sábado, 7 de setembro de 2013

O QUE SIGNIFICA “IDEOLOGIA”


Já faz algum tempo que tenho procurado entender a motivação de algumas pessoas em negar fatos óbvios, mesmo para questões de simples entendimento, e que beneficia a todos. A procura me levou ao uso distorcido da palavra Ideologia

O texto adaptado de Carlos Lopes Pires, retirado do Blog de Rerum Natura, me proporciona o entendimento até então sem resposta, e que aqui compartilho:

"A palavra ideologia não assume sempre a mesma conotação: por vezes é utilizada com um sentido positivo, outras vezes com um sentido negativo.

Pode remeter para um conjunto de ideais e princípios, ou seja, ideias acerca do modo como as coisas deveriam ser, nomeadamente na política. Por exemplo: o socialismo e o liberalismo são ideologias políticas. Dito por outras palavras:“qualquer sistema abrangente de crenças, categorias e maneiras de pensar que possa constituir o fundamento de projetos de ação política e social é uma ideologia: um esquema conceitual com uma aplicação prática” (Blackburn, 1997, 219).


Mas pode remeter também para um conjunto de preconceitos, de ideias anteriores à experiência e à análise crítica e racional e que, nas palavras de Blackburn (1997, 219), funcionam como “uma espécie de óculos que distorcem e dissimulam” a realidade. Nesta acepção, a ideologia leva a ajustar os fatos à teoria e não a teoria aos fatos, ou seja, é uma maneira de pensar que deturpa e ilude.

Nem sempre é óbvio se estamos perante o primeiro ou no segundo sentido de ideologia. Sucede por vezes que os adversários de uma ideologia no primeiro sentido (por exemplo, alguns socialistas quando criticam o liberalismo ou alguns liberais quando criticam o socialismo) a tentam reduzir ao segundo sentido.

E, em certos casos, são os próprios defensores de uma ideologia a fazer essa redução do primeiro ao segundo sentido: agarram-se tão cega e teimosamente aos seus ideais que estes se tornam meros preconceitos - ideias cristalizadas incapazes de explicar o mundo e as suas mudanças, repetidas com convicção e paixão mas de modo acrítico.

Poderemos dizer que “a marca segura de ideologia, tanto na ciência e filosofia como na política, é a negação de fatos óbvios” (McGinn, 2007, 63)."


Obras referidas:
- Blackburn, Simon (1997). Dicionário de Filosofia. Lisboa: Gradiva
- McGinn, Colin (2007). Como se faz um filósofo. Lisboa: Bizâncio.


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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

COMO LIDERAR UMA EQUIPE


Liderar nos dias de hoje é uma tarefa complexa, pois o líder atual necessita não só de habilidades técnicas para gerir colaboradores e equipes, mas também da capacidade de desenvolver seus liderados, atendendo expectativas pessoais e profissionais, alinhando com os interesses das organizações.

Profissionais inspiradores, motivadores, flexíveis, bons comunicadores, gerenciadores de conflitos, planejadores, estrategistas e sobre tudo desenvolvedores, são as particularidades encontradas em um bom líder, que deve saber conduzir, orientar e levar os colaboradores e equipes a desempenharem suas funções e alcançar os resultados esperados.

O Coaching é o método que auxilia líderes a potencializarem suas habilidades e capacidades em gerir e desenvolver pessoas, de modo a motivar constantemente seus colaboradores, e também visa à aceleração de resultados. Ao adotar a cultura de Coaching nas organizações, principalmente nas lideranças os processos de trabalho serão maximizados, pois o líder vai apresentar aos seus colaboradores uma visão ampla das atividades, delegar responsabilidades, motivá-los e conduzi-los, atingindo assim os resultados esperados em um curto espaço de tempo, atendendo tanto expectativas pessoais como profissionais.

Algumas dicas para liderar uma equipe:

Não seja muito formal, alivie as tensões do ambiente de trabalho, faça reuniões e encontros menos formais;

Elimine as burocracias, avalie tudo o que pode ser melhorado ou eliminado e agilize os processos de decisão;

Seja realista, encare as coisas de maneira imparcial, e considere todas as alternativas;

Seja simples, simplifique os processos de trabalho, ouça as opiniões dos colaboradores;

Encare as mudanças como oportunidades, aprendendo a lidar com o novo, estimulando a capacidade de antecipação e preparando sua equipe e colaboradores;

Desafie as tradições, descubra por que as coisas funcionam daquela forma na empresa, estimule os colegas a darem sugestões, não tenha medo;

Motive-os, demonstre como os esforços de cada colaborador estão ajudando a empresa, envie agradecimentos por e-mail para clientes e liderados;

Estimule as ideias, recompense as melhores e aposte em treinamentos contínuos, tanto técnico como de desenvolvimento humano;

Arrisque, não tenha medo de errar, dedique-se;

Gerencie menos, delegue a cada colaborador sua responsabilidade e deixe que ele desempenhe a atividade;

Envolva todos, seja participativo e estimule a participação de todos os envolvidos no processo;

Seja organizado, faça listas, use agenda, desenvolva planos de ação com objetivos, metas e prazos;

Tome decisões rápidas, não hesite ao tomar uma decisão, seja rápido e agilize os processos;

Prime pela qualidade;

Dê feedback, é de suma importância que colaboradores e equipes, tenham ciência dos resultados dos projetos, dos pontos fortes e dos pontos a serem melhorados para as próximas atividades;


E por último, mas não menos importante, celebre cada conquista com sua equipe.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

SEIS DICAS SOBRE COMO SE COMPORTAR EM UM ALMOÇO DE NEGÓCIOS




Almoços de negócios são grandes oportunidades para firmar parcerias e se aproximar do cliente. No entanto, apesar de ser uma ocasião menos formal que um encontro no escritório, as regras de etiqueta empresarial continuam sendo fundamentais.

Para ajudar o empreendedor em como se comportar em um encontro como esse, Fernanda Abreu, diretora de Pessoas, Projetos e Gestão do Instituto Aquila, consultoria de gestão avançada, listou seis dicas.

1.   Local: normalmente, quem indica o restaurante é o empreendedor. Se não houver indicação, escolha ambientes acolhedores e mais silenciosos, pois o barulho tende a atrapalhar a conversa. Atenção, também, aos gostos do cliente. Perguntar quais as preferências gastronômicas é uma ótima forma de evitar constrangimentos e deixá-lo mais à vontade. 

2.   Vestuário: fuja do exibicionismo. As mulheres podem combinar as cores da moda, mas sem exageros. Para os homens, a combinação de calça, meia e sapatos é essencial. Se a calça for escura, a meia também deverá ser deste tom. Se for bege, por exemplo, a meia terá esta cor e, o sapato será marrom. Combinações são questões de etiqueta. Se tiver dúvidas sobre usar ou não determinada peça de roupa, desista dela.

3.   Odores: acredite, perfumes e outros cheiros também podem se tornar empecilhos em um almoço de negócios. Tanto o excesso de perfume quanto o cheiro do cigarro são desagradáveis. Portanto, borrife um pouco da fragrância e controle a vontade de fumar antes da refeição.

4.   Bebidas alcoólicas: se o cliente oferecer, você pode aceitar, mas apenas beberique, desde que não vá dirigir após o almoço. É mais educado deixar o copo cheio do que o vexame de ficar embriagado.  

5.   Celulares: atender ligações na frente do cliente é muito deselegante. Mas, se precisar fazê-lo, peça desculpas ou avise logo no início que está aguardando um telefonema e que terá de atendê-lo. Não deixe o aparelho em cima da mesa e, se possível, guarde-o no bolso, desligado ou no modo reunião.

6.   Assuntos: quem guia a conversa é o cliente. Se ele o convidou para almoçar, é porque se interessa por seu trabalho. Espere, então, que demonstre isso. Talvez ele prefira iniciar a conversa profissional na hora do café, e não durante o prato principal.

Para Fernanda, o bom profissional sabe distinguir o cliente do amigo. “Não queira ser amigo do cliente. Uma coisa é estar próximo e ter empatia por ele, outra coisa é ser íntimo e falar sobre assuntos pessoais”, observa a executiva. Por último, concluído o encontro, se tiver dúvida sobre quem pagará a conta, lembre-se que o responsável será sempre quem fez o convite para reunião.




quarta-feira, 4 de setembro de 2013

ONDE ESTÃO OS FRACASSADOS?



“Quero fazer o seguinte”, disse eu, inocentemente ao meu orientador de Mestrado: “vamos pegar um grupo de empresas que deram certo em um setor e comparar com um grupo parecido de empresas que não deram certo. Então identificamos as diferenças”, continuei, do alto dos meus vinte e poucos anos. Meu orientador (que depois virou um grande amigo com o qual escrevi um livro) sorriu e respondeu: “tudo bem, mas onde você vai achar os perdedores?”

Sem saber, eu tinha acertado em cheio em um dos grandes problemas da Administração (e por que não, da vida em geral?). Pegamos os bons exemplos, vemos e estudamos o que fizeram certo, deciframos suas características, na esperança de fazer o mesmo e chegar a um nível de sucesso parecido.

Entre em qualquer livraria -- Quer saber? Nem as publicações científicas escapam disso -- e o que você vai ver são exemplos e mais exemplos de sucesso. Da última dieta da moda ao fulano que promete milhões na bolsa, de livros didáticos a biografias de presidentes e empreendedores famosos, a maioria esmagadora dos textos e estudos será sobre o sucesso.

Os fracassos são varridos, jogados fora, esquecidos. Muitas empresas dão errado sem causar impacto suficiente para serem estudadas ou para seus donos serem sequer encontrados. Mesmo em grandes empresas decadentes, a coleta de dados é difícil, praticamente impossível. Como já disseram, a vitória tem muitos pais, o fracasso, nenhum.

Para saber se uma dieta funciona, não basta mostrar apenas os casos que deram certo. É preciso estudar as pessoas que desistiram dela, incluindo possivelmente as que tiveram efeito diferente do esperado. No mundo das empresas isso é ainda mais complicado: pegue dois restaurantes extremamente parecidos, coloque um ao lado do outro. Em alguns anos um pode estar fazendo sucesso enquanto o dono do outro está em casa coçando a cabeça e tentando entender o que aconteceu. Há variáveis demais para se apontar dedos a esse ou aquele fator. Dizer que algo funciona de modo geral é mais difícil do que parece.

O que fazer então? Desistir de estudar técnicas promissoras? Jogar as mãos para o alto e parar de tentar?
Pelo contrário. A única opção é aceitar que somos incapazes de compreender a totalidade do mundo que nos cerca. Que o universo em que vivemos é tão complexo que a hora que aprendemos uma “técnica garantida”, a situação pode mudar e levar todo mundo para o buraco. Aceitar que não se pode prever o futuro. Podemos fazer estudos, desenhar cenários, estabelecer rotas, mas o que acontecerá amanhã, por definição, só ficará claro quando o sol nascer de novo.

Em minha experiência, é uma conclusão difícil de aceitar. Gostamos de respostas certas, de receitas, de métodos infalíveis para o sucesso em administração, saúde, relacionamentos, (insira aqui o que quer que seja). Infelizmente, não existe tal coisa.

Ou melhor, felizmente. Se todos os livros, receitas mágicas e conselhos estivessem certos. Que graça o mundo teria? O que podemos fazer é estudar, nos esforçar, aprender o máximo possível. E essa é a graça da coisa. Pensando bem, o que seria do amanhã sem as surpresas, os casos estranhos, aquelas coisas que nos pegam de repente, e nos deixam sem saber o que fazer?

  



terça-feira, 3 de setembro de 2013

CLASSIFICAÇÃO DOS ARQUIVOS QUANTO À ENTIDADE QUE O MANTÉM


De acordo com a entidade mantenedora, a bibliografia arquivística divide os arquivos em públicos ou privados.

Arquivos públicos: são aqueles mantidos pelos órgãos públicos em todas as suas esferas (federal, estadual e municipal) em todos os poderes (executivo, legislativo e judiciário). São ainda considerados arquivos públicos aqueles mantidos por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços públicos.

Arquivos privados: são aqueles mantidos por entidades privadas (pessoas físicas ou jurídicas).

QUANTO À NATUREZA DOS DOCUMENTOS QUE GUARDA 

Considerando as características dos documentos mantidos em um arquivo, podemos classificá-los em especiais ou especializados.

São arquivos especiais: aqueles que mantém sob sua guarda documentos de formas físicas diferenciadas e que, por isso, requerem medidas especiais quanto ao seu armazenamento, guarda e conservação.

Em resumo, são aqueles arquivos que guardam documentos que, se não forem conservados de maneira especial, terão sua conservação seriamente comprometidas em virtude de suas características físicas.

São exemplos de arquivos especiais:
- arquivo de fotografias;
- arquivo de CD´s;
- arquivo de disquetes;
- arquivo de microfilmes; e
- arquivo de fitas de vídeo

São arquivos especializados: arquivos que mantém sob sua guarda documentos de áreas específicas do conhecimento, ou seja, aqueles que não misturam assuntos diversos em seu acervo.

São exemplos de arquivos especializados:
- arquivos de engenharia;
- arquivos médicos;
- arquivos de imprensa;
- arquivos de arquitetura.

QUANTO À EXTENSÃO DE SUA LOCALIZAÇÃO


Esta classificação é utilizada para diferenciar os arquivos com relação ao local em que são instalados. Em geral, o arquivo pode ser instalado nos próprios setores que utilizam os documentos no dia-a-dia, quando são chamados de arquivos setoriais ou, quando conveniente para a instituição, pode ser instalado em um único local, recebendo os documentos provenientes dos diversos setores da instituição, quando é chamado de arquivo central/geral, por funcionar de forma centralizada.

Nos dois casos (setorial ou central), deverá existir uma unidade
de controle/coordenação centralizada, de forma que as atividades de
arquivo (normas, procedimentos e operações) sejam realizadas de
maneira padronizada.

QUANTO AO ESTÁGIO DE EVOLUÇÃO DE SEUS DOCUMENTOS


Quanto ao estágio de evolução dos documentos (ciclo de vida) os arquivos se classificam em: correntes (arquivos de primeira idade), intermediários (arquivos de segunda idade) e permanentes (arquivos de terceira idade).

Em geral, os documentos mais novos e mais utilizados serão conservados nos arquivos correntes, os documentos menos utilizados e que ainda não prescreveram serão armazenados nos arquivos intermediários e aqueles que, já tendo cumprido sua função administrativa, mas que devam ser conservados para preservar a memória (história) da instituição, serão armazenados no arquivo permanente.




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

OITO REGRAS PARA UM BOM ATENDIMENTO



Um bom atendimento é fundamental para o sucesso de qualquer instituição. Atendimento de qualidade é aquele que deixa o cidadão feliz e com vontade de voltar.

Os oito passos

Um dos segredos de um atendimento de qualidade é estabelecer um relacionamento com seus clientes/cidadãos. Mas como fazer isso? Certifique-se de que sua instituição está seguindo estas regras simples, e você verá o resultado da satisfação de sua clientela interna e externa.

  1. Atenda ao telefone - Se você não está perto do telefone, selecione alguém para fazer isso. Em último caso, utilize o serviço de “call forward”, que automaticamente transfere as ligações de um telefone para outro. Quem liga está sempre esperando falar com alguém, e não encontrar sempre uma mensagem gravada.
  2. Não prometa o que não pode cumprir - Confiança é uma das chaves para a fidelização e um bom relacionamento com o cliente/cidadão. Ele precisa saber que pode confiar no que você e sua instituição prometem.
  3. Escute com atenção seus clientes - Não há nada mais frustrante que perceber que o seu interlocutor não estava prestando atenção ao que você dizia. Certo? Pois isso se aplica também ao atendimento ao cliente/cidadão. Deixe o cliente falar a vontade e mostre que você está ouvindo, fazendo comentários sobre o que é dito. Faça perguntas complementares e sugira soluções.
  4. Saiba lidar com as reclamações - Ninguém gosta de ouvir reclamações, mas se você der atenção a quem reclama, certamente você tem muito mais chances de satisfazer o cliente descontente. Escute e tente solucionar o problema.
  5. Seja prestativo - Quando você mostra vontade de ajudar, sem interesse em ganhar alguma coisa em troca, é muito mais fácil conquistar as pessoas, ao perceberem que o bom atendimento é uma prática constante na empresa.
  6. Treine seus funcionários para serem sempre prestativos, atenciosos e bem informados - Você mesmo pode fazer isso, ou contratar alguém com experiência em treinamento de pessoal. Fale com os funcionários regularmente sobre bom atendimento e o que isso significa. Tão importante quanto isso é sempre oferecer informação sobre os acontecimentos da instituição para que eles estejam sempre preparados para responder às perguntas dos cidadãos.
  7. Vá um passo além - Se alguém entra em sua sala e pergunta se você pode ajudar a solucionar uma pendencia, não diga nunca “está logo ali”, e continue o que estava fazendo. Pergunte sobre suas demandas e faça o possível para satisfazê-lo. Se você quer atender bem, esse é o caminho.
  8. Faça alguma coisa extra - Faça mais do que é esperado de você. Pequenos gestos causam uma ótima impressão nos clientes/cidadãos e aumentam significativamente as chances de retorno.


Seguindo essas regras simples, sua instituição ficará conhecido como exemplo de atendimento de qualidade.

sábado, 31 de agosto de 2013

A DEMOCRACIA PLENA E O GOVERNO CORRUPTO


Parece que não restam dúvidas de que o assalto à democracia está em andamento acelerado. A inocente democracia desconsidera as falas de:

1. Jean-Jacques Rousseau: “O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado.”

A sociedade corrompe-se pelo conhecimento, e o homem é afastado das virtudes naturais em direção ao vício, e da felicidade em direção a miséria. Para que as pessoas da sociedade possam viver lado a lado, precisam das LEIS, que se tornam injustas na medida em que tiram do homem a inocência e a liberdade, para impor a injustiça e a escravidão.

2. Adam Smith: “O homem é um animal que faz barganha.”

O homem em parte por interesse próprio realiza barganha, e a barganha é realizada ao se propor um trato, que deveria ser de colaboração para um mundo melhor, e não de adulação ou atenção servil, para políticos de plantão.

3. Edmund Nurke: “A sociedade, é de fato, um contrato.”

O homem possuí necessidades que não consegue satisfazer, e por viver numa sociedade sustentável, as pessoas deveriam ajudar umas as outras, e não serem apenas fonte de fluxos de recursos para Governos, que raramente, estão comprometidos com o social.

4. Maurice Merleau-Ponty: “A fim de ver o mundo, temos de romper com nossa aceitação habitual a ele.”

Para o filosofo a nossa experiência é cheia de enigmas e contradições, e nossas suposições nos impedem de reaprender a examinar nossas experiências a fim de ver o mundo com os nossos olhos e não com os dos outros.

Tudo isto serve para compreender, que a Democracia representativa não é compatível com governos corruptos, e que a medida preventiva para esse mal passa pela percepção de que os atos praticados não podem mais serem aceitos com resignação, sem a reflexão sobre quais aspirações sociais o animaram, ou se estão inclinados em empobrecer a sociedade, diminuir a cidadania ou sacrificar pessoas em ações de desemprego e ou exclusão social, numa clara demonstração de poder, de quem perdeu o pudor e a respeitabilidade, por estar seguro que já colonizou as mentes da sociedade e possui a garantia dos grupos privados de quem protege e preserva.




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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

"CAPITAL ERÓTICO" GANHA IMPORTÂNCIA NA VIDA E CARREIRA


Além do capital humano, material e financeiro 
agora também surge o "capital erótico" nas 
corporações; - estudos confirmam que "beleza 
também põe mesa"; - sedução no mundo corporativo 
ganha um olhar mais acadêmico e prático.


O livro “Capital Erótico – Pessoas atraentes são mais bem sucedidas. A ciência garante” da cientista social e escritora Catherine Hakim, editado no Brasil pela best.business, tem provocado, além de muita curiosidade, debates, análises, descobertas e interrogações, tanto na vida social como corporativa.
Desde que em 1983 o sociólogo francês Pierre Bourdieu concluiu que os capitais econômico, cultural e social são os atributos pessoais que mais ajudam o indivíduo a se destacar, profissional e socialmente, nada de novo, neste campo do conhecimento, havia surgido.
Mas em 2010, Catherine Hakim surpreendeu o mundo com um quarto atributo, por ela designado como “capital erótico”. Descrito como um misto de beleza, charme, elegância e ‘sex appeal’.
Segundo a autora, estamos acostumados a valorizar o “capital humano”, como um conjunto de habilidades que envolvem qualificações, instrução e experiência para um bom desempenho profissional.
Mas ela considerou que todos estes indicadores são insuficientes para avaliar pessoas que obtém sucesso, tanto na vida social como profissional. Razão pela qual cunhou a expressão “capital erótico”, que leva em conta “a união de atrativos físicos e sociais que torna alguns homens e mulheres companhias agradáveis e bons colegas, atraentes para todos os membros de sua sociedade e, especialmente, para o sexo oposto.”
Considerando que o “capital erótico” é multifacetado, a autora desenvolveu seis elementos para o mesmo. A saber:
- A beleza sempre foi um elemento central, a despeito das variações culturais e temporais em relação ao que a constitui.
- Um segundo elemento é a atratividade sexual, que pode ser bastante diferente da beleza clássica. Ela tem a ver com um corpo sexy.
- O terceiro elemento é social, pois envolve graça, charme, capacidade de interação; a habilidade de conquistar pessoas, deixá-las felizes e à vontade, gerar interesse e, quando for apropriado, desejo.
- O quarto elemento é o dinamismo, um misto de boa forma física, energia social e bom humor.
- O quinto também é social, pois envolve o estilo de vestir, maquiagem, perfume, joias ou outros adornos, corte do cabelo e acessórios de uma forma geral.
- O sexto, e último elemento, é a própria sexualidade: competência sexual, energia, imaginação erótica, diversão e tudo o mais que compõe um parceiro sexualmente satisfatório.
Segundo Catherine Hakim, “para os homens, assim como para as mulheres, todos os seis elementos contribuem para definir o capital erótico. Sua importância relativa normalmente difere entre os sexos, e varia entre culturas e em diferentes séculos.”
No capítulo “A política do desejo”, a autora afirma que “mesmo em situações nas quais há pouco ou nenhum desequilíbrio de gênero no capital erótico, o déficit sexual masculino continua influenciando relações entre homens e mulheres, tanto na vida pública quanto na pessoal. O princípio do menor interesse e o excesso de demanda masculina por mulheres atraentes aumentam o valor do capital erótico feminino. O desequilíbrio no interesse sexual concede às mulheres uma enorme vantagem nos relacionamentos íntimos – caso reconheçam este fato.”
Embora a autora analise o fenômeno de uma forma bastante ampla, na perspectiva social, é possível observar o quanto todos estes fatores vêm ganhando importância no universo do mundo corporativo.
Afinal, boa parte do tempo de convivência, além dos relacionamentos mais intensos entre as pessoas, ambos ocorrem no mundo do trabalho. Condição em que o “capital erótico” emerge com muita facilidade.
O estudo também permitiu concluir que muitos profissionais, que se rotulam como “casados” com a carreira ou a empresa, e sem tempo ou habilidade para envolvimentos afetivos, tendem a se tornar clientes do “sexo pago” ou “garotas de programa”.
Manifestam claramente que o desejo erótico pode ser resolvido sem qualquer entrega afetiva, e, menos ainda, algum compromisso com um futuro compartilhado. Panorama este que pode ainda ser ampliado pelo crescimento dos relacionamentos virtuais, ou seja, sem qualquer envolvimento físico, mas apenas repleto de fantasias. À distância e preservado por “personagens” fictícios.
O livro merece ser lido pela seriedade, volume de informações, estilo agradável e mais ainda ao considerarmos o quanto o relacionamento humano vem se transformando neste século.


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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

COMO TORNAR UM LÍDER VERDADEIRAMENTE COMPETENTE


O cargo de liderança é cobiçado pela maioria das pessoas, haja vista, que o líder é aquele que ostenta poder e autonomia, sendo assim, as pessoas buscam constantemente uma oportunidade de adquirirem essa função dentro de suas organizações



Para que uma empresa tenha um resultado favorável, é imprescindível que a mesma conte com uma liderança competente. Em outras palavras, é a capacidade do líder que definirá se uma empresa terá ou não êxito perante o mercado.
Evidentemente um líder não nasce pronto, haja vista, que é necessário que o mesmo desenvolva inúmeras habilidades e competências, para que assim, ele possa fazer a empresa funcionar de maneira eficiente e eficaz.
Sabendo da importância que um líder possui para o sucesso e/ou fracasso de uma organização, elaborei 14 atributos que julgo serem importantes para que o líder consiga comandar eficazmente o ambiente interno e externo, confira:
1 – Paciência: um líder intolerante e intransigente terá sérios problemas em seu cotidiano, haja vista, que herdará constantemente um amontoado de enigmas que terá que decifrar, além de, obrigatoriamente, ter de lidar com as pressões do cargo. Sendo assim, é fundamental que ele tenha a capacidade de suportar pacientemente, as variáveis negativas que certamente virão em seus processos organizacionais.
2 – Foco: um líder precisa identificar claramente, qual é o alvo que a equipe deve trabalhar para atingir, mostrando o caminho e auxiliando-os, rumo ao final da estrada.
3 – Comunicação: a comunicação verbal e não verbal são imprescindíveis para que o líder consiga transmitir de forma clara a sua mensagem para os liderados. Além disso, a habilidade de ouvir e de gerar empatia, são fundamentais para que o líder possa ter a capacidade de identificar o que sua equipe está sentindo.
4 – Humildade: o líder não conseguirá causar influência em sua equipe se for soberbo e arrogante. Sendo assim, é fundamental que ele seja modesto e isento de orgulho, para que as pessoas possam reconhecê-lo como alguém que não se considera superior na organização.
5 – Competência interpessoal: um líder não sobrevive sem sua equipe, pois, sozinho, é impossível atingir os objetivos que a organização possui. Sendo assim, ele valoriza o todo, ou seja, quando há um erro, todos erraram e quando há um acerto, todos acertaram.
6 – Competência intrapessoal: a capacidade de lidar com as próprias emoções é uma das maiores habilidades que um líder deve possuir.  O equilíbrio interior auxiliará o líder a suportar com tranquilidade as pressões do dia a dia, evitando que o mesmo perca a razão e cause aborrecimentos.
7 – Atitude: um exímio líder possui iniciativa, ou seja, ele é hiperativo e busca seus objetivos com veemência, fazendo com que a apatia, a omissão e a falta de atitude, não façam parte de sua vida.
8 – Confiança: um líder precisa ser autoconfiante, para que ele possa passar essa energia (de que tudo vai dar certo) para os seus colaboradores, de modo que eles queiram segui-lo. Em outras palavras, a equipe precisa estar “fechada” com o líder, para que assim, a produtividade seja alcançada, gerando lucro para a empresa.
9 – Motivação: um líder precisa ter uma adrenalina constante correndo em suas veias e precisa passar ela para os seus liderados. A equipe, juntamente com o líder, deve ser bem humorada e disposta, para que as tarefas sejam executadas prazerosamente.
10 – Conhecimento: desenvolver e treinar continuamente, de modo a agregar novos conhecimentos e informações, objetivando uma melhoria contínua, é obrigação de qualquer líder, pois, o saber, é uma característica marcante daqueles que conduzem equipes.
11 – Habilidade para lidar com o caos: para provar conclusivamente que uma pessoa é reconhecidamente um líder, é necessário que ele resolva uma grande crise, pois, é através do caos e da desordem, que os verdadeiros líderes se destacam, transformando problemas complexos em soluções inteligentes.
12 – Antecipação: prever algumas situações que possam vir a ocorrer, também faz parte do rol de habilidades que o líder deve possuir. Em algumas situações é extremamente difícil surpreender o líder, haja vista, que ele busca pensar antecipadamente, gerando uma gama de informações que farão com que o mesmo possa montar estratégias pró-ativas, que farão com que ele aumente sua capacidade de tomar decisões corretamente.
13 – Capacidade para criar talentos: um verdadeiro líder, possui uma capacidade ímpar para desenvolver pessoas e principalmente, para identificar os talentos que estão ocultos sob o ponto de vista da maioria das pessoas. Em outras palavras, ele consegue lapidar as pessoas e retirar de seus âmagos, os atributos que até mesmo elas próprias desconhecem.
14 – Patriotismo: um líder que possui uma consciência evoluída, valoriza o seu país. Ele não é alienado e sabe que o crescimento da nação, influenciará positivamente o funcionamento de sua empresa.
Um líder verdadeiramente competente, possui a capacidade de mudar a vida de seus liderados, fazendo com que os mesmos desenvolvam suas habilidades e competências em prol do crescimento da organização, fazendo com que a mesma alcance a máxima eficiência.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A GESTÃO NA ÁREA SECRETARIAL



O secretário executivo é um profissional que está inserido nas organizações, atuando nas mais diversas áreas, tais como recursos humanos, financeira, comercial, marketing, contábil, recepção, além de atuar em cargos de assessoria e gestão, o que exige que este profissional conheça bem o empreendimento e entenda o papel de cada departamento para o todo da organização.

Mesmo com a profissão regulamentada (Lei federal número 7.377, adaptada pela Lei 9.261, de 10-01-1996), os secretários atuam no mercado de trabalho com outras nomenclaturas, como de coordenador, assessor, recepcionista, dentre outras. Isso ocorre devido há problemas que a profissão enfrenta como “a falta de um plano de carreira e o atrelamento à área em que trabalham. [...] Não existe promoção, e quem pertence ao setor de finanças de uma empresa, dificilmente, poderá ir secretariar um executivo da área de Recursos Humanos” (GUIMARÃES, 2001, p. 26). Tal visão, contudo, esta ideia pode ser considerada antiga e preconceituosa, eis que não raramente, nas organizações contemporâneas, secretários crescem de cargo e assumem até mesmo a gerência da empresa.

A profissão de secretariado vem passando por uma série de mudanças desde a sua origem. Este profissional “mudou sua imagem nas organizações ao deixar de ser elemento de apoio do ‘chefe’ e assumir [...] o desafio de introduzir novas metodologias no tratamento da informação” (LIMA, 2002, p. 447), deixou de ser um executor de tarefas para exercer funções criativas, com capacidade de opinar e decidir, preocupando-se com o todo da organização, com a produção, com a qualidade, com as pessoas e com os custos. Ainda é um negociador, programador de soluções, empreendedor, mostrando iniciativa, pró atividade, comprometimento e participando em inúmeras atividades no ambiente de trabalho. Nesta perspectiva, o secretário é um ser capaz de pensar estrategicamente, promover mudanças e não apenas cumprir/executar tarefas e ordens.

O profissional de secretariado também é um mediador de relacionamentos internos e externos, sendo que nessa condição ele tem a função de “assessorar a empresa e seus dirigentes a administrar a mudança e a rotina da mesma” (BÍSCOLI; CIELO, 2004, p. 12). Funciona como um elo entre o administrador e a equipe de trabalho, os clientes, os fornecedores, o governo, etc. Assim, com habilidade e conhecimento interage com pessoas, com processos de comunicação internos e externos da organização e com as expectativas da equipe de trabalho, mantendo-a motivada, buscando o crescimento contínuo e sabendo cuidar da relação com os clientes, pois eles são responsáveis pela saúde da organização em todos os sentidos. No entendimento de Natalense (1995, p. 24), o secretário “faz parte de uma equipe gerencial, com responsabilidade de assessorá-la, criando condições para que esta equipe alcance os resultados previstos”.

A evolução histórica e o reconhecimento da profissão especialmente nas duas últimas décadas permitem inferir que a carreira do profissional de Secretariado
Executivo está em ascensão. Essa profissão é uma das que mais cresce, pois é nas características do secretário executivo que os diretores encontram apoio e delegam atividades e decisões (HILLESHEIM; TORRES, 2006). Trata-se de um perfil multifuncional, desenvolvendo uma visão abrangente do cotidiano secretarial e organizacional e um conjunto de atividades diversificadas e que exigem conhecimentos de várias áreas, atividades estas repletas de imprevistos e que necessitam de soluções urgentes. A partir destas características, o secretário conquistou espaço no campo da  gestão.

Natalense foi pioneiro na afirmação de que o secretário executivo é um gestor. A autora considera funções básicas do gerente o planejamento, a organização e o controle dos recursos humanos e materiais visando o alcance dos resultados e atribui ao secretário o papel de planejar, organizar e controlar a infraestrutura de atuação gerencial, sendo necessário para assessorar um gerente conhecer as mesmas técnicas utilizadas por ele: “liderança, motivação, comunicação, negociação, criatividade” (1995 p. 25-26). Essas funções são comuns no cotidiano secretarial, pois as atividades exigem a utilização das mesmas de modo constante.

Na concepção de Natalense (1995), o gerente e o secretário têm papéis diversos, o primeiro tem a obrigação de gerenciar pessoas e materiais e o segundo dá apoio e condições para a tomada de decisão do gerente. Atualmente, contudo, o secretário executivo, por ter conhecimentos e competências gerenciais, também toma decisões próprias e importantes para o alcance dos objetivos organizacionais.
O gestor secretarial é, na concepção de Rodrigues (2004, p. 178), “um agente transformador de insumos, para a obtenção dos resultados esperados pelos clientes”.

Nesse processo, desenvolve as funções gerenciais e as operacionais, o que indica, mais uma vez, que o secretário executivo é um gestor. Durante (2008, p. 3) explica que:

O secretário projeta ações, delineia objetivos, define prioridades e prazos e a metodologia a ser dotada na ação, por conseguinte, pratica o planejamento, o qual é essencial em sua rotina para evitar desperdícios de tempo, recursos e pessoas e reduzir imprevistos. A organização das atividades, do departamento e da empresa como um todo também é realizada [...] A direção é percebida no cotidiano do secretário na medida em que ele media os relacionamentos entre os diferentes stockholders, orienta e motiva sua equipe de trabalho na busca de objetivos. O controle é ainda mais presente: das informações, dos documentos, dos desempenhos, dos recursos, dos processos, dos gastos, das receitas...

As atribuições iniciam com as funções clássicas da administração, de planejamento, de organização, de liderança e de controle, mas não se restringem a elas, especialmente nas organizações contemporâneas voltadas ao conhecimento e a aprendizagem. Nestas, o gestor secretarial também assume o papel de auxiliar as pessoas a aprenderem, questionarem seus modelos mentais, ampliarem seus conhecimentos e gerenciar esse conhecimento individual para que sejam incorporados nas estratégias produtos e serviços do negócio (DURANTE, 2008).

Para melhor compreender a inserção das atividades e funções de gestão no cotidiano secretarial, foi realizado um levantamento de dados com profissionais da área secretarial. Os procedimentos metodológicos adotados e os resultados obtidos são descritos na sequência.


ARTIGO: A GESTÃO SECRETARIAL NO CENÁRIO ORGANIZACIONAL CONTEMPORÂNEO
Adriane Lasta; Daniela Giareta Durante


REFERÊNCIA

GUIMARÃES, Márcio E. O livro azul da secretária moderna. 19. ed. Ver. e atual. São Paulo: Érica, 2001.

LIMA, Solange F.; CARVALHO Pires de; GRISSON, Diller (orgs). – Manual do Secretariado Executivo. 5ª ed. Ver. e atual. São Paulo: D’livros, 2002.

BÍSCOLI, Fabiana R. V.; CIELO, Ivanete D. Gestão organizacional e papel do secretário executivo. Revista Expectativa. Toledo: Edunioeste, vol. 03, nº. 03, p. 11-19, 2004.

NATALENSE, M. Liana C. Secretária Executiva: Manual Prático. São paulo: IOB, 1995.

HILLESHEIM, S.L; TORRES, A. C. A atuação profissional dos secretários no mercado contemporâneo em Uberaba/MG. Fazu em Revista, Uberaba, n. 3, p. 126-131, 2006.

DURANTE, Daniela G. et al. Práticas de Gestão em Empresa Familiar: Desafio da Conciliação entre Competitividade e Humanização. V EnEO - Encontro de Estudos Organizacionais. Belo Horizonte: ANPAD, 2008.


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terça-feira, 27 de agosto de 2013

O DESAFIO DA EXCELÊNCIA PROFISSIONAL



Na atualidade não se fala mais em bons profissionais, mas em profissionais que estão em um patamar de excelência. Esses são os que podem escolher cargos e que estão na mira das grandes e importantes empresas. Mas o que seria excelência? Que prerrogativas farão parte dessa condição? É certo que, excelência não é perfeição, mas o estar aberto para buscar uma capacitação crescente, através da qual possa desenvolver conhecimentos, competências, habilidades, valores e atitudes.

Na perspectiva dos conhecimentos, o bom profissional deve ter abertura para construir novos e potencializar os já adquiridos. Para tanto, é necessário uma formação dinâmica e continuada na área especifica de sua atuação; conhecimentos do comportamento humano; conhecimentos sobre liderança; e conhecimento geral sobre o mundo, que o possibilite estar bem informado e atualizado, em um contexto de rápidas transformações como o da época presente.

No que diz respeito às competências e as habilidades a estas relacionadas, é importante registrar que pelo menos três competências são essenciais: competência pessoal, competência social e competência técnica.
Ao nos referirmos a competência pessoal, falamos da capacidade de conhecer os próprios estados interiores, preferências, recursos e intuições. A essa competência estão ligadas as habilidades de autocontrole, percepção emocional, confiabilidade e engajamento em novos projetos.

A competência social é a capacidade de lidar com os relacionamentos.  A esta se ligam às habilidades de comunicação fluente, liderança democrática, catalisação de mudanças, gerenciamento de conflitos, capacidade de trabalhar em equipe.

Por fim a competência técnica, imprescindível ao exercício profissional por se relacionar diretamente com o fazer próprio da profissão. A competência técnica tem como base o conhecimento adquirido na formação profissional e acontece quando o currículo é adequado à função exercida; o profissional tem essa competência quando acima de tudo, está atualizado. A esta competência se relacionam as habilidades de utilizar conhecimentos, adotar métodos, utilizar técnicas e operar equipamentos necessários para o desempenho de tarefas especificas.

Quando nos referimos aos valores, temos em mente que um profissional que busque a excelência não pode eximir-se de cultivar virtudes como: humildade, confiabilidade, responsabilidade, ética, integridade e alteridade.

Nessa trilha de excelência é importante também ter atitude, que é uma maneira organizada de pensar, sentir e agir. Não se limitando a ação como pensa o senso comum. O profissional que busca a excelência tem atitude empreendedora, é proativo, persistente, otimista, disciplinado, criativo e adaptável.

Ao equacionarmos conhecimentos, competências, habilidades, valores e atitudes, achamos certamente, o patamar de excelência tão almejado. Mas ao contrário do que se possa pensar, buscar ser um profissional de excelência parece ser um desafio muito mais prazeroso, que difícil.

por Kézia Cortez 


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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

DICAS PARA FAZER UM TCC NOTA 10


Para muita gente, o grande vilão do ensino superior é o Trabalho de Conclusão de Curso. No entanto, com método e dedicação, você vai perceber que esse caminho não é tão difícil de percorrer.

Quem já foi aprovado no vestibular, muito provavelmente ouviu da família ou de uma ex-professora, ainda na comemoração da conquista, algo mais ou menos assim: "Parabéns! Mas, olha, entrar na faculdade é fácil. Difícil mesmo é sair!".

Durante os três primeiros dos quatro anos que passou no curso de Publicidade e Propaganda, a pernambucana Virgínia Ramos nunca conseguiu entender muito bem o que haveria de ser tão complicado na graduação, como lhe advertiram ainda no Ensino Médio. Afinal, foi morar fora de casa, tornou-se mais independente, conheceu gente nova e – principalmente – não teve mais que fazer exames de Física, Química e Biologia!

Uma hora, entretanto, a situação se complicou. "No sexto período, comecei a cursar a disciplina do projeto. De lá até a apresentação do trabalho final foi só estresse. No fim, o curso foi ficando cansativo e ninguém aguentava mais. Todo mundo só queria saber de sair da faculdade logo", conta a publicitária.

O tal projeto a que Virgínia se refere é uma espécie de estudo preliminar que, na maioria das instituições de ensino, os estudantes precisam produzir antes de realizar o temido Trabalho de Conclusão de Curso, mais conhecido como TCC. Essa fase, ao contrário do que a maioria pensa, pode ser menos martirizante. Fácil, evidentemente, não será. Mas, com a ajuda de algumas regras básicas, diversos obstáculos podem ser evitados, deixando o caminho a ser percorrido mais tranquilo.



Primeiros passos


Se o trabalho começa bem, é provável que também termine bem. Por isso, antes de começar a produzir o TCC, duas tarefas são fundamentais: definir um tema e preparar um bom projeto, que sirva – de fato – como um guia. Nele deverão estar especificadas questões importantes, como o assunto, os objetivos e o cronograma de atividades.

Para preparar o projeto, no entanto, é preciso definir o tipo de trabalho que será realizado. Dependendo do curso e da instituição de ensino, o TCC pode ser uma produção científica, uma atividade prática ou um estudo de caso. O professor Gildásio Mendes Filho, coautor do livro "Como fazer monografia na prática", lembra que "há uma confusão muito grande nas instituições, porque cada curso tem a sua regra para a realização de TCC". Por esse motivo, é importante que o aluno se certifique dos padrões exigidos por sua faculdade, sob o risco de ter, no futuro, que voltar ao estágio inicial por inadequação às regras.

Escolhido o tipo de trabalho, a próxima tarefa é definir o tema. Esse passo é simples, porém, delicado. Decidir o que abordar leva pouco tempo, mas uma má decisão pode atrapalhar bastante o andamento da produção. "Se a escolha do tema é bem-feita, o trabalho acontece de maneira suave, sem obstáculos, e o seu desenvolvimento passa a ser bem mais agradável", afirma a professora Raquel Polito no livro "Super dicas para um Trabalho de Conclusão de Curso nota 10".

A autora lembra ainda que ter interesse real no assunto a ser abordado facilita a realização da tarefa. "Muitas vezes, ficamos horas pensando em um tema genial e nos esquecemos de que não existe a menor relação entre ele e a área de estudo em que estamos inseridos", afirma Raquel.

A formulação de um problema do qual se possa partir é outro pré-requisito muito importante. De acordo com o professor Antônio Carlos Gil, autor do livro "Como elaborar projetos de pesquisa", fazer-se perguntas é fundamental. "De modo geral, inicia-se o processo da pesquisa pela escolha de um tema, o que, por si só, não constitui um problema. Ao formular perguntas sobre o tema, provoca-se sua problematização", afirma.

O último passo dessa fase prévia é a escolha do orientador. Aqui, o conselho de Gildásio é optar pelo professor da disciplina em que o assunto definido se encaixa. "Se, por exemplo, um aluno vai fazer um trabalho em Microeconomia e escolhe um professor que é especialista em Macro, ele vai ter dificuldades porque o professor pode não ter segurança para orientar", explica.

Afinidade pessoal também é um ponto a ser levado em conta na hora de escolher o orientador. Mas Gildásio lembra que isso não deve ser mais importante do que a competência. "Quando eu estava fazendo minha dissertação de mestrado, lembro que fui apresentar meu projeto ao professor e ele simplesmente o rasgou bem no meio e me disse: 'leva a metade e faz o teu projeto'. Na hora, eu me senti agredido. Mas depois refleti e vi que, antes, eu havia mesmo sido muito prolixo", conta o professor.

Mão na massa

Com tema, projeto e orientador definido, a hora é de arregaçar as mangas e começar a trabalhar. Nessa fase, organizar o tempo é fundamental, principalmente nos casos em que é necessário dividir o dia entre os estudos e uma atividade profissional.

"Um bom início para o desenvolvimento do seu trabalho é imaginar como ele será realizado até o final. Antes de começar a escrever os textos, vislumbre como será o sumário. Considere todos os pontos que você deseja abordar. Por mais que esse sumário seja alterado, ele será o seu fio-condutor e você terá um raciocínio lógico a seguir", explica Raquel Polito.

Durante a produção do texto, também é importante prestar atenção em quesitos técnicos como ortografia, coesão entre as distintas partes e adequação às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Essas regras determinam como o trabalho deve ser organizado por meio de indicações para o uso de citações e a apresentação das referências bibliográficas, por exemplo.

Trabalhar com uma metodologia bem definida é outro facilitador na produção do TCC, principalmente quando é necessário fazer um estudo mais aprofundado. Como explica o professor Antônio Gil, "a pesquisa é desenvolvida mediante o concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos".

Apresentação

Texto pronto. Acabou? Ainda não. Vem aí o “gran finale”, que é a apresentação. Não vamos dizer aqui para não ficar nervoso. Afinal de contas, esse é um momento importantíssimo na vida de qualquer pessoa. A banca entenderá a ansiedade e qualquer professor com o mínimo de bom senso sabe da tensão que envolve uma defesa. O nervosismo exacerbado, entretanto, pode dificultar sua exposição e passar aos avaliadores uma impressão errada sobre o seu trabalho.

Montar um roteiro em uma apresentação de Power Point ou mesmo em um papel já ajuda. É importante, porém, estar ciente de que aquilo é apenas um guia. Simplesmente ler o que está escrito vai aparentar falta de domínio sobre o trabalho e insegurança. Outra dica é treinar. "Até hoje, eu planejo minhas palestras, calculo o tempo e falo para mim mesmo. E aí eu vejo como posso ampliar ou reduzir", conta o professor Gildásio.

Depois da apresentação, é comum que a banca faça perguntas. Respondê-las de forma satisfatória vai influenciar bastante na sua nota. Diante de críticas, escute e saiba reconhecer suas falhas. Caso discorde, posicione-se com argumentos sólidos e não recorra a subterfúgios emocionais, pois, não tenha dúvida: naquele momento, o que interessa é apenas o que você fez.

E, se você fez tudo direitinho, é só comemorar!

COMO DEFINIR UM TEMA

Passo 1 – Definir a grande área com a qual você tem afinidade: por exemplo, Marketing.
Passo 2 – Escolher uma vertente da grande área com a qual você mais se identifica, levando em conta a relevância e a viabilidade de realização do trabalho: Marketing de Guerrilha.
Passo 3 – Delimitar um contexto específico para trabalhar o tema: mercado digital.
Passo 4 – Definir uma abordagem: O uso do Marketing de Guerrilha na construção de novas marcas no mercado digital. 

http://www.administradores.com.br/noticias/academico/como-fazer-um-tcc-nota-10/49058/




domingo, 25 de agosto de 2013

"A CERCA DE" X "HÁ CERCA DE" X "ACERCA DE"

A cerca de x há cerca de x acerca de

Nossa, que confusão! Mas não se preocupe, visto que todos possuem significados diferentes, é só ter em mente a grafia!
 A cerca de significa a uma distância de:
Itajaí fica a cerca de oitenta quilômetros de Florianópolis.

Há cerca de é a mesma coisa que Faz aproximadamente:
Conheço Elisa há cerca de sete anos.

Já acerca de significa a respeito de:
Durante o almoço, falamos acerca de o sujeito ser fruto do ambiente em que vive.

Até que não é tão complicado assim, não é?