguir apresentar suas ideias, sua opinião de forma segura e com argumentos, sem que recorra a atitudes consideradas agressivas ou que destrate terceiros. E quando não estiver correto, ter maturidade suficiente para reconhecer que tomar um outro caminho é a melhor solução que, por vezes, pode surgir da iniciativa de um colega de trabalho.

5 - Espírito de Liderança: ao contrário do que muitos possam imaginar, a liderança nem sempre está presente naquele profissional que possui um cargo formal de "chefia". Muitas vezes, diante de uma situação inusitada um colaborador pode tomar a iniciativa de orientar os demais colegas de trabalhos para solucionar um problema ou, pelo menos, minimizar possíveis consequências negativas que estejam por vir.

6 - Valorização do Diverso: tornou-se inconcebível pensar uma empresa competitiva e inovadora que não esteja aberta para a diversidade. Diante disso, o profissional precisa trabalhar o lado comportamental para saber conviver bem com pessoas das variadas gerações, opiniões, religiões, ou seja, o profissional deve se enxergar o diverso não como uma barreira àquilo que ele acredita, mas sim como uma ponte que irá levá-lo a conhecer novos horizontes. E o respeito ao próximo encontra-se nessa realidade.

7 - Aprendizado Contínuo: nunca seremos os donos da verdade e como tal, precisamos estar em constante processo de aprendizagem, seja formal ou não. Vale salientar que aqui o aprendizado não se passa apenas pelos meios tradicionais, mas também pelas vivências adquiridas ao longo da vida.

8 - Compartilhar o Conhecimento: um profissional com maturidade comportamental não se sente ameaçado e tampouco deseja guardar para si todo o conhecimento que adquiriu. A história mostra que os grandes mestres das ciências, sejam exatas ou humanas, sempre procuraram alguém para compartilhar aquilo que haviam descoberto ou todo o seu trabalho teria sido em vão, com sua morte. Por isso, valem os registros dos trabalhos desenvolvidos durante décadas por estudiosos que mesmo após suas existências terrenas, serviram de base salutar para o desenvolvimento de novas ações que beneficiaram a humanidade. Por isso sempre existiu e haverá alguém que assuma o papel de mestre e o de aprendiz.

9 - Errar Não é o Fim: só erra quem tenha fazer algo e a partir dessa linha de pensamento, a pessoa passa a arriscar, a apresentar sugestões, a se posicionar suas atribuições. Naturalmente, passa a ganhar maturidade profissional quem nem sempre está diretamente relacionada à idade cronológica do indivíduo, mas sim à maneira como ele se sente parte do negócio, de como encontra sentido naquilo que faz dia a dia.

10 - Iniciativa: nunca ficar na zona de conforto, por achar que "não se deve mexer naquilo que vai bem". Se você está em uma posição confortável, isso não garante que amanhã tudo permanecerá com está hoje. Ter iniciativa, dizer não ao conformismo é o primeiro passo para desenvolver qualquer competência, tanto técnica quanto comportamental.






quinta-feira, 10 de julho de 2014

A BANALIZAÇÃO DO ERRO



São 17h30mim. Érika está voltando para casa após um longo dia de trabalho. No ônibus ela lembra que se esqueceu - mais uma vez - de preparar e enviar o relatório semanal para outra área - o seu cliente interno.

A sua primeira reação é de incômodo. Após alguns minutos chateada, ela pensa:

- "Não tem problema, amanhã eu envio. Eles nunca leem este relatório mesmo".


Já reparou que muitas pessoas banalizam os seus erros? Por que isso acontece? Poderíamos pensar em inúmeros fatores para responder a esta questão. Elenco dois que considero extremamente importantes:
- Diminuímos a importância do nosso erro para não sermos protagonistas do problema.

- Atingimos um nível tão baixo de motivação, ficamos estressados ou não conseguimos lidar com a sobrecarga de trabalho que começamos a não nos importar mais com algo que nos incomodava no passado.


Claro que ter uma reação positiva perante um erro é fundamental. O desespero limita nossa capacidade de agir de forma assertiva. Entretanto, isso é diferente de não dar a real importância para o que acontece a nossa volta.

Érika não pode se acostumar a cometer erros e precisa assumir com maturidade o problema, tomando as medidas necessárias para resolvê-lo. Para isso, será importante que ela reflita sobre alguns pontos muito importantes:

- "Quais os motivos da minha baixa motivação e que fazem com que eu não me importe mais com os erros que cometo"?

- "Por que e quando o meu trabalho tornou-se irrelevante para o meu cliente"?

- "O que eu posso fazer para me sentir mais útil na empresa em que atuo"?


São questões de sobrevivência como essas que ela precisará responder caso deseje aumentar a sua permanência na empresa em que atua.

O professor Cal Newport, da Universidade de Georgetown e autor do livro So Good They Can´t Ignore You (Tão bom que não poderão ignorá-lo) aconselha que as pessoas desenvolvam habilidades raras e valiosas em seu trabalho, com estudo, disciplina e repetição. Para ele, são essas habilidades que permitirão definir os termos da carreira, dando controle e autonomia a um profissional e fazendo com que ele encontre sua paixão e satisfação.

Mas infelizmente, o que vemos hoje em muitas organizações, são pessoas extremamente insatisfeitas e desmotivadas, que praticamente "se arrastam" para chegar ao trabalho e, antes das 8h30mim, já demonstram pouca disposição para encarar o longo dia pela frente. Quando perguntadas sobre o futuro, algumas chegam a dizer: "Quando me aposentar farei o que eu realmente gosto, enquanto isso, vou levando".

O problema é que acabam não fazendo nenhuma das duas coisas bem feitas: não se dedicam onde estão e apenas sonham com o que poderiam estar fazendo. E assim vão se acomodando em seus empregos. Realizam um trabalho mediano, demonstram pouco comprometimento e cometem erros que, para elas, não têm importância alguma.

Entretanto, o que essas pessoas muitas vezes não sabem é que, se estivessem mais comprometidas com as atividades que realizam, buscando adquirir diariamente novos conhecimentos, não estariam tão desmotivadas. Provavelmente teriam mais controle sobre a sua carreira e ganhariam mais autoconfiança.

A autoconfiança faz com que encaremos os nossos erros com maturidade, entendendo o que aconteceu, protagonizando a resolução do problema e evitando que a mesma adversidade ocorra novamente. Mas para isso, não podemos apenas nos designar a trabalhar. É importante que nos dediquemos realmente ao nosso trabalho.

Como diz Newport: "o que importa não é achar o emprego certo, e sim descobrir como você pode ser muito bom em qualquer emprego".

E para sermos bons em qualquer emprego, precisamos desenvolver a maturidade profissional, encarando os erros como uma fonte de aprendizado e não algo que devemos esconder ou banalizar.

Lembre-se: fingir que um erro não existe, achar que ele é normal ou encontrar culpados e desculpas não nos tornará pessoas e profissionais melhores. Banalizar um erro ou torná-lo menor do que ele realmente é só adiará o nosso processo de crescimento.




http://www.rh.com.br/Portal/Desenvolvimento/Artigo/9291/a-banalizacao-do-erro.html



quarta-feira, 9 de julho de 2014

COMO ADMINISTRAR SITUAÇÕES DE CONFLITOS



Administrar conflitos nas organizações é realmente necessário?

Situações de conflitos ocorrem quando duas ou mais partes têm atitudes ou pontos de vista contrários a um determinado assunto.

Tais situações são diferenças de opiniões, condições de trabalho inadequadas, expectativas não alcançadas ou irreais, comportamentos não condizentes à ética e valores da organização, comportamentos discriminatórios, falta e erros de comunicação.

Administrar os conflitos possui vantagens que o gerente pode transformar em oportunidades, ou seja, transformar o conflito em um aspecto positivo, como: aperfeiçoamento do trabalho em equipe; estabelecer mais confiança e recuperação da sua imagem; fortalecimento das relações humanas; melhor desenvolvimento pessoal dos colaboradores; funcionários mais comprometidos; a energia e a motivação são voltadas ao trabalho e seu desempenho;

A empresa deve ficar atenta à resolução dos conflitos, podem tornar-se mais complexos e maiores problemas em longo prazo. O não conseguir administrar os conflitos ou tentar evitá-los – o que geralmente é impossível, pois se trata de pessoas, cada uma com personalidades e opiniões diferentes que devem ser respeitadas – pode causar: perda do dinamismo pessoal; o não cumprimento dos deveres com a devida motivação e energia, contribuição para a queda na produtividade; aumento ou difusão do conflito a outras pessoas; impressão equivocada de que a inércia é a melhor opção.

Algumas ações na administração dos conflitos são essenciais para que o final seja positivo. Vejamos como é fácil e simples de resolver um conflito o quanto antes, se você traçar uma meta:

a) Dialogar: O diálogo com qualidade pode originar um campo fértil para a exploração e novas formas de gerenciamento em toda a organização. Do contrário, a falta do diálogo é um campo fértil para o surgimento dos mais diferentes tipos de conflitos e influenciado em todas as áreas dentro e fora da organização;

b) Identificar o conflito: A identificação de um conflito, nem sempre está visível, portanto, é necessário estar atento às mudanças de comportamento, atitudes e clima no ambiente de trabalho;

c) Monitorar o ambiente: Esse monitoramento lhe dará um alerta prévio, tornando mais fácil lidar com o conflito de forma eficiente e eficaz;
d) Investigar a situação: Tenha tempo disponível para verificar a verdadeira situação, quem são os envolvidos, seus efeitos reais e potenciais, é importante demonstrar empatia, facilita nas decisões;

e) Planejar sua abordagem: Incentive ambas as partes a examinar os interesses por trás de suas posições e crie um clima agradável e de diálogo. Os gerentes devem traçar seus objetivos e decidir sobre o resultado da sua investigação, lembrando que, à medida que surgem novas evidências, o resultado pode ser diferente do esperado e nem sempre agradável;

f) Administrar o problema: Pode gerar emoções extremas, porém, mesmo sendo um ato difícil é um processo necessário. A pressa nesse momento deve ser evitado; não reagir por impulso; pode ser feito pausas na conversa para que a calma permaneça; manter linguagem e expressão corporal alinhada; o fugir, o enfrentar e o lutar, são abordagens não construtivas – enfrentar ou lutar: quando não se está envolvido causa conflitos ainda maiores, em longo prazo e intimida os funcionários – o fugir: evita a solução do conflito (em partes) e provoca perda de respeito e confiança. Uma abordagem afirmativa em sua maioria é o melhor meio de administrar conflitos: reconhecer que as pessoas têm opiniões distintas uma das outras; todos têm direitos; incentivar ambas as partes a encontrar o motivo do conflito e suas soluções; afirmar que as opiniões sejam expressas de forma espontânea e aberta e fazer sugestões de caminhos a seguir;

g) Permita que todos opinem: Ajudar a estabelecer boas relações de trabalho, criar compromisso e estabelecer comunicação adequada ao trabalho executado;

h) Descobrir o caminho a seguir: Em caso positivo, chegue a um acordo aceitável para as partes ou para um todo; em caso negativo, tome medidas para que o conflito não continue; que todos os envolvidos entendam o porquê de suas decisões e que isso seja passado a partir do momento que foi tudo resolvido e esclarecido, não reabrindo “velhas feridas”.

Administrar os conflitos é extremamente necessário nos dias de hoje e eficaz na resolução de problemas na organização quando é realizado corretamente, sendo coerente, ético e criativo!

“Sessenta por cento de todos os problemas administrativos resultam de ineficácia na comunicação”. Peter Drucker






terça-feira, 8 de julho de 2014

VALE JOGAR SUJO PARA VENCER?



Futebol não é um esporte inocente. Jogadores podem ser amigos fora do campo, mas quando dois adversários se enfrentam no gramado, existe muita malícia que as câmeras de última geração não capturam. Xingamentos ao pé do ouvido, passadas de mão em lugares indecorosos, faltas para desestabilizar tanto o corpo quanto a mente, quebrar o ritmo de jogo e outras manhas. Afinal, se o provocador conseguir a expulsão de um jogador do outro time ou simplesmente anular os mais habilidosos, pode desequilibrar o jogo em favor da equipe que defende. Dependendo do juiz e da partida, o grau de tolerância varia.

O jogo entre as seleções do Brasil e da Colômbia pelas quartas de final da Copa do Mundo foi pródigo nesse tipo de estratégia. No final do primeiro tempo, eram os jogadores quem estavam apitando o jogo, dada a frouxidão do árbitro em relação à disciplina. Após os gols, o nervosismo aumentou. E o que era uma mandinga tolerada e "natural" do futebol começou a ganhar contornos de violência.

Zuñiga aparentemente estava em campo para isso. Primeiro, apresentou as travas de sua chuteira para o joelho do atacante Hulk, jogada temerária que felizmente não provocou uma lesão. No final do jogo, com a Colômbia correndo para conquistar o empate e prolongar a partida, ele encaixa uma joelhada violenta e covarde em um dos melhores jogadores da seleção adversária. Uma das manhas mais comuns do futebol é simular dores com espetacular teatralidade, sobretudo quando faltam três minutos para o apito final. Tratando-se de Neymar, confesso que esse foi meu primeiro pensamento.

Mas no primeiro replay do lance, qualquer olhar amador poderia notar a violência desmesurada e injustificável utilizada na disputa pela bola. O objetivo não era mais a posse, mas arrebentar um jogador que poderia desequilibrar a partida apenas com a sua habilidade. Zuñiga não sabia ou ignorava, mas naquele momento poderia deixar um jovem profissional de 22 anos paraplégico. O golpe não atingiu a medula e a fratura na vértebra aparentemente não foi séria, mas Neymar, que estava na disputa tanto pelo título quanto pela artilharia, não vai participar dos jogos definitivos no caminho para a conquista do campeonato.

"Foi uma jogada normal. Não tive a intenção de fazê-lo mal. Nunca tive a intenção de lesionar um jogador. Era uma partida que queríamos marcar, estava um pouco nervoso. Brasil estava entrando forte. Esperamos que não seja nada grave". Essa foi a justificativa, dada pelo jogador colombiano em entrevista à ESPN Brasil. "[Foi] uma jogada, cada um defendendo sua camisa. Estou defedendo minha camisa, meu país. Para mim foi algo normal. Infelizmente aconteceu isso. Espero que com a ajuda de Deus não seja nada grave".

Vale tudo para [tentar] se dar bem?

O futebol é uma profissão, e os clubes e seleções são empresas. Os jogadores são profissionais e, entre si, devem manter uma relação de coleguismo, ou mesmo amizade, ainda que em lados opostos. O momento mais emocionante do jogo são vencedores e perdedores se abraçando, cumprimentando um ao outro, reconhecendo o valor do adversário e trocando camisas. É um gesto que quase redime as "pequenas corrupções" dentro do campo (como define o colunista Fábio Zugman).

No espaço de trabalho, algumas empresas admitem mandingas. Fazem de conta que não enxergam enquanto outros profissionais soltam indiretas para os colegas. São lenientes em situações de óbvio assédio moral. Os agressores acham que estão no direito, e que é natural agredir um concorrente em negócios competitivos. Se não há um árbitro no conflito ou se ele é hesitante, por que não continuar as agressões para desbaratar a promoção do colega? Se não há punição, por que parar? Pessoas que pensam assim, ignoram o fato de que podem destruir a outra por dentro. Assim como jogadores que saltam com o joelho em riste para disputar a bola.



segunda-feira, 7 de julho de 2014

A IMPORTÂNCIA DA BOA COMUNICAÇÃO



Comunicação é qualquer processo pelo qual nós seres humanos trocamos informações, fazemos questionamentos, expressamos nossos sentimentos e pensamentos.

Para isso podemos utilizar não somente a expressão verbal, mas também atos, as expressões faciais, toques, lembrando que o corpo fala. Para um ser humano ser aceito em nossa sociedade como pessoa confiável e apta com plenos direitos de cidadão, são necessários três tipos principais de competência: habilidades cognitivas (baseado no uso da linguagem e na capacidade de comunicação); controle do corpo e controle das emoções.

A comunicação é uma das mais importantes necessidades humana depois da sobrevivência física. O homem é um ser social e necessita da comunicação do mesmo modo que o corpo requer água e alimento para um bom funcionamento. A habilidade de comunicação interpessoal é extremamente exigida, especialmente no âmbito profissional. Essa habilidade permite ao individuo o desenvolvimento das sensações de segurança, autoconfiança, firmeza, credibilidade, felicidade e enriquecimento interno. Por outro lado, quando essa habilidade é deficitária, ou ineficiente, o déficit pode contribuir para a deterioração da imagem pessoal e comprometer também o campo profissional.

Um bom comunicador é aquele que transmite suas mensagens com clareza e objetividade, recorrendo sempre que possível aos recursos da voz, que enriquece, quando bem colocada, e bem impostada o discurso, prendendo a atenção do interlocutor.

Nós nos comunicamos para sermos reconhecidos e aceitos, expressamos o que somos e para sabermos quem somos. Nós somos do tamanho da comunicação que conseguimos estabelecer no meio em que vivemos, seja socialmente ou profissionalmente.

Ela é o nosso instrumento de exploração do mundo e também é, ao mesmo tempo, um precioso e importante instrumento com o qual o mundo nos explora. É através deste jogo que formamos, gradualmente as opiniões, conceitos e juízos que nortearão nossa vida, sem os quais seria impossível a convivência. Fincamos nossa estrutura pessoal, nos revelamos, por meio das comunicações que praticamos, seja ela realizada através dos recursos verbais, recursos vocais e ou os recursos não verbais, salientando que estes recursos precisam se apresentar de maneira coerente e complementar para atingir a expressão plena, a comunicação mais efetiva. Se nossas idéias, nossos pensamentos, materializados através da comunicação tem qualidade e conseguimos transmiti-las com inteligência, com elegância, empatia, segurança e sensibilidade, com certeza isso pode nos assegurar mais excelência nas relações interpessoais, gerando maior aceitação e sucesso nas ações cotidianas. Essa comunicação é uma forma de libertação, amplia nossos horizontes, temos a oportunidade de arrancar nossas máscaras e deixarmos transparecer quem realmente somos, esse processo ajuda dar vazão ao lado criativo.

Quando nos comunicamos bem, de maneira sóbria, eficaz, realizamos uma viagem de compreensão, nos tornamos companheiros, cúmplices nessa travessia, somos vistos, ouvidos e lembrados. Mas para isto não basta falar bem, utilizando corretamente as regras gramaticais, o que é, convenhamos muito difícil, há necessidade de muito mais, é preciso mobilizar nossos recursos internos e externos para facilitar a arte do diálogo, que não é um simples despejar de palavras, é ir ao encontro, questionar, para poder responder, dando chances para a troca democrática de idéias e debates, gerando um clima de confiança e bem estar, utilizando a empatia na busca do processo de sinergia, é através desta busca simultânea, que conseguiremos construir verdadeiras relações, com mais propriedade, causando impacto nos vários grupos sociais. Ter consciência dessa imagem social faz parte da ação corajosa de quem busca uma comunicação plena, mais efetiva, mais completa. Somos julgados, de uma forma geral, pela maneira de falar no que diz respeito à formações sociais, profissionais, culturais e espirituais, assim aprender a se comunicar melhor faz parte da arte de viver bem. A eloqüência, a beleza da expressão, resiste ao tempo, brilha e liberta e é sempre contemporânea, é a própria liberdade e os pensamentos em ação, são os sonhos e pensamentos materializados pela arte de se expressar, através de uma boa voz e uma fala bem articulada.

Ao considerarmos a BOA COMUNICAÇÃO, como uma porta para o sucesso, vale lembrar que a VOZ é a chave (assunto para futuros artigos). Os principais aspectos que aparecem durante a comunicação são a voz, a dicção o vocabulário e a expressão corporal.

“É preciso aprender a buscar a própria palavra, como quem busca a própria identidade”.



http://www.douradosnews.com.br/especiais/opiniao/a-importancia-de-uma-boa-comunicacao-por-ademir-g-baena


domingo, 6 de julho de 2014

BATENDO NO NEYMAR




Não que eu seja especialista em futebol, mas ver um adversário entrando com o joelho nas costas do melhor jogador de um time nos momentos finais de uma partida me fez pensar em um comportamento triste, mas comum, no mundo corporativo.

Sempre achei que o perigo do mundo está nas pequenas corrupções. O sujeito que vai embora mais cedo quando o chefe não está no escritório, a profissional que finge que não viu um e-mail para enrolar em uma tarefa, o chefe que dá uma cacetada em um funcionário que não pode se defender. O jogador que nos momentos finais de uma partida resolve tirar da jogada o craque do time adversário.

Os grandes delitos, aqueles que aparecem nas manchetes do jornal, costumam atrair bastante atenção: Ouvimos sobre roubos a bancos, ou assaltos a mão armada em nossa vizinhança. Esses são o lado realmente negro, aqueles que estão na linha que divide o “bem” e o “mal" de forma bastante clara. A maioria das pessoas felizmente não pegaria em uma arma com o objetivo de separar pessoas honestas de suas carteiras. Ainda assim, há um espaço cinzento entre o certo e errado, e é esse que me preocupa.

Afinal, quando tudo está bem e todos estão olhando, é fácil ser campeão das virtudes e bons costumes. As pessoas realmente mostram suas caras quando tem a chance de fazer algo errado, ou “levemente errado”, sabendo que as chances de serem pegas ou punidas é relativamente baixa.

O que dizer, por exemplo, de alguém que está desempregado a alguns meses, e resolve entrar com um processo trabalhista contra o ex-empregador, mesmo sabendo que está distorcendo sua história em busca de um ganho financeiro? Alguém que volta atrás em um acerto verbal, que troca a sua palavra por um ganho rápido nem que isso custe a outra pessoa? Alguém que vende um serviço técnico que o cliente não precisa, mas dificilmente saberá avaliar a diferença de algo mais caro e outra opção mais barata?

Na minha experiência, essas pequenas corrupções aparecem nos mais diversos níveis. Pode-se reclamar do ambiente, da cultura ou do que quer que seja, mas a verdade é que algumas pessoas, dada a oportunidade, tiram vantagem ou prejudicam um concorrente sem se importar se estão cruzando uma ou outra linha.
Tais pessoas agem como se passar um pouco, atravessar um pouco os limites da ética, colocar o pé na linha que divide o certo do errado fosse menos pior do que atravessar de vez.

Quem aprende a pisar na linha, provavelmente fará isso de novo. É a velha história de observar uma pessoa na hora que ela sabe que não será punida por isso. Sabe aquele seu amigo que não avisa o garçom se a conta veio abaixo do que foi consumido? Esse sujeito é um corrupto. Se ele não vê nada de errado em um pequeno delito como esse, no futuro pode não ver nada de errado em tirar vantagem de outra pessoa, ou mesmo de você.

Até acho admirável alguém que bate na cara. Claro que o melhor é não bater, mas se for para fazer isso, nada mais justo que fazer isso quando o outro lado possa se defender. Bater quando alguém está de costas, como qualquer outra pequena corrupção, é uma atitude covarde. Pode até trazer ganhos, mas não deixa de ser errada. Nem todos os pequenos delitos são pegos, e a verdade é que muitos habitantes do mundo empresarial passam suas carreiras se aproveitando de oportunidade de tirar vantagem quando sabem que tem poucas chances de ser punidas por seus desvios.

Então, caro leitor, sem me alongar muito em um tema tão negativo. Fica aqui a pergunta: Quando o outro lado vira as costas, você bate no Neymar?



http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/batendo-no-neymar/78586/