domingo, 30 de março de 2014
sábado, 29 de março de 2014
HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO
A história da
Administração
A história da Administração iniciou-se num tempo
muito remoto, mais precisamente no ano 5.000 a .C, na Suméria, quando os
antigos sumerianos procuravam melhorar a maneira de resolver seus problemas
práticos, exercitando assim a arte de administrar.
Depois no Egito, Ptolomeu dimensionou um sistema econômico
planejado que não poderia ter-se operacionalizado sem uma administração
pública sistemática e organizada.
Em seguida, na China de 500 a.C, a necessidade de adotar um
sistema organizado de governo para o império, a Constituição de Chow, com
seus oito regulamentos e as Regras de Administração Pública de Confúcio
exemplificam a tentativa chinesa de definir regras e princípios de administração.
Apontam-se, ainda, outras raízes históricas. As
instituições otomanas, pela forma como eram administrados seus grandes
feudos. Os prelados católicos, já na Idade Média, destacando-se como
administradores natos. A Alemanha e a Áustria, de 1550 a 1700, através do
aparecimento de um grupo de professores e administradores públicos
chamados os fiscalistas ou cameralistas. Os mercantilistas ou fisiocratas
franceses, que valorizavam a riqueza física e o Estado, pois ao lado das
reformas fiscais preconizavam uma administração sistemática, especialmente
no setor público.
Na evolução histórica da administração duas instituições se
destacaram: a Igreja Católica Romana e as Organizações Militares.
A Igreja Católica Romana pode ser considerada a organização
formal mais eficiente da civilização ocidental. Através dos séculos vem
mostrando e provando a força de atração de seus objetivos, a eficácia de
suas técnicas organizacionais e administrativas, espalhando-se por todo
mundo e exercendo influência, inclusive sobre os comportamentos das
pessoas, seus fiéis.
As Organizações Militares evoluíram das displicentes ordens
dos cavaleiros medievais e dos exércitos mercenários dos séculos XVII e
XVIII até os tempos modernos com uma hierarquia de poder rígida e adoção
de princípios e práticas administrativas comuns a todas empresas da
atualidade.
A revolução
industrial
O fenômeno que provocou o aparecimento da empresa e da
moderna administração ocorreu no final do século XVIII e se estendeu ao
longo do século XIX, chegando ao limiar do século XX. Esse fenômeno, que
trouxe rápidas e profundas mudanças econômicas, sociais e políticas, chamou-se
Revolução Industrial.
A Revolução Industrial teve início na Inglaterra, com a
invenção da máquina a vapor, por James Watt, em 1776. A aplicação da
máquina a vapor no processo de produção provocou um enorme surto de
industrialização, que se estendeu rapidamente a toda a Europa e Estados
Unidos.
A Revolução Industrial desenvolveu-se em duas fases
distintas: a primeira fase de 1780 a 1860. É a revolução do carvão, como
principal fonte de energia, e do ferro, como principal matéria-prima. A
segunda fase de 1860 a 1914. É a revolução da eletricidade e derivados do
petróleo, como as novas fontes de energia, e do aço, como a nova
matéria-prima.
Ao final desse período, o mundo já não era mais o mesmo. E a
moderna administração surgiu em resposta a duas consequências
provocadas pela Revolução Industrial, a saber:
Crescimento acelerado e desorganizado das empresas que
passaram a exigir uma administração científica capaz de substituir o
empirismo e a improvisação;
Necessidade de maior eficiência e produtividade das
empresas, para fazer face à intensa concorrência e competição no mercado.
Difícil é precisar até que ponto os homens da Antiguidade,
da Idade Média e até mesmo do início da Idade Moderna tinham consciência
de que estavam praticando a arte de administrar.
Já no século XX, surge Frederick W. Taylor, engenheiro
americano, apresentando os princípios da Administração Cientifica e o
estudo da Administração como Ciência.
Conhecido como o precursor da TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO
CIENTÍFICA, Taylor preconizava a prática da divisão do trabalho,
enfatizando tempos e métodos a fim de assegurar seus objetivos “de máxima
produção a mínimo custo”, seguindo os princípios da seleção científica do
trabalhador, do tempo padrão, do trabalho em conjunto, da supervisão e da
ênfase na eficiência.
Nas considerações da Administração Científica de Taylor,
a organização é comparada com uma máquina, que segue um projeto
pré-definido; o salário é importante, mas não é fundamental para a
satisfação dos funcionários; a organização é vista de forma fechada,
desvinculada de seu mercado; a qualificação do funcionário passa a ser
supérflua em consequência da divisão de tarefas que são executadas de
maneira repetitiva e monótona e finalmente, a administração científica,
faz uso da exploração dos funcionários em prol dos interesses particulares
das empresas.
A Administração
Científica
Em 1911, Taylor publicou o livro considerado como a “bíblia”
dos organizadores do trabalho: Princípios da Administração Científica,
que tornou-se um best-seller no mundo inteiro.
Reconhece-se hoje que as propostas pioneiras de Taylor deflagraram
uma ”febre” de racionalização, que prepararam o terreno para o advento do
TQC (Total Quality Control), ocorrido ao longo do pós-guerra.
As propostas básicas de Taylor: planejamento,
padronização, especialização, controle e remuneração trouxeram decorrências
sociais e culturais da sua aplicação, pois representaram a total
alienação das equipes de trabalho e da solidariedade grupal, fortes
e vivazes no tempo da produção artesanal. Apesar das decorrências
negativas para a massa trabalhadora, que as propostas de
Taylor acarretaram, não se pode deixar de admitir que elas representaram
um enorme avanço para o processo de produção em massa.
Paralelamente aos estudos de Taylor, Henri Fayol, que era
francês, defendia princípios semelhantes na Europa, baseado em sua
experiência na alta administração. Enquanto os métodos de Taylor eram
estudados por executivos europeus, os seguidores da Administração
Científica só deixaram de ignorar a obra de Fayol quando a mesma foi
publicada nos Estados Unidos. O atraso na difusão generalizada das ideias
de Fayol fez com que grandes contribuintes do pensamento
administrativo desconhecessem seus princípios. Fayol relacionou 14 (quatorze)
princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de
Taylor.
As 05 (cinco) funções precípuas da gerência administrativa
como: planejar, comandar, organizar, controlar e coordenar, o já conhecido
e exaustivamente estudado nas escolas de administração – PCOCC – são os
fundamentos da Teoria Clássica defendida por Fayol. Esta Teoria considera:
a obsessão pelo comando, a empresa como sistema fechado e a manipulação
dos trabalhadores, que, semelhante à Administração Científica, desenvolvia
princípios que buscavam explorar os trabalhadores.
Traçando-se um paralelo entre a Administração
Científica e a Administração Clássica, conclui-se que enquanto
Taylor estudava a empresa privilegiando as tarefas de produção, Fayol a
estudava privilegiando as tarefas da organização. A ênfase dada pelo
primeiro era sobre a adoção de métodos racionais e padronizados e máxima
divisão de tarefas, enquanto o segundo enfatizava a estrutura formal de
empresa e a adoção de princípios administrativos pelos altos escalões.
Na história da evolução da Administração não se
pode esquecer a valiosa contribuição de Elton George Mayo, o criador da Teoria
das Relações Humanas, desenvolvida a partir de 1940, nos Estados Unidos e
mais recentemente, com novas ideias, com o nome de Teoria do
Comportamento Organizacional. Ela foi, basicamente, o movimento de reação
e de oposição à Teoria Clássica da Administração, com ênfase centrada nas
pessoas. Teve como origem: a necessidade de humanizar e democratizar a
administração, o desenvolvimento das chamadas ciências humanas (psicologia
e sociologia), as ideias da filosofia pragmática de John Dewey e da
Psicologia Dinâmica de Kurt Lewin e as conclusões do Experimento de
Hawthorne, já bastante estudado e discutido nas escolas de administração.
Em 1932, quando a experiência foi suspensa, estavam delineados os
princípios básicos da Escola de Relações Humanas, tais como: o nível de
produção como resultante da integração social, o comportamento social do
empregado, a formação de grupos informais, as relações interpessoais, a
importância do conteúdo do cargo e a ênfase nos aspectos emocionais.
A partir de 1950 foi desenvolvida a Teoria
Estruturalista, preocupada em integrar todas as teorias das diferentes
escolas acima enumeradas, que teve início com a Teoria da Burocracia de
Max Weber, que se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios
aos objetivos (fins), para que se obtenha o máximo de eficiência.
Convém citar ainda, a Teoria de Sistemas desenvolvida
a partir de 1970, que passou a abordar a empresa como um sistema aberto em
contínua interação com o meio ambiente que o envolve e a Teoria da
Contingência, desenvolvida no final da década de 1970. Para essa teoria a
empresa e sua administração são variáveis dependentes do que ocorre no
ambiente externo, isto é, a medida que o meio ambiente muda, também
ocorrem mudanças na empresa e na sua administração como consequência.
Assim sendo, os princípios fundamentais das Teorias de
Taylor, Fayol, Mayo e Weber foram e serão sempre os pilares da evolução e
do desenvolvimento da ciência da Administração e que têm motivado e
impulsionado os estudos, pesquisas, trabalhos e obras dos seus seguidores
até os nossos dias.
É importante conhecer a história da Administração no Brasil
e os precursores da luta de torná-la reconhecida. A história da
Administração iniciou-se em 1931, com a fundação do Instituto da
Organização Racional do Trabalho – IDORT, que contava com o Professor
Roberto Mange, suíço naturalizado, na sua direção técnica.
Em meados do mesmo ano o Departamento Administrativo do
Serviço Público, até hoje conhecido pela sigla DASP, foi fundado pelo Dr. Luiz
Simões Lopes. Por este órgão foi criada a Escola de Serviço Público que
enviava técnicos de administração aos Estados Unidos para a
realização de cursos de aperfeiçoamento, com defesa de tese. Os
conhecimentos e as ações desenvolvidas por estes especialistas, no seu retorno
ao país, fez deles pioneiros da Administração no Brasil, como profissão.
Novamente sob orientação do Dr. Luiz Simões Lopes, em 1944, foi criada a
Fundação Getúlio Vargas, mantenedora da EASP – Escola de Administração de
Empresas de São Paulo.
Junto com o DASP, foi criado um cargo exclusivo de Técnico
em Administração (hoje Administrador).
Sentia-se então a necessidade de institucionalização urgente
da profissão do Administrador, como forma de preservar o mercado de trabalho
para os que já atuavam na Administração Pública e para os egressos
daquelas escolas, bem como, defender a sociedade de pessoas inabilitadas e na
maioria despreparadas.
No entanto, institucionalizar uma profissão não é tarefa
fácil e a estratégia adotada deveria consistir na fundação da ABTA – Associação
Brasileira de Técnicos de Administração, em 19 de Novembro de 1960, que tinha
como símbolo o hexágono.
A entidade recém-criada começou a desenvolver esforços com
vistas a preparação de um projeto de lei que institucionalizasse a administração.
É de inteira justiça salientar aqui a inestimável colaboração do Professor
Alberto Guerreiro Ramos, Técnico de Administração do DASP, na época Deputado
Federal, para a aprovação do projeto. Guerreiro Ramos foi decisivamente apoiado
pela ABTA na luta pela sanção presidencial, já que a reação de poderosas forças
contrárias pugnava pelo veto.
Afinal, com o importante apoio do Diretor Geral do DASP, a
Lei nº 4769, foi sancionada em 09 de Setembro de 1965, pelo então Presidente da
República, Humberto de Alencar Castelo Branco.
Para implantação da citada Lei, o Ministério do Trabalho
nomeou uma Junta Federal presidida por Ibany da Cunha Ribeir, aliada à ABTA,
presidida por A. Nogueira de Faria, que forneceu sua estrutura e seus recursos
materiais e humanos, implantando assim os Conselhos Regionais de Minas
Gerais, Ceará, Pernambuco e Bahia.
Entre os que exerceram o cargo de Técnico de Administração
no DASP, além dos acima mencionados, podemos citar Celso Furtado e
Belmiro Siqueira. Este último ocupou vários cargos naquela repartição pública,
dentre eles o de Diretor Geral, em 1967 e 1968.
O Patrono dos Administradores
Belmiro Siqueira é o Patrono dos Administradores,
título que lhe foi outorgado “pos-mortem” e dá nome ao concurso nacional
anualmente promovido pelo Sistema CFA/CRAs: prêmio “BELMIRO SIQUEIRA DE
ADMINISTRAÇÃO”.
Administrador, professor, consultor, assessor governamental,
colunista de vários jornais, sempre escrevendo sobre assuntos ligados à sua
área de atuação. Autor de vários trabalhos sobre Administração foi eleito
Conselheiro Federal em 1977 e Vice-Presidente do Conselho Federal de
Administração – CFA, até 28 de Novembro de 1987, data de seu falecimento. Na
ocasião encontrava-se no exercício da Presidência do CFA. Era mineiro de Ubá,
nascido a 22 de Outubro de 1921.
Torna-se imperativo, nesta oportunidade, exaltar a valiosa,
decisiva e importante contribuição do Administrador Belmiro Siqueira. Cujo
talento, profissionalismo e dedicação à nossa categoria ficarão para sempre
registrados nos anais da história da Administração, no Brasil.
Os profissionais de administração eram denominados, na
época, de Técnicos de Administração, o que transmitia uma conotação de formação
escolar de nível médio.
Mais de 02 anos após a publicação dessa Lei ela foi
regulamentada através do Decreto 61.934, de 22 de setembro de 1967.
Foi criado então, o órgão responsável pela disciplina e
fiscalização do exercício profissional: o CFTA – Conselho Federal de Técnicos
de Administração, com a missão de trabalhar pela afirmação da existência e
fixação da profissão de Administrador no macro sistema sócio-jurídico-econômico
nacional.
Começaram a ser criados outros Conselhos Regionais nas
diversas capitais do país, que hoje compõem o Sistema CFA/CRA’s, com a finalidade
de difundir e consolidar a missão do órgão maior (CFTA) da categoria, com
abrangência e autonomia nas diversas regiões da Unidade Federativa.
Coincidindo com o 20° aniversário da criação da profissão de
Administrador, por força da Lei Federal n°735, de 13 de junho de 1985, foi
mudada a denominação de Técnico de Administração para ADMINISTRADOR, após uma
vibrante campanha em 1983, coordenada pelo CRA-SP, que levou ao Ministério do
Trabalho as reivindicações de todas as instituições do País ligadas ao campo da
administração: universidades, faculdades, associações profissionais,
sindicatos, além de milhares de assinaturas de profissionais e apoio de centena
de Câmaras Municipais.
A administração na
última década
Inicia-se, assim, um novo tempo de desenvolvimento e
aperfeiçoamento da Administração, como Ciência e como Profissão. A
tecnologia moderna aliada aos cientistas, pesquisadores e professores, com seus
mecanismos, estudos e trabalhos vêm provando que Administrar é necessário,
proveitoso e imprescindível em qualquer segmento, contexto ou situação na vida
das pessoas, das empresas e das entidades.
Neste ano de 2005 a profissão de Administrador completa,
oficialmente, 40 anos de sua criação no Brasil e no decorrer dessas quatro
décadas é inegável o crescimento e o aperfeiçoamento das pessoas e instituições
que estudam, ensina, trabalham, dirigem ou fiscalizam a profissão do
Administrador, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.
Atualmente existe mais de 1.700 instituições de ensino
superior e de especialização na área de Administração, um contingente de mais
de 300.000 profissionais registrados em todo país, 600.000 alunos cursando
administração, além da demanda aos vestibulares da área, que só perdem para os
dos cursos de medicina.
sexta-feira, 28 de março de 2014
A INCRÍVEL ARTE DE PROCRASTINAR
Antes de começar a rascunhar este artigo, confesso a mim
mesmo e a você leitor que muito eu procrastinei, senti uma preguiça! Por hora,
surgiam compromissos de imediato e que não poderiam ser procrastinados. Tinham
de ser resolvidos o mais breve possível. Além disso, tive que relutar contra
mim mesmo se deveria ou não escrever sobre esse assunto "tão
manjado" sobre o qual muito se comenta e que poucos tomam alguma
postura frente a esse mal que destrói nossas vontades e até mesmo sonhos.
Falando em preguiça, eu comecei a esboçar este artigo em
plena segunda-feira, dia mundial dos preguiçosos. Juro que lutei contra minha
vontade de deixar para amanhã aquilo que eu poderia fazer depois de amanhã. Eu
poderia contar nos dedos, não fossem as inúmeras vezes que deixei para última
hora um trabalho de faculdade ou mesmo ter que estudar todo o conteúdo de um
semestre inteiro para uma prova final. Além disso, somos mestres em passarmos
noite adentro estudando, aproveitando as últimas horas antes da tal prova de
arrepiar. E num desses tropeços da vida, por pura procrastinação, é que aprendi
a praticar a tal lei do desapego e me ater no mal que arruinou muitos de meus
projetos e que dá nome a este artigo.
Afinal de contas, por que motivo procrastinamos tanto? A
resposta, embora simples e óbvia, já vem lá dos primórdios da história da
humanidade. Nosso corpo foi programado para economizar o máximo de energia
possível com o propósito de usá-la em momentos de perigo. Daí quem sabe surgiu
o hábito que assola boa parte da humanidade conhecido popularmente
como sedentarismo. Talvez esteja aí um indicador forte para uma das causas
da obesidade.
O cérebro é incrivelmente adaptável, inúmeras vezes um dos
motivos para tanta procrastinação é o medo do desconhecido, amamos a zona de
conforto, lá nos sentimos tão seguros quanto dentro de um abraço apertado.
Lutamos, galgamos cada degrau dessa longa escada de aprendizado em busca de
conforto, sombra e água fresca. Queremos mesmo é poupar energia, usá-la somente "se
necessária" e, é claro, se a preguiça não falar mais alto que nosso
próprio instinto de sobrevivência.
Não podemos esquecer que para chegar aonde realmente
queremos ou sonhamos temos que lutar e batalhar por cada meta estabelecida ou
imposta por nós mesmos, abdicar desses maus hábitos que funcionam como âncoras
em nossa vida, desapegar dessa tal procrastinação que nos toma tempo e acaba
muita vezes asfixiando nossos sonhos e projetos de vida.
Engraçado que ao mesmo tempo em que temos medo do
desconhecido o mesmo também nos instiga a sair do lugar, nos atrai, nos chama
atenção, nos envolve. O cérebro, conforme já falei aqui, é adaptável, o novo
pode nos assustar, causar certo desconforto, mas o mesmo causa também uma
sensação de liberdade que toma conta de nosso corpo, pulsa na veia e nos abre
os olhos para um novo horizonte a ser alcançado. A cada novo degrau galgado,
uma nova descoberta, um novo conforto. Assim é a vida, repleta sempre de novos
desafios.
O novo nos envolve e, aos poucos, vamos descobrindo seus mais
tenros segredos, pouco a pouco vamos nos tornando íntimos, criando empatia e
laços de um longo relacionamento. Quando piscamos os olhos numa fração de
segundo, nos damos conta de que o novo já não é mais tão novo assim. Esse é um
sinal enviado pelo nosso próprio cérebro, mostrando que o mesmo já se adaptou a
essa nova realidade.
Quando o cérebro se adapta ao novo, entramos na fase que
costumeiramente chamamos de "zona de conforto ou comodismo".
É nessa fase que entramos no tédio, onde as notas musicais entram em
descompasso com a melodia, as cores viram penumbra e a vida muitas vezes perde
a graça. O pior de tudo é que boa parte da sociedade sofre desse mal do século,
que aos poucos, se não nos atentarmos, pode evoluir para aquilo que os
psicólogos nomeiam como "depressão", um câncer da alma.
A procrastinação, assunto em pauta neste artigo, só é
saudável em momentos em que precisamos estar a sós com nossos próprios
pensamentos, reorganizá-los, separar o que é urgente, priorizar e dar
importância àquelas atitudes que nos faltam.
Procure adotar hábitos ou trabalhos de gestão e otimização
do tempo. Verás que inúmeras atividades que são deixadas de lado acabam
influenciando no resultado final, na meta não alcançada, no(a) namorado(a) não
conquistada(o), no sonho não realizado. Lembre-se de que tudo na vida tem seu
preço e que esse negócio de deixar para amanhã aquilo que podemos fazer depois
de manhã lhe poderá custar o tão sonhado cargo de trabalho.
Aposto que parte daqueles projetos idealizados no final do ano
passado já foram procrastinados e, se 50% deles forem realmente colocados em
prática, considere-se um vencedor. Nosso cérebro, na maior parte das vezes,
"mesmo que de forma inconsciente", é o maior sabotador de
nossos próprios objetivos. O dito cujo vive a nos falar às seguintes frases:
"não vai dar certo", "você já tentou", "desista, isso
não é pra você". Esses tipos de frases acabam nos desmotivando. Por
isso, temos que relutar, quebrar certos princípios e mudar nossos hábitos,
tentar quantas vezes for preciso. O tempo é escasso e não volta mais. Por isso,
jamais devemos deixar nossos sonhos para amanhã. Talvez, depois de amanhã não
tenhamos mais a oportunidade de concretizá-los.
Quero procrastinar em uma rede de praia depois de um almoço
gostoso de domingo, quero procrastinar na beira da praia apreciando o
horizonte, buscando motivos para tentar uma vez mais, quero procrastinar de
mãos dadas pensando em nossos futuros filhos, que por hora não é chegada a hora
de falarmos nisso... Procrastinar certas coisas é realmente saudável, porém
existe uma linha tênue que divide o saudável do doentio e nós seres altruístas
devemos ter claro em nossas mentes a divisão dessa linha, saber até onde
podemos ir sem prejudicar nossos sonhos.
Estabeleça metas, busque objetivos, não deixe sua mente
entrar na vala comum do sedentarismo e do tédio. Reaja! O que realmente
nos instiga a ir ainda mais longe é o novo, o desconhecido. O grande segredo
das pessoas bem sucedidas é o trabalho árduo, a dedicação, a luta incansável
contra a própria procrastinação.
Deu de ficar lutando contra o tempo. O mesmo, como bem
sabemos, é implacável e não voltará atrás para lhe trazer as mesmas
oportunidades. Seja a mulher de seus sonhos, o carro de sua vida ou a tão
sonhada promoção no serviço. A vida é agora, passado serve apenas como depósito
de lembranças e aprendizado. Futuro são sonhos e projetos rascunhados em uma
folha de papel. Adote atitudes impulsionadoras. Acerte nos prazos, não adie o
relógio. Vença o medo do amanhã e, acima de tudo, eduque seu cérebro com
atitudes e hábitos que edifiquem e agreguem valor a sua forma de ser e agir.
Que tal começar aquele seu projeto verão 2014? Se preferir
procrastinar, que tal começar o projeto Olimpíadas 2016? Lembre-se de que
tudo tem seu preço!
Eu convido você a refletir: que tal deixar para amanhã
aquilo que podemos deixar para lá?
(Isso vale para aquele cara de quem não vale mais a pena
correr atrás e nem mesmo dar uma nova chance).
http://administradores.com.br/artigos/cotidiano/a-incrivel-arte-de-procrastinar/75292/
quinta-feira, 27 de março de 2014
AS RELAÇÕES SECRETÁRIO / CHEFE
O secretário é, antes de qualquer coisa, o principal
assessor da chefia. Seu interesse em
colaborar e seu decidido apoio á chefia constituem elementos essenciais para que a empresa possa
desenvolver suas atividades de forma
correta e produtiva.
Você deve procurar conhecer os hábitos e os métodos de
trabalhar de seu chefe. Esse
conhecimento irá facilitar o relacionamento o relacionamento entre vocês. Assim, por exemplo, é importante
saber qual é o melhor momento para
tratar de determinados assuntos que exijam uma postura psicológica favorável de seu chefe.
Conhecendo seu chefe, você saberá qual é o melhor momento
para interromper uma reunião, a fim de transmitir um recado, por exemplo.
Esse conhecimento permitirá a você organizar e tomar
providências no sentido de ajudá-lo a resolver problemas, particulares em
momentos difíceis.
Alguns lembretes adicionais que poderão ajudá-lo a
estabelecer uma relação cordial e produtiva de trabalho com seu chefe:
- Procure manter um nível de respeito no relacionamento com o chefe, evitando sempre tomar liberdades excessivas (fazer brincadeiras de mau gosto ridicularizá-lo chamar sua atenção para uma falha ou erro etc.).
- Evite fazer criticas á chefia a nível pessoal ou profissional junto a terceiros e por que não demonstrar reprovação quanto ás suas manias pessoais ou no trabalho.
- Use tratamento adequado ao dirigir-se ao seu Chefe.
- Procure não se manifestar frente a assuntos familiares que lhe são apresentados.
- Estabeleça com seu chefe a prioridades das tarefas a serem realizadas.
- Evite interromper seguidamente seu chefe, procurando reunir assuntos a serem discutidos. 18
- Aceite críticas eventualmente formuladas pela chefia, e/ou diretores sem desanimar ou perder o interesse pelo trabalho.
- Procure ter bom senso e equilíbrio no relacionamento com a chefia, evitando exageros de conduta pessoa ou profissional.
Auto Estima: É a maneira como nós vemos a nós mesmos. Cada
pessoa tem uma imagem de si mesmo que
influencia tudo o que ela diz, faz ou percebe
em relação ao mundo. A autoestima está relacionada a nosso valores, crença, competência e metas
pessoais.
VALORES: Formam base do caráter de uma pessoa, refletindo
as coisas que ela considera importante
na vida, ou seja, as coisas que são básicas
para a mesma como pessoa.
Exemplo: Para uns valores é ser RICO, para outros, é ter
PAZ.
CRENÇAS: São ideias que as pessoas têm do mundo e de como
ele funciona.
Exemplo: Certas pessoas acham creem que ler livros não é
importante.
Outros, que o estudo não é essencial para o indivíduo
crescer profissionalmente.
COMPETÊNCIA: Conhecimento, capacidade e habilidade de
luma pessoa que favorecem a forma e os
resultados que alcança ao lidar com pessoas
e desenvolver atividades.
METAS PESSOAIS: São objetivos que uma pessoa persegue a fim
de satisfazer suas necessidades básicas.
A autoestima reflete o modo como as pessoa
organiza suas metas, crenças e valores. Você deve procurar manter a imagem que faz de si adotando comportamentos
consistente com suas competências,
valores, crenças, e metas pessoais. Para
melhorar sua autoestima você precisa:
Procure não comparar-se aos outros. Afinal, você é um ser
único, com suas características, defeitos e qualidades.
quarta-feira, 26 de março de 2014
FUJA DAS "PANELAS" NO TRABALHO
O fenômeno das “panelinhas” é bastante comum e até natural
nas organizações. As panelinhas geralmente se formam por afinidades, simpatias,
similaridades etc.; elas dão uma sensação de pertencimento, o que gera
tranquilidade e até mesmo sensação de poder.
Apesar de ser tentador fazer parte delas, o fenômeno das “panelinhas” esconde
um lado obscuro que não é vantajoso nem para a empresa, nem para o trabalhador.
Veja por que fazer parte de panelinhas pode ser prejudicial ao seu crescimento
profissional:
1. Não desenvolve a maturidade
As panelinhas são formadas por pessoas que pensam de forma
parecida, que já se conhecem e que têm afinidades. É fácil lidar com os quais
você lida bem, mas difícil é lidar com pessoas que pensam de forma diferente,
que possuem conhecimentos e experiências diferentes. A panelinha não permite
que o “diferente” entre na roda, impedindo o aprendizado e o crescimento.
Maturidade significa lidar com a realidade da forma como ela se apresenta, com
toda a diversidade que é a vida humana. Imaturidade é tentar se proteger
criando uma falsa sensação de segurança quando se está dentro de grupo que diz
“amém” para tudo o que você diz.
2. Atrapalha o processo da empresa
Funcionam como feudos dentro da empresa, favorecendo a troca
de favores para quem faz parte delas, em detrimento das pessoas que não fazem
parte da mesma. A regra é “trato bem quem me trata bem”, ou seja, quem faz
parte da panela. Esse tipo de postura é negativa para o bom andamento da
empresa porque favorece as relações do grupo específico e não os resultados que
a empresa precisa. Muitas vezes, outros funcionários de departamentos
diferentes acabam sendo prejudicados tendo seus processos atrasados por não
fazerem parte da panela.
3. Não desenvolve a comunicação
As pessoas que fazem parte da “panelinha” tendem a se fechar
nelas e acabam não se comunicando de forma adequada com pessoas de
departamentos diferentes. Além das falhas na comunicação, que podem acarretar
em prejuízos à empresa, a “panelinha” ainda pode gerar a fofocas, o que
atrapalha ainda mais o clima na empresa.
4. Está a um passo do assédio moral
Dependendo do caso, o funcionamento da “panelinha” pode ser
tão grave que seus integrantes podem acabar cometendo assédio moral. A aversão
da “panelinha” a algum membro da empresa pode fazer com que os integrantes
hajam de forma agressiva e velada com relação a quem não faz parte do grupo,
isolando, ignorando a presença, excluindo o não-integrante da panela dos
trabalhos em equipe e dos comunicados importantes, ou comunicando-se com ele
apenas por escrito, induzi-lo ao erro, etc., comportamentos desse tipo,
realizados de forma frequente, configuram violência psicológica e causar danos
à saúde mental e até física à pessoa vítima da violência.
Se você deseja crescer profissionalmente não deve se esconder em meio a grupos
fechados. Ao contrário, quanto mais se expuser a situações e pessoas diferentes
melhor, pois mais diversificado será seu aprendizado. Além disso, aprenderá a
lidar com situações e pessoas dos mais diversos tipos, o que lhe dará um “jogo
de cintura” e vivência prática que nenhum livro poderá te dar.
terça-feira, 25 de março de 2014
DEZ FRASES DITAS APENAS POR GERENTES MEDÍOCRES
Muitas pessoas confundem liderança com chefia. Enquanto há
pessoas que já nascem com o espírito de liderança, há outras que adquirem, com
o tempo, principalmente após ingressar no mercado de trabalho, características
comuns em líderes. Porém, há também aquelas que exercem cargos de gerência sem
o devido preparo.
Baseado em um artigo da Forbes, escrito por Liz Ryan, exemplificamos os
chavões propagados indiscriminadamente por gerentes medíocres. Caso tenha
escutado alguma das seguintes frases do chefe atual, pode ser a hora de buscar
um novo emprego.
Não te pago para pensar
Tendo em vista que as pessoas de fato são pagas para pensar, esse chavão soa
como “não quero ouvir o que você pensa porque pessoas mais inteligentes que eu
me fazem sentir inseguro”.
Parece se tratar de um problema pessoal
Típico de chefes que evitam dialogar com os colaboradores. Uma boa hora para
usar esta frase é quando o gerente ligar em um final de semana recrutando
voluntários para terminar um serviço que deixou pela metade.
É trabalho, não é para ser divertido
A teoria que espanta investidores. Quem vai querer aplicar capital em uma
organização onde os colaboradores são obrigados a fazer o que não querem? Na
verdade, o trabalho deve ter seu momento de prazer, principalmente para que o
profissional mantenha-se motivado e dedicado à empresa.
Você não é meu único empregado
Basicamente esta fala representa que o gerente em questão não está apto a
concluir o próprio trabalho. Soa como “não posso lidar com meu trabalho, mas
não é inteligente de sua parte apontar isso até que esteja empregado em outro
lugar”.
Pensarei no assunto
Talvez a frase mais arcaica da lista. Atualmente é usada apenas por
administradores incompetentes que não possuem uma resposta com fundamento a
respeito do assunto. Ouvir isso pode significar duas coisas: que este é o fim
de sua ideia ou que seu gerente vai descobrir um jeito de roubá-la.
Não quero saber quais são suas prioridades – esta será sua nova prioridade
Um gestor que pensa assim não faz ideia de que tudo dentro de uma organização
está interligado, e um trabalho deixado de lado aqui, refletirá futuramente.
Se você não quer este emprego, acharei alguém que queira
Esta sentença evidencia uma liderança baseada no medo e um comportamento
agressivo-passivo de quem a propaga. Aqueles que já escutaram frases nesse
modelo estão familiarizados com gerentes que ameaçam os colaboradores para
mantê-los na linha.
Sempre fizemos assim
“E Deus sabe que se não está quebrado, não conserte”.
Com esta economia, sorte sua ter um emprego
A demanda de pessoas inteligentes e capacitadas só aumenta. Se você é uma
pessoa responsável e qualificada não terá problemas para achar um emprego que
combine com sua personalidade. A vida é muito curta para trabalhar para chefes
medíocres e carrascos.
segunda-feira, 24 de março de 2014
A ARTE DE SECRETARIAR
Para ser uma secretária com excelência, não basta ser
eficiente: é preciso ser eficaz. Ao secretariar alguém, você deve realizar essa
tarefa com precisão e confiança.
Agendar reuniões e atender ao telefone faz da secretária uma profissional
eficiente, porém para ser proativa e dinâmica é necessário saber lidar com os
improvisos do dia a dia, que o local de trabalho impõe.
Saber contornar situações de maneiras claras, rápidas e sólidas faz de você uma
secretária eficaz e, é claro, apresenta pontos positivos na relação chefe e
funcionário.
Daí vem à pergunta: como ser eficaz e não apenas eficiente?
Tudo começa com uma boa apresentação de um currículo bem elaborado, sem
lamentações de falta de oportunidade ou mesmo fracassos.
Seja clara: coloque apenas as informações que realmente importam para o
empregador, quais seus objetivos para o novo emprego, quais as tarefas
desempenhadas com sucesso na sua jornada de trabalho.
Ao ser entrevistada, seja coesa, fale somente o que interessa; se o
entrevistador mudar de assunto, é porque você esta fugindo do tema em questão.
Sendo assim, mude o rumo da conversa.
1º passo dado – objetivo alcançado, vamos em frente:
1º passo dado – objetivo alcançado, vamos em frente:
Saiba lidar com os demais colegas de trabalho, sejam eles gerentes ou o faxineiro da empresa. O bom relacionamento e “empatia” faz com que todos notem sua personalidade.
Seja rápida, dinâmica e organizada, sem passar por cima dos outros. Tenha
idéias e apresente-as, mas lembre: sugestões com fundamentos (aponte o problema
e a solução) e não faça seu chefe perder tempo com assuntos sem base concreta.
Nosso emprego é como uma casa: se não fizermos de maneira sólida o alicerce, ela desaba e aí voltamos na busca de uma nova colocação no mercado.
Faça mais do que é esperado, surpreenda sempre. As empresas não precisam apenas
de profissionais que preencham vagas; as instituições precisam de profissionais
que ajudem a solucionar problemas.
Procure realizar as tarefas que estão ao seu alcance, auxiliando os demais colegas, se necessário.
Saber secretariar com precisão é uma arte. Você só precisa seguir pelo caminho certo e estar sempre aberta a dicas, sugestões e, principalmente, críticas construtivas.
Uma secretária seja ela Junior, Sênior, Executiva, Bilíngue, Trilíngue, deve fazer o diferencial da empresa, como:
- Conheça bem o seu local de trabalho;
- Atenda ao telefone com calma;
- Quando não entender alguma coisa, peça que, por favor, lhe expliquem de
novo;
- Possua uma agenda de contatos atualizada;
- Tenha sempre à mão caneta e bloco de anotações;
- Esteja sempre a postos quando for chamada pelo chefe;
- Decore o nome e a razão social dos principais clientes;
- Procure manter sua mesa sempre organizada de maneira fácil de encontrar com
agilidade o que for necessário;
- Evite se alimentar ou maquiar-se na mesa de trabalho. Isso pode ocasionar
acidentes irreparáveis;
- Seja sempre simpática, mas sem exagero;
- Saiba agradecer com classe um elogio;
- Se despeça educadamente de um cliente, pois o fracasso de muitas pessoas é
não saber se comportar adequadamente no local de trabalho;
- Ao entrar na sala de seu chefe, sempre peça licença;
- Sente-se só quando for convidada;
- Nunca grite. Vá até a pessoa que deseja seu auxílio e responda à
pergunta;
- Não fique de conversa paralela nos corredores. Isso causa má impressão;
-Trate os clientes sempre por Sr., Sra., Dr. Dra.;
- Vista-se de acordo com seu local de trabalho. Saias justas ou decotes podem demonstrar coisas que não são, como seu caráter, por exemplo.
Mulheres e homens que desempenham essas funções têm papel especial nas organizações e, ao contrário do que muitos podem acreditar, não existe um executivo que não necessite de um braço direito, ou esquerdo, ou quem sabe até mesmo dos dois braços.
domingo, 23 de março de 2014
sábado, 22 de março de 2014
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA DE TAYLOR
A Administração Científica tinha em sua essência o
intuito de aplicar a ciência à administração. Possuía ênfase nas tarefas,
buscando a eliminação do desperdício, da ociosidade operária e a redução
dos custos de produção. Com o objetivo de garantir uma melhor relação
custo/benefício aos sistemas produtivos das empresas da época.
Taylor buscava, com isso, uma forma de gestão que
fizesse com que o trabalhador produzisse mais em menos tempo, sem elevar os
custos de produção da empresa. Ele observou que o sistema de gestão da época
continha muitas falhas, entre elas: a falta de padronização dos métodos de
trabalho, o desconhecimento por parte dos administradores do trabalho dos
operários e a forma de remuneração utilizada nas empresas.
Seu trabalho foi dividido em dois períodos:
1º período de Taylor: racionalização do trabalho dos
operários das fábricas da época.
2º período de Taylor: definição de princípios de
administração aplicáveis em todas as situações do cotidiano da empresa.
Estudo dos tempos e
movimentos
Em seu livro “Administração de Oficinas” (1903), Taylor
propõe a racionalização do trabalho por meio do estudo dos tempos e
movimentos. Tal estudo visava definir uma metodologia que deveria ser seguida
por todos os trabalhadores, pregando a padronização do método de trabalho e das
ferramentas utilizadas.
Instrumento criado para promover a racionalização do
trabalho do operário. Era a divisão e subdivisão de todos os movimentos
necessários à execução de cada operação em uma tarefa. Entre as vantagens do
estudos dos tempos e movimentos estão:
- · Eliminação do desperdício de esforço e movimentos inúteis;
- · Racionalização da seleção dos operários e sua adaptação ao trabalho;
- · Facilita o treinamento e melhora a eficiência e rendimento.
Organização Racional
do Trabalho (ORT)
A Organização Racional do Trabalho visava a eliminação
de movimentos inúteis, fazendo com que os trabalhadores executassem suas
tarefas de forma mais simples e rápida, estabelecendo um tempo médio, a fim de
que as atividades fossem feitas em um tempo menor e com qualidade, aumentando a
produção de forma eficiente. A ORT pregava:
- · Análise do trabalho operário;
- · Estudo dos tempos e movimentos;
- · Fragmentação das tarefas;
- · Especialização do trabalhador.
Com base nestes estudos, Taylor criou
alguns princípios que em sua opinião norteavam a Administração
Científica. A seguir veremos quais foram eles:
Princípios da Administração
Científica
Em 1911, Taylor apresenta, em seu segundo livro “Principles
of Scientific Management”, os princípios fundamentais da Administração
Científica. São eles:
Princípio de planejamento – substituição de métodos
empíricos por procedimentos científicos – sai de cena o improviso e o
julgamento individual, o trabalho deve ser planejado e testado, seus movimentos
decompostos a fim de reduzir e racionalizar sua execução.
Princípio de preparo dos trabalhadores – selecionar os
operários de acordo com as suas aptidões e então prepará-los e treiná-los para
produzirem mais e melhor, de acordo com o método planejado para que atinjam a
meta estabelecida.
Princípio de controle – controlar o desenvolvimento do
trabalho para se certificar de que está sendo realizado de acordo com a
metodologia estabelecida e dentro da meta.
Princípio da execução – distribuir as atribuições e
responsabilidades para que o trabalho seja o mais disciplinado possível.
Com a aplicação deste princípios, a AC conseguiu atingir
alguns objetivos e identificar novas situações importantes para o processo de
desenvolvimento da Administração. A cooperação dos operários foi obtida com
planos de incentivos salariais e prêmios de produção. Os gestores da época
pensavam que o salário era a única motivação do trabalhador (homo economicus).
O desenho de cargos e tarefas mostrou o trabalho simples e
repetitivo das linhas de produção, a padronização e as condições de trabalho
que asseguravam a eficiência. Verificou-se, também, que não adiantava
racionalizar o trabalho do operário se o superior continuasse trabalhando como
antes.
Críticas à
Administração Científica
Como todo processo pioneiro e inovador, a Administração
Científica teve seus críticos ferrenhos. E muitas destas críticas perduram
até hoje, em virtude da abordagem criada por Taylor. Conheça abaixo as
principais críticas:
- · O mecanicismo da abordagem (teoria da máquina);
- · A superespecialização que robotiza o operário;
- · A visão microscópica do homem;
- · Ausência de comprovação científica;
- · Limitação do campo de aplicação à fabrica;
- · Abordagem de sistema fechado (limitada).
Mas apesar das críticas, a Administração Científica tem um
papel importantíssimo na formação do que conhecemos hoje como Administração.
Em seu livro “Introdução à teoria Geral da Administração”, Chiavenato
afirma que a administração foi o primeiro passo na busca de uma teoria
administrativa. Um passo pioneiro e irreversível.
sexta-feira, 21 de março de 2014
CINCO DICAS PARA LIDAR COM PESSOAS CONTROLADORAS
Indivíduos que gostam de controlar tudo ao redor, inclusive
outras pessoas, tendem a comportamentos desrespeitosos e antipáticos.
Normalmente, a pessoa controladora possui problemas mais profundos e essa
característica é um sintoma de possível narcisismo, insegurança ou tendências
sociopatas. Elas costumam ser egoístas, teimosas e imaturas. Quanto mais você
se deixar atingir pelo comportamento desse conhecido, mais depressivo e
irritado você ficará.
Confira algumas dicas de como lidar com alguém controlador:
1) Analise seu comportamento
Se você sente que essa pessoa tenta controlar e criticar
constantemente seu comportamento, avalie como você contribui para que ela tenha
essa liberdade. Talvez você tenha ficado preguiçoso e dado margem para
reclamações, ou você não consegue se impor diante desse comportamento e prefere
baixar a cabeça. Seja qual for a razão, busque alternativas que mudem o padrão
de atitudes do controlador em relação a você e retirem a liberdade e controle
das mãos dessa pessoa.
2) Acredite em seu potencial
Quanto mais você sentir que merece ser ouvido, mais
oportunidade irá criar para que isso aconteça. Se a pessoa controladora fez com
que você desacreditasse em suas qualidades e habilidades, lembre-se das vezes
que uma decisão sua fez diferença, dos elogios que você recebeu por determinado
trabalho ou de todo o esforço empregado nas tarefas que ele criticou. Essa
pessoa só irá atingi-lo emocionalmente se você permitir, e, diferente dela,
você não pode deixar que suas emoções controlem suas atitudes.
3) Cuidado com suas palavras
Para algumas pessoas, conhecimento é poder. Não conte ao seu
colega controlador sobre seus planos e desejos. Se o que você quer não se
alinhar com os planos dessa pessoa, ela fará de tudo para que seus objetivos
não se concretizem.
4) Se o controle é uma ilusão, seja um ilusionista
Ninguém consegue controlar tudo ao mesmo tempo. Por conta
disso, você deve ser diplomático o suficiente para que essa pessoa não desconte
essa frustração em você, ou o culpe pelas decisões erradas que ela tomou.
5) Quando o resto não deu certo
Algumas vezes, ser diplomático e paciente não resolve a
situação e a pessoa controladora precisa ser confrontada. Como você irá fazer
isso depende muito de quem é o controlador. Se for um chefe, por exemplo, não é
recomendável que você faça isso, já que o controle realmente é dele. Mas, se a
pessoa for um amigo, familiar ou companheiro, essa atitude é necessária para
que a relação entre vocês não acabe ou fique prejudicada.
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