ACIMARLEIA CORREIA
No cenário corporativo atual, as informações são o
ativo mais valioso de uma organização. Entretanto, saber gerenciar dados
estratégicos não se limita a técnicas ou sistemas. Envolve, sobretudo, pessoas
— e é nesse ponto que a Inteligência Emocional (IE) se torna um
diferencial indispensável.
O profissional de Secretariado Executivo, ao lidar
diariamente com decisões confidenciais, relatórios e comunicações sensíveis,
precisa muito mais do que competência técnica. É necessário equilíbrio
emocional, empatia e autocontrole para lidar com pressões,
conflitos e demandas urgentes sem comprometer a precisão das informações ou a
confiabilidade de sua atuação.
Desenvolver inteligência emocional no gerenciamento
de informações estratégicas significa:
- Reconhecer e regular as próprias emoções
antes de agir, evitando decisões precipitadas.
- Compreender as emoções dos outros,
facilitando o diálogo entre líderes, equipes e setores.
- Manter o foco e a serenidade,
mesmo diante de sobrecarga informacional.
- Proteger a confidencialidade com
responsabilidade e sensibilidade ética.
A junção entre racionalidade analítica e sensibilidade
emocional é o que transforma o secretário executivo em um agente
estratégico confiável, capaz de interpretar o contexto, antecipar
necessidades e fortalecer a governança informacional da instituição.
Em tempos em que a tecnologia processa dados em
segundos, o verdadeiro diferencial humano está em como reagimos, decidimos e
comunicamos. E é exatamente aí que a inteligência emocional faz toda a
diferença.
