domingo, 13 de outubro de 2013
sábado, 12 de outubro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
CINCO PILARES DO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL
Entre os relacionamentos que temos na vida, os de trabalho
são diferenciados por dois motivos: um é que não escolhemos nossos colegas,
chefes, clientes ou parceiros; o outro é que, independentemente do grau de
afinidade que temos com as pessoas do ambiente corporativo, precisamos
funcionar bem com elas para realizar algo juntos.
Esses ingredientes da convivência no trabalho nos obrigam a
lidar com diferenças de opinião, de visão, de formação, de cultura, de
comportamento… Fazer isso pode não ser fácil, mas é possível se basearmos
nossos relacionamentos interpessoais em cinco pilares: autoconhecimento,
empatia, assertividade, cordialidade e ética.
Autoconhecimento – Fundamental para administrar bem os
relacionamentos, autoconhecimento implica reconhecer nossos traços de
comportamento, o impacto que nos causamos outros e que comportamentos dos
outros nos incomodam. Por exemplo: uma pessoa objetiva e dinâmica, que gosta de
agir com independência e rapidez para atingir seus objetivos, pode ter
conflitos na interação com um colega de perfil mais cauteloso e metódico, que
segue regras à risca e tem um ritmo mais lento por se preocupar com detalhes.
Porém, se pelo menos um dos dois tiver autoconhecimento, pode utilizar
estratégias que minimizam o conflito com o outro.
Empatia – Trata-se de considerar os outros, suas
opiniões, sentimentos e motivações. Sem isso, não há como chegar a uma
negociação ganha-ganha, fruto de um relacionamento equilibrado. A empatia
também nos torna capazes de enxergar além do próprio umbigo e ampliar nossa
percepção da realidade com os pontos de vista dos outros. Entre as várias
coisas que se pode fazer para praticá-la, a mais básica é saber ouvir.
Assertividade – Para ter relacionamentos saudáveis, não
basta ouvir: é preciso também falar, expressar nossas opiniões, vontades,
dificuldades. É aí que entra a assertividade, a habilidade para nos expressar
de forma franca, direta, clara, serena e respeitosa.
Cordialidade – Tratar as pessoas com cordialidade é ser
gentil, solícito e simpático, é demonstrar consideração pelo o outro de várias
formas. Pode ser com o “bom dia” com que saudamos o destinatário de nossa
mensagem de e-mail, com o ato de segurar a porta do elevador para alguém
entrar ou apanhar do chão um objeto que o colega deixou cair. Dizer
“obrigado” olhando a pessoa nos olhos, oferecer-se para prestar uma
ajuda, cumprimentar aquele com quem cruzamos no corredor, mesmo saber seu
nome… A cordialidade desinteressada, que oferecemos por iniciativa própria, sem
esperar nada em troca, é um facilitador do bom relacionamento no ambiente de
trabalho.
Ética – Ser ético é ter atitudes que não prejudiquem os
outros, não quebrem acordos e não contrariem o que se considera certo e justo.
Podemos ter muito autoconhecimento, ser altamente empáticos e assertivos, mas,
se não nos conduzirmos pela ética, não conseguiremos manter relacionamentos
equilibrados.
Fortalecer esses pilares traz melhorias não só para nossas
interações no trabalho, mas também para as de outras áreas da vida – familiar,
afetiva, social, de amizade. Vale a pena investir nisso – afinal, os
relacionamentos são a melhor escola para o nosso desenvolvimento pessoal.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
DICAS DO HOMEM-ARANHA PARA O SEU SUCESSO PROFISSIONAL
Esta semana, estava conversando com um amigo meu sobre cinema e depois de muito
discutir, nos demos conta que estávamos falando sobre sucesso profissional (que
não tinha nada a ver com o assunto inicial). Acontece que, no meio da conversa,
os dois assuntos se uniram e eis que surgiu a idéia para um texto mais
“extrovertido” e simples aqui no blog.
Os filmes (nem tão recentes) do Homem-Aranha possuem
algumas lições que podem ser adaptadas para nosso dia-dia profissional. Essas
lições podem ser observadas no desenrolar das conhecidíssimas aventuras de
Peter Parker e sua vida como super-herói, no cinema e nos quadrinhos.
Apesar de não ser um aficionado nem por cinema, nem por
quadrinhos, tentarei expor três dessas observações às quais não é preciso ser
profundo conhecedor do personagem para compreender. Perdoem-me algum erro
acerca das informações do personagem em si, aqueles que são verdadeiras “enciclopédias”
sobre o herói.
Lição 1: Ouça os mais experientes
Como sabemos, o Homem-Aranha possui uma força sobre
humana, sem falar de todas as habilidades e poderes de aranha: lançar teias,
escalar paredes, instinto super apurado,
dentre outras coisas. Apesar disso, sempre que o herói se encontra com dúvidas
ouve sua frágil e doce Tia May que, quase sempre, dá conselhos que resolvem
seus conflitos. Ou seja, apesar de toda sua competência, habilidade e
conhecimento na luta contra o crime, a experiência de sua Tia May supera todos
os superpoderes do herói.
Assim é também em nossa vida profissional. Apesar de sua
capacidade técnica, conhecimentos, habilidades ou capacitação, é importante que
não cometa o erro de achar que esses “poderes” o fazem superior àqueles mais
experientes, mesmo que esses, aparentemente, não tenham tais poderes.
Lição 2: Seja profissional
Peter Parker possui uma paixão, inicialmente platônica, por
sua amiga de infância Mary Jane e, como Homem-Aranha, consegue finalmente
conquistar seu amor. Porém, isso não é tão fácil quanto parece, uma vez que
Peter se encontra sempre entre seus deveres como super-herói e a segurança do
amor de Mary Jane. Muitas vezes, o herói se encontra entre assistir a peça
teatral de sua garota e alguma ameaça aos habitantes (pessoas que nem conhece)
da cidade. E, na maioria das vezes, seu dever como super-herói fala mais alto.
Mas calma, gente. Não estou afirmando que devemos abandonar
nossas famílias, namoradas, noivas ou esposas, fazer horas-extras, trabalhar no
final de semana, ou o que quer que seja, para fazer um relatório, tomar uma
decisão na empresa ou conferir se alguma documentação está errada. O que quero
frisar aqui é o COMPROMETIMENTO COM SEU TRABALHO (nas devidas proporções),
responsabilidade com prazos e com seus superiores e subordinados. Ou seja,
realmente estar disposto a fazer as coisas acontecerem em seu trabalho, e não
ficar alheio a ele.
Lição 3: Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades
A terceira e última lição vai, de certo modo, ao encontro da
primeira. Ela é citada pelo Tio Ben, tio de Peter, cujas sábias contribuições
nos foram dadas logo na primeira sequência da história.
Quantos sonham com promoções, reconhecimento do chefe,
autonomia de trabalho ou projetos desafiadores? Com certeza todos que leem esse
artigo! Porém, nem todos estão preparados para assumir tais responsabilidades.
Autonomia, reconhecimento e desafios trazem cobranças mais severas e maior
responsabilidade com o resultado final da organização. Um técnico tem menos “poder”
que um coordenador, por exemplo, porém suas responsabilidades são
exponencialmente maiores e cabe a quem assumi-las estar preparado para a
oportunidade, ou como Tio Ben disse: poderes. Dessa forma, cabe ao gestor
ter consciência e estar preparado para as grandes responsabilidades que vêm com
o poder dentro da organização.
Sei que muitas destas dicas já foram apresentadas por
diversas pessoas ou até mesmo pelo consenso geral, mas a comparação, até certo
ponto extrovertida, com o super-herói é valida para dar uma contribuição, ainda
que pequena, a vocês, leitores do blog. Espero que tenham gostado! Comentem!
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
DEZ MANDAMENTOS DA ÉTICA NO TRABALHO
1. Seja honesto, honrado e digno em qualquer situação;
2. Nunca faça algo que você não possa assumir perante sua
equipe, seus superiores, seus subordinados ou o público;
3. Seja humilde, tolerante, flexível e disposto
a ouvir críticas e sugestões;
4. Críticas e repreensões devem ser feitos primeiro à pessoa
a quem se referem, cara a cara. Se houver o dever de levá-los a mais alguém,
que não seja pelas costas;
5. A privacidade do colega, do cliente e de todos os demais
é inviolável. Independentemente de questões de propriedade corporativa, mexer
na mesa, gaveta, informações ou documentos alheios exige autorização (de norma
ou da pessoa envolvida) em qualquer circunstância;
6. Em ações e discussões internas, assuma sempre seus
valores e princípios e as consequências dos atos a que eles conduzirem, mesmo
que isso signifique ficar contra a maioria – mas jamais procure obstruir o
direito de expressão e voto no posicionamento alheio;
7. Fique longe de fofocas e comentários maldosos, mesmo que
pareçam fazer parte da cultura do grupo. Muitas vezes, o simples fato
de dar ouvido a elas pode ser suficiente para identificá-lo com o
rótulo de fofoqueiro;
8. A relação hierárquica e de equipe não deve considerar
amizades nem antipatias. O subordinado amigo deve ao seu chefe o
mesmo tratamento que os demais, e o chefe amigo precisa cuidar para jamais privilegiar
o subordinado que lhe é próximo. Da mesma forma, antipatias pessoais não têm
espaço no ambiente profissional. Reserve-as para seu íntimo e procure
oportunidades para superá-la. No trabalho, trate o colega com o respeito comum,
mantenha distância se possível, e não comente com outros a antipatia que sente;
9. Sempre dê crédito a quem merece, sem jamais aceitar
elogios ou recompensas pelo mérito alheio;
10. Ao errar, reconheça, sem exageros. A atitude esperada é
“não foi um erro intencional, vou providenciar para que não ocorra de novo e
vou remediar o acontecido”.
Fonte: Blog CMMI
terça-feira, 8 de outubro de 2013
BARREIAS À COMUNICAÇÃO NO TRABALHO
Como ter uma comunicação fluida e eficaz? Uma
comunicação fluida e eficaz é um requisito indispensável em qualquer ambiente
de trabalho. Saber transmitir uma mensagem, garantindo que esta vai ser corretamente
percebida por quem a recebe é, sem dúvida alguma, um ponto chave nas relações
profissionais.
Para ajudá-lo a melhorar as suas competências nesta área, selecionamos
alguns dos principais obstáculos a uma comunicação eficaz.
Atitudes defensivas / agressivas. Muitas
pessoas perdem facilmente a razão quando são confrontadas com uma critica ou um
reparo menos favorável, deixando-se levar pelo lado emocional e reagindo de
imediato com hostilidade. É importante manter uma postura equilibrada, ouvir o
que a outra pessoa tem a dizer e defender a sua opinião com argumentos
plausíveis, pois só assim a comunicação se pode fazer de forma eficaz.
E-mails confusos, pouco
claros. As dificuldades de comunicação associadas a e-mails tanto
podem acontecer quando é partilhada demasiada informação como quando as
mensagens são muito sintéticas e acabam por não transmitir uma mensagem
compreensível. Sendo o e-mail uma das formas de contato mais utilizadas no
ambiente profissional é necessário ter cuidados extra para evitar este tipo de
falhas de comunicação.
Estar desatualizado. Transmitir
informação desatualizada ou dar uma opinião sem estar munido de todos os dados
relevantes pode gerar confusão nos seus destinatários, que ficam sem perceber
se a situação voltou a um passo anterior ou se quem comunica está errado.
Certifique-se sempre em que ponto da discussão se encontra e reúna todos os
elementos necessários para saber do que se trata.
Falar muito. É um erro
pensar que o segredo de uma boa comunicação está no excesso de informação
transmitida. Seja com um cliente, um colega ou mesmo o seu chefe, o
facto de não se cingir à informação essencial e fazer perder muito tempo com
pormenores irrelevantes, faz com que a paciência se esgote rapidamente e a atenção
ao que está a dizer se perca, com prejuízo para informações que poderiam ser
realmente importantes.
Apresentações/Discursos. Não
transforme as suas exposições orais em momentos aborrecidos para a audiência,
seja em apresentações para clientes ou em simples reuniões de equipa. Se não se
preocupar em estabelecer uma relação de proximidade com a audiência, corre o
risco de facilmente perder a sua atenção e de não conseguir fazer chegar a sua
mensagem.
Não “olhar para fora”. Quando
uma pessoa está muito “por dentro” de um determinado assunto acaba, muitas
vezes, por assumir que os outros têm a mesma familiaridade com o tema fazendo
com que não seja muito esclarecedora.
Não ouvir. Para
bem comunicar, saber ouvir é tão importante como saber falar. Aprenda a
assimilar e compreender a informação que lhe está a ser transmitida e deixe o
seu interlocutor chegar ao fim do raciocínio, antes de discordar ou interromper
com dúvidas sobre o que está a ser dito.
Não pensar antes de falar. O
segredo de uma boa comunicação também passa pelo cérebro. Parece óbvio, mas a
verdade é que algumas pessoas não são capazes de transmitir uma mensagem
articulada simplesmente porque não pensam nas suas ideias antes de as exporem.
Concentre-se mais na mensagem como um todo do que nas palavras, porque é mais
fácil encontrar alternativas se surgir uma “branca”.
Não reconhecer que não
sabe. Ao contrário do que poderia à partida parecer, não assumir a
falta de conhecimentos ou competências em determinada área, apenas faz aumentar
a sua vulnerabilidade a discussões infundadas e falhas de comunicação. É
preferível escusar-se a dar uma opinião, até aprofundar um pouco o tema, do que
falar do que não sabe, originando discussões desnecessárias e pondo em risco a
sua credibilidade geral.
Não ser consistente. A
comunicação não é só aquilo que dizemos, mas também as mensagens que, através
do corpo e do olhar, transmitimos a quem nos rodeia. Tentar passar uma mensagem
que a sua linguagem corporal está a contrariar é um erro e facilmente detectado
pelos seus receptores. Por exemplo, tentar passar uma mensagem de otimismo
demonstrando tiques de preocupação e ansiedade irá descredibilizar a mensagem
transmitida.
Ouvir música através de
auscultadores. As opiniões divergem: algumas pessoas são da opinião
que ouvir música diminui a produtividade, enquanto que outras consideram que
ajuda a manter a concentração. Quando a música não é comum a todo o espaço de
trabalho e para ouvi-la tem de usar auscultadores pode passar a ideia de que
prefere estar isolado ou de que está no “mundo da lua”, criando uma barreira
forte à comunicação com os seus colegas de trabalho.
Porta fechada. Atualmente
já são muitas as empresas que têm openspaces para, entre outras
coisas, eliminar barreiras comunicacionais. Mas, em muitas outras empresas, as
pessoas continuam em gabinetes e com barreiras físicas a prejudicar a sua
comunicação. Nestes casos, manter a porta fechada pode transmitir a ideia de
que não quer ser incomodado, devendo reservar a porta fechada para situações em
que realmente precisa de alguma privacidade (em reuniões, por ex.) ou para
quando for essencial ter algum sossego para concentrar-se.
Selecionar destinatários. Ser
demasiado restritivo ou inclusivo na lista de destinatários de e-mail ou de
pessoas convocadas para uma reunião pode gerar mal entendidos ou confusões
desnecessárias. Apesar de a regra deva ser a da comunicação transparente e sem
bloqueios, o excesso de partilha, sobretudo quando abrange quem não tinha
qualquer envolvimento na questão, poderá originar alguma desordem e pôr em
causa os objetivos propostos.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
O REGIME MILITAR: DESCENTRALIZAÇÃO EM TEMPO DE AUTORITARISMO
O governo militar no Brasil ocorreu entre o ano de 1964 e 1985. Essa foi uma
fase contraditória, pois restringiu diversos direitos civis e as eleições
diretas para presidência da república, mas proporcionou certos avanços do ponto
de vista dos marcos legais para a gestão pública.
Do ponto de vistas das políticas públicas, Gentil (2006) cita que:
Em 1966, durante a ditadura militar, o Decreto n° 72 unificou os IAP’s, com
exceção do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado
(IPASE). A unificação da legislação, no que diz respeito ao custeio e aos
benefícios previdenciários, já havia sido feita em 1960. O que se fez, seis
anos depois, foi uma reforma essencialmente política e administrativa, com a
fusão das instituições previdenciárias no Instituto Nacional de Previdência
Social (INPS), vinculado ao Ministério do Trabalho, responsável, a partir daí,
pelos benefícios previdenciários dos trabalhadores urbanos.
A criação do Instituto Nacional de Previdência Social – INPS foi um marco
importante para a política de proteção social e previdência pública, pois foi a
culminância de uma série de mudanças iniciadas pela Lei Orgânica da Previdência
Social – LOPS. Essa lei padronizou as contribuições sociais e os planos e
benefícios dos diversos institutos existentes evitando legislações específicas
e, por vezes, contraditórias.
No campo da gestão pública, Pimenta (1998, p. 184) cita que nos anos 60 “foi
implantada uma filosofia de descentralização e de delegação de competências,
promovendo profundas mudanças na gestão pública, tanto estruturais quanto
conceituais”. Utilizando a filosofia implantada nessa época, o Estado procurou
criar movimentos de redução de controles formais e que tinham um alto custo,
bem como as centralizações para padronizações. Conforme aponta Pimenta (p.
184), “os princípios da gestão pública dessa época eram: coordenação,
descentralização, delegação de competência e controle”.
A lei que mais representou essa filosofia foi o Decreto-Lei 200/1967. Esse
decreto distinguia a administração direta e administração indireta. Essa
distinção é importante, pois permite espaço para a discussão de Administração
direta é a gestão pelo conjunto de órgãos integrados nas estruturas das esferas
federativas (União, Estados e Municípios). Esse princípio está associado ao
conceito de desconcentração.
Administração indireta é a distribuição de competência para outra pessoa jurídica
associada ao princípio de descentralização. Atividades tipicamente públicas
desenvolvidas no âmbito da administração direta, ou pelas autarquias, quando
sua execução exigisse uma gestão administrativa e financeira descentralizada,
daquelas atividades que o Estado fosse levado a executar por força de
conveniências ou contingências que justificassem a exploração de atividade
econômica (PIMENTA, 1998, p. 184).
Nos anos de regime militar (21 no total) existiu uma grande vontade
desenvolvimentista, plano que foi auxiliado por um governo autoritário. Nessa
época, a postura governamental foi de grande intervencionismo no campo
econômico, sendo possível visualizar um novo processo expansionista na
administração pública. Contudo, a distinção desse período de expansão para a
década de 30, que também ampliou a máquina administrativa pública, foi que
nesse período a expansão esteve associada à administração indireta, portanto
descentralizada.
Nacional-Desenvolvimentismo: Período de governo ditatorial e intervencionista
no campo econômico.
Administração indireta: Com a normatização do Decerto - Lei 200/67, a
administração pública passou a utilizar estruturas diretas e indiretas.
Concentração dos regimes de previdenciário: Criação do INPS a partir da Lei
Orgânica da Previdência Social.
GENTIL, Denise Lobato. A política fiscal e a falsa crise da
seguridade social brasileira: análise financeira do período 1990–2005. 2006,
245f . Tese (Doutorado em Economia) - Instituto de Economia, Universidade
Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2006.
PIMENTA, Carlos César. A reforma gerencial do
estado brasileiro no contexto das grandes tendências mundiais. Revista de
Administração Pública. São Paulo: FGV, v. 32, n. 5, p. 7 a 23, set/out, 1998.
domingo, 6 de outubro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
EMPREGADA OU SECRETÁRIA?
Uma não substitui a outra; uma não é melhor do que a outra. Ambas são indispensáveis, cada uma em seu ambiente de trabalho. Ouvi em algum lugar que o número de empregadas domésticas tem diminuído de ano a ano no Brasil. É uma boa notícia. A oferta de empregos aumentou e essas profissionais estão buscando colocação em outros setores, onde possam ganhar mais e alinhavar um plano de carreira.
Pode ser bom inclusive para seus empregadores, que terão que se adaptar a um novo estilo de vida: eles próprios farão os afazeres domésticos, convocando a família inteira para colaborar. Ninguém morre se tiver que cozinhar e lavar uma louça, e me parece digno que os filhos entrem nesse mutirão, se preparando melhor para a vida. Hoje não mexem um dedo porque tem uma Maria que faz tudo por eles. Pois a Maria, segundo estatísticas, não quer mais ser empregada doméstica, e sim ter um status mais elevado. Quem sabe, ser uma secretária.
Muitas pessoas chamam suas empregadas de secretárias, na boa intenção de prestigiá-las. Acho estranho. Então devemos chamar as verdadeiras secretárias de quê? Empresárias? Pessoas que promovem verbalmente suas funcionárias acreditam estar valorizando-as, mas parece o contrário: demonstram que ser empregada doméstica não é honroso, a ponto de fingirem que elas são outra coisa. Se eu me referisse à minha empregada como "secretária", creio que estaria revelando desdém a sua real função. Seria o mesmo que chamar o peão-de-obra de engenheiro ou a garçonete de chef de cozinha.
Um upgrade de mentirinha. Algumas empregadas domésticas ainda não são totalmente alfabetizadas. Não dominam o uso do computador. Não controlam a agenda profissional de seus patrões. São exímias cozinheiras, arrumadeiras, braços direitos das famílias, mas não fazem o que uma secretária faz. Assim como secretárias podem não saber fritar um ovo e nem passar direito uma camisa. Uma não substitui a outra.
Uma não é melhor que a outra. Ambas são imprescindíveis, cada uma em seu ambiente de trabalho. Se a palavra "empregada" parece pejorativa, pode-se chamá-la de funcionária, que é o que ela é também. Já chamá-la de secretária apenas expurga a culpa do patrão, que não quer parecer um senhor do engenho, do tipo que tem escravos. Ou seja, ele se utiliza de um eufemismo para provar que respeita todos os direitos trabalhistas da sua funcionária.
Nem se dá conta de que esse pudor com a palavra empregada talvez desmereça as profissionais que tiveram a chance de estudar mais e que fizeram cursos preparatórios para trabalhar numa empresa e não numa casa de família.
Secretárias não fazem trabalho doméstico, e sim de escritório. Apesar de eu nunca ter lido nenhuma pesquisa a respeito, tenho a impressão de que elas devem se sentir desconfortáveis ao verem as duas funções confundidas.
Eu, às vezes, me confundo. Outro dia me disseram: vou te levar lá em casa para provar o suflê de queijo que a minha secretária preparou. Logo pensei: coitada, fazendo hora extra.
(Martha Medeiros)
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
A ARTE DE SECRETARIAR
Para ser uma secretária com excelência, não basta ser eficiente: é preciso ser eficaz. Ao secretariar alguém, você deve realizar essa tarefa com precisão e confiança.
Agendar reuniões e atender ao telefone faz da secretária uma profissional eficiente, porém para ser proativa e dinâmica é necessário saber lidar com os improvisos do dia a dia, que o local de trabalho impõe.
Saber contornar situações de maneiras claras, rápidas e sólidas faz de você uma secretária eficaz e, é claro, apresenta pontos positivos na relação chefe e funcionário.
Daí vem à pergunta: como ser eficaz e não apenas eficiente?
Tudo começa com uma boa apresentação de um currículo bem elaborado, sem lamentações de falta de oportunidade ou mesmo fracassos.
Seja clara: coloque apenas as informações que realmente importam para o empregador, quais seus objetivos para o novo emprego, quais as tarefas desempenhadas com sucesso na sua jornada de trabalho.
Ao ser entrevistada, seja coesa, fale somente o que interessa; se o entrevistador mudar de assunto, é porque você esta fugindo do tema em questão. Sendo assim, mude o rumo da conversa.
1º passo dado – objetivo alcançado, vamos em frente:
Saiba lidar com os demais colegas de trabalho, sejam eles gerentes ou o faxineiro da empresa. O bom relacionamento e “empatia” faz com que todos notem sua personalidade.
Seja rápida, dinâmica e organizada, sem passar por cima dos outros. Tenha ideias e apresente-as, mas lembre: sugestões com fundamentos (aponte o problema e a solução) e não faça seu chefe perder tempo com assuntos sem base concreta.
Nosso emprego é como uma casa: se não fizermos de maneira sólida o alicerce, ela desaba e aí voltamos na busca de uma nova colocação no mercado.
Faça mais do que é esperado, surpreenda sempre. As empresas não precisam apenas de profissionais que preencham vagas; as instituições precisam de profissionais que ajudem a solucionar problemas.
Procure realizar as tarefas que estão ao seu alcance, auxiliando os demais colegas, se necessário.
Saber secretariar com precisão é uma arte. Você só precisa seguir pelo caminho certo e estar sempre aberta a dicas, sugestões e, principalmente, críticas construtivas.
Uma secretária seja ela júnior, sênior, executiva, bilíngue, trilíngue, deve fazer o diferencial da empresa, como:
- Conheça bem o seu local de trabalho;
- Atenda ao telefone com calma;
- Quando não entender alguma coisa, peça que, por favor, lhe expliquem de novo;
- Possua uma agenda de contatos atualizada;
- Tenha sempre à mão caneta e bloco de anotações;
- Esteja sempre a postos quando for chamada pelo chefe;
- Decore o nome e a razão social dos principais clientes;
- Procure manter sua mesa sempre organizada de maneira fácil de encontrar com agilidade o que for necessário;
- Evite se alimentar ou maquiar-se na mesa de trabalho. Isso pode ocasionar acidentes irreparáveis;
- Seja sempre simpática, mas sem exagero;
- Saiba agradecer com classe um elogio;
- Se despeça educadamente de um cliente, pois o fracasso de muitas pessoas é não saber se comportar adequadamente no local de trabalho;
- Ao entrar na sala de seu chefe, sempre peça licença;
- Sente-se só quando for convidada;
- Nunca grite. Vá até a pessoa que deseja seu auxílio e responda à pergunta;
- Não fique de conversa paralela nos corredores. Isso causa má impressão; Trate os clientes sempre por Sr. Sra. Dr. Doutora
- Se vista de acordo com seu local de trabalho. Saias justas ou decotes podem demonstrar coisas que não são, como seu caráter, por exemplo.
Mulheres e homens que desempenham essas funções têm papel especial nas organizações e, ao contrário do que muitos podem acreditar, não existe um executivo que não necessite de um braço direito, ou esquerdo, ou quem sabe até mesmo dos dois braços.
Administradores.com - Artigo
Vanessa Queiroz
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
SIGNIFICADO DO SÍMBOLO DE SECRETARIADO EXECUTIVO
Você sabe o que significa a simbologia de Secretariado?
A serpente enrolada no bastão representa o oriente, a sabedoria, que pode
ser usada tanto para construir como para destruir.
A pena no livro representa a história
deste profissional, desde os tempos dos escribas, cuja
atuação sempre esteve vinculada ao ato de escrever. Este simbolo
representa ainda o escrever a própria história.
Quanto a pedra e a cor do anel é uma safira azul.
PROFISSIONAL DE SECRETARIADO: LER É PRECISO
“Todo mundo que escreve deve deixar o leitor o esforço de pensar sobre
o que leu, e não o sacrifício de adivinhar o que se queria ter dito – Este é o
ponto” Gustavo Bernardo.
Entre as atribuições do Profissional de Secretariado está a
redação de documentos, e-mails, relatórios, atas, pautas, sem deixar de
mencionar a boa comunicação verbal/falada. Em algumas situações, por exemplo, o
domínio da comunicação é um dos requisitos para promover alguém, uma vez que
escrever bem é um diferencial.
E cá entre nós, nada mais trágico do que uma Secretária
falando que está "Meia estressada
com tanto trabalho" ou "Espero que eu seje a nova acessora da
Presidência".
É claro que isso não significa saber todas as regras
gramaticais, embora não invalide nosso compromisso com a organização de ideias,
clareza, concisão e o bom domínio de vocabulário.
Para isso, algumas dicas podem contribuir:
Leitura – Tenha como hábito a leitura de diversos tipos
de textos. Ao diversificarmos a leitura aprendemos palavras dos mais variados
assuntos e campos de atuação, isso inclui revistas, livros, jornais, etc.
Consulte o dicionário: Tenha como hábito sublinhar ou anotar
palavras desconhecidas e acima de tudo, tenha a curiosidade em descobrir o
significado. Isso, seguramente, contribuirá para uma melhor escrita.
Xô preguiça – Ao redigir um texto não tenha preguiça de
se expressar. Considerando que vivemos o momento das “urgências” corremos ainda
o grande risco de confundir objetividade com falta de informação. Por isso,
sempre se coloque no lugar do leitor/receptor de sua mensagem.
Treine - Escreva. Quanto mais você se acostuma a
escrever, mais aprimora sua comunicação escrita. Redija e-mails, cartas,
participe de fóruns, blogs (elogiando, comentando, criticando).
Revise o que escreve: Tenha como regra revisar tudo o que
escreve, até mesmo uma simples mensagem enviada por torpedo merece sua atenção.
Lembre-se: a pressa é inimiga da perfeição.
Atualize-se: “tudo o que você sabe é nada, diante do
quanto você ainda pode aprender”. JACK WELCH. Por isso, invista em conhecimento
e capacitação continua. Particularmente, Corroboro com a teoria de Malcolm
Gladwell quando afirma ser necessário muito treinamento para que seja alcançada
a excelência.
Otimize seu tempo - O dia tem 24 horas para todos. Não
tem ninguém que tenha um minuto a mais. E essas 24 horas, teoricamente, estão
divididas em três blocos de 8 horas. No primeiro bloco de oito horas,
descansamos, dormimos. No segundo trabalhamos e no terceiro bloco de oito
horas, o que fazemos? Portanto, não procure desculpas. Otimize seu tempo. Faça
com que as horas "perdidas" no trânsito e na fila do banco trabalham
a seu favor.
Tenha ânimo: sabemos que culturalmente somos um povo que não
cultiva o hábito da leitura. Segundo especialistas, a média de leitura do
brasileiro é de quatro livros por ano, sendo que, somente cerca de 50% da
população brasileira cultiva o hábito de leitura. Fazendo uma comparação com
outros países, na França a média é de 12 livros por ano, na Espanha, 11, nos
Estados Unidos, 10, na Argentina, 6, no Chile, 5. Então não desanime. Comece
por uma leitura simples e por temas de seu interesse e quando menos esperar
você estará em pleno domingo se deliciando pelos corredores de uma livraria, e
falo isso por experiência própria.
Penso que para desenvolvermos novos patamares culturais,
intelectuais e profissionais, precisamos necessariamente ampliar nosso acervo
de conhecimento, por isso, torna-se fundamental a leitura.
A capacidade do cérebro humano é enorme, e uma vida inteira
de estudo e leitura não serão suficientes para esgotar uma pequena fração de
nossa capacidade.
POR: Simara Rodrigues
Blog Secretariar é uma Arte
terça-feira, 1 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
SECRETÁRIA EXECUTIVA, GESTORA E LÍDER: NOVO PERFIL DA SECRETÁRIA
Em virtude das alterações advindas do cenário globalizado
competitivo, onde a troca de experiências e conhecimentos ocorre em ritmo
acelerado, cada vez mais a secretária executiva passa a exercer eficazmente
suas habilidades gerenciais com o intuito de responder satisfatoriamente às
exigências das organizações. Torna-se imprescindível que ela tenha uma visão
estratégica de negócios para poder atuar em parceria com seu executivo e
equipe, priorizando atividades, gerenciando informações, compreendendo os objetivos
e metas a serem alcançados e se comprometendo com a organização.
A nova secretária executiva possui habilidades gerenciais
fortemente definidas: comunicação assertiva, ênfase no relacionamento
interpessoal, capacidade de lidar com conflitos, de trabalhar em equipe, de
coordenar uma tarefa, de supervisionar seus subordinados, de resolver
problemas, de tomar decisões e de melhorar a qualidade e produtividade do
trabalho.
A secretária executiva atua hoje como multiprofissional,
assumindo papéis polivalentes que permitem a ela administrar o fluxo de
informações com competência, conhecimento, criatividade, espírito empreendedor
e eficácia, bem como gerenciar pessoas assertivamente, usando da inteligência
emocional para enfrentar obstáculos, resolver problemas e criar um ambiente de
interação. Hoje, a secretária busca alcançar os objetivos e as metas se
preocupando não só com a produtividade e qualidade de seu trabalho, mas também
buscando desenvolver parcerias com a equipe e com os colegas por meio do seu envolvimento
com assuntos corporativos e seu posicionamento na organização como facilitadora
e multiprofissional.
No cenário atual as secretárias executivas assistem a
vários executivos e equipe, assim como têm diversos subordinados sob sua
supervisão, exigindo habilidades específicas para administrar várias tarefas e
liderar vários colaboradores que necessitam de sua supervisão. Nota-se que as
organizações estão assimilando essa mudança de perfil e estão procurando
investir em treinamentos gerenciais para que elas possam desenvolver seu
potencial e realizar suas atividades com eficácia.
Há uma compreensão por parte dos colegas, superiores e de toda organização
quanto ao novo perfil da secretária assessora multifuncional. Em virtude dessa
nova percepção, elas estão participando ativamente de reuniões estratégicas,
inteirando-se dos assuntos corporativos, propondo ideias e sugestões, sendo
ouvidas e reconhecidas como profissionais competentes, hábeis e aptas a gerir
processos e pessoas.
Há ainda um ponto a ser aprimorado referente à delegação de
tarefas. Talvez, devido ao extenso período em que realizavam as atividades por
si mesmas, as secretárias ainda têm dificuldade em exercer uma liderança mais
democrática junto a seu subordinado. Ainda há um controle autoritário, por meio
do qual elas determinam como as atividades serão executadas pelos seus
auxiliares. Isso decorre do receio de que sejam responsabilizadas por possíveis
erros que sua equipe possa cometer. Porém, esse comportamento vem se
modificando aos poucos, já que as secretárias se predispõem a sanar dúvidas e a
orientar seus subordinados durante a execução da atividade, o que demonstra já
uma preocupação em treinar, orientar e direcionar o time em busca de um
resultado.
Com a assimilação desse perfil mais empreendedor, as
próprias secretárias visualizam mudanças em sua formação, por meio da
realização de cursos de administração que propiciem uma visão mais estratégica
e empreendedora, bem como o desenvolvimento das habilidades gerenciais e de
liderança que a auxiliarão na sua performance executiva.
Mesmo não exercendo cargos diretivos na organização em que
trabalha o que automaticamente lhe daria autoridade e poder gerencial, a
secretária executiva pode atuar como gestora de informações e processos e líder
dos colaboradores que se reportam a ela.
A secretária executiva tornou-se um elemento chave na organização, através de
uma postura gerencial condizente com as tendências do mercado atual, englobando
gestão de pessoas, comunicação interpessoal e comportamento organizacional. Com
esta nova visão administradora, somando-se à habilidade de liderança, delegação
de tarefas e capacidade de lidar com diferentes estilos de personalidade, esta
profissional é capaz de assessorar de modo eficaz, não só seu gestor, como
também a equipe com a qual trabalha.
Por Ligia Ribeiro
REFERÊNCIA
CARVALHO, Antonio Pires (org.). Talentos brasileiros do
secretariado executivo. São Paulo: Secretária Multifuncional, 2004.
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos
recursos humanos nas organizações. 15. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
domingo, 29 de setembro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
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