sábado, 26 de julho de 2014

ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA




Por Caroline Faria


A administração científica é um modelo de administração criado pelo americano Frederick Winslow Taylor no fim do século XIX e início do século XX e que se baseia na aplicação do método científico na administração com o intuito de garantir o melhor custo/benefício aos sistemas produtivos.

Taylor procurava uma forma de elevar o nível de produtividade conseguindo que o trabalhador produzisse mais em menos tempo sem elevar os custos de produção. Assim, ele observou que os sistemas administrativos da época eram falhos. A falta de padronização dos métodos de trabalho, o desconhecimento por parte dos administradores do trabalho dos operários e a forma de remuneração utilizada foram as principais falhas estudadas por Taylor.

Assim, em 1903, ele publica o livro “Administração de Oficinas” onde expõe pela primeira vez suas teorias. Taylor propõe a racionalização do trabalho por meio do estudo dos tempos e movimentos. O trabalho deveria ser decomposto, analisado e testado cientificamente e deveria ser definida uma metodologia a ser seguida por todos os operários com a padronização do método e das ferramentas.

Os operários deveriam ser escolhidos com base em suas aptidões para a realização de determinadas tarefas (divisão do trabalho) e então treinados para que executem da melhor forma possível em menos tempo. Taylor, também, defende que a remuneração do trabalhador deveria ser feita com base na produção alcançada, pois desta forma, ele teria um incentivo para produzir mais.

Princípios da Administração Científica

Em seu segundo livro “Principles of Scientific Management” (Princípios de Administração Científica), publicado em 1911, Taylor apresenta seus estudos, porém com maior ênfase em sua filosofia, e introduzem os quatro princípios fundamentais da administração científica:

• Princípio de planejamento – substituição de métodos empíricos por procedimentos científicos – sai de cena o improviso e o julgamento individual, o trabalho deve ser planejado e testado, seus movimentos decompostos a fim de reduzir e racionalizar sua execução.

• Princípio de preparo dos trabalhadores – selecionar os operários de acordo com as suas aptidões e então prepará-los e treiná-los para produzirem mais e melhor, de acordo com o método planejado para que atinjam a meta estabelecida.

 Princípio de controle – controlar o desenvolvimento do trabalho para se certificar de que está sendo realizado de acordo com a metodologia estabelecida e dentro da meta.

• Princípio da execução – distribuir as atribuições e responsabilidades para que o trabalho seja o mais disciplinado possível.

A teoria proposta por Taylor e que causou uma verdadeira revolução no sistema produtivo seguiu sendo aperfeiçoada ao longo dos anos apesar das críticas e é sem dúvida alguma a precursora da Teoria Administrativa. Contribuíram para o desenvolvimento da administração científica: Frank e Lilian Gilbreth que se aprofundaram nos estudos dos tempos e movimentos e no estudo da fadiga propondo princípios relativos à economia de movimentos; Henry Grant que trabalhou o sistema de pagamento por incentivo; Harrington Emerson que definiu os doze princípios da eficiência; Morris Cooke que estendeu a aplicação da administração científica à educação e às administrações públicas; e Henry Ford que criou a linha de montagem aplicando e aperfeiçoando o princípio da racionalização proposto por Taylor.

As principais críticas a administração científica (AC) de Taylor são:

• Para os críticos a AC transformou o homem em uma máquina. O operário é tratado como apenas uma engrenagem do sistema produtivo, passivo e desencorajado de tomar iniciativas.

• A padronização do trabalho seria mais uma intensificação deste do que uma forma de racionalizar o trabalho;

• A superespecialização do operário facilita o treinamento e a supervisão do trabalho, porém, isso reduz sua satisfação e ele adquire apenas uma visão limitada do processo;

• A AC não leva em conta o lado social e humano do trabalhador. A análise de seu desempenho leva em conta apenas as tarefas executadas na linha de produção;

• A AC propõe uma abordagem científica para a administração, no entanto, ela mesma carece de comprovação científica e teve sua formulação baseada no conhecimento empírico;

• A AC se restringe apenas aos aspectos formais da organização não abrangendo por exemplo o conflito que pode haver entre objetivos individuais e organizacionais;

• A AC trata da organização como um sistema fechado sem considerar as influências externas.




Fontes
COELHO. José Márcio; GONZAGA. Ricardo Martins; Administração Científica de Taylor: O Homem do Tempo. Acessado em:http://www.administradores.com.br/producao-academica/administracao-cientifica-de-taylor-o-homem-do-tempo/318/
LLATAS. Dra. Maria Virginia; Administração Científica de Taylor. Acessado em: Administração Científica de Taylor.ppt



sexta-feira, 25 de julho de 2014

MARKETING PESSOAL DE EXCELÊNCIA, PONTOS-CHAVE



Percorrer o caminho do desenvolvimento pessoal através do marketing pessoal proporciona-lhe um conjunto de mais-valias tanto para a sua vida privada como para a sua vida profissional, podendo, por exemplo, enfrentar as suas entrevistas de emprego de forma mais optimista e criando com todos os que contatam uma empatia que está muito além de tudo o que já vivenciou.

Tornar-se um perito em marketing pessoal significa tornar-se uma pessoa com valor acrescentado, podendo a partir desse ponto influenciar e ajudar todos os que o rodeiam para obter tudo o que deseja. O marketing pessoal de excelência pode ser resumido em dez pontos base.

Optimismo: Saber aceitar críticas, ser positivo, ter a percepção dos aspectos positivos de todos os desafios.

Integridade: Ser ambicioso dentro dos limites de crescimento, sempre sem prejudicar nem enganar ninguém.

Maturidade: Saber fazer uma boa gestão de conflitos sem criar novos desafios ou desequilíbrios.

Empatia: Saber Valorizar o trabalho de parceiros ou colaboradores, reconhecer o mérito dos outros e saber aprender com eles.

Paciência: Ter sentido de oportunidade, saber proporcionar as oportunidades no momento certo.

Espírito de equipa: Disponibilizar a sua ajuda sem que seja necessário solicitar, preocupar-se que o trabalho dos outros também seja bem sucedido.

Visão: Ter a percepção clara do que faz e a razão pela qual está a fazer. Proporcionar melhorias e soluções inteligentes no seu trabalho e no dos colegas.

Visibilidade: Disponibilizar-se como voluntario para apresentações de trabalhos, projetos e tarefas eu possam ser um bom desafio de crescimento.

Solidariedade: Saber parar e disponibilizar-se para ajudar os outros quer no trabalho quer na sua vida pessoal.

Liderança: Ser uma boa influência sempre sobre os colegas e criar um clima confiança em torno de si de forma a que os outros o procurem para encontrar soluções.

Quando decidir dar início ao seu plano de marketing pessoal toda a sua vida mudará, e você nunca mais será o mesmo. Comece já hoje a traçar a sua estratégia de marketing pessoal para obter da vida tudo aquilo que sempre sonhou.



http://marketingpessoal.org/128-marketing-pessoal-excelencia/



quinta-feira, 24 de julho de 2014

QUAIS AS SUAS COMPETÊNCIAS? FORÇAS E FRAQUEZAS? ESTRATÉGIA DE MARKETING PESSOAL



As áreas vivenciais ou de conhecimento que podem representar uma mais valia para uma estratégia de marketing pessoal têm um papel fundamental no grau de sucesso da estratégia. Áreas que podem ser tidas como forças ou oportunidades de melhoria. É fundamental fazer a avaliação de cada uma destas áreas importantes para o processo de criação de uma estratégia de marketing pessoal.

Veja então as diferentes áreas de competências que definem as suas forças ou fraquezas:

Apresentação

  • Como sente o impacto da sua imagem perante os que o observam?


Conhecimentos

  • Seja no trabalho, família, amigos ou faculdade, em que áreas/atividades/ conhecimentos sobressai perante os demais?
  • Em que atividades se sente completamente seguro de si, que domina bem? Haverá possibilidade de desenvolver esses seus conhecimentos em atividades diferenciadas?


Finanças

  • O que representa para si o dinheiro?
  • Qual a sua ligação com o dinheiro?
  • É uma pessoa que gasta tudo, que gosta de manter as finanças equilibradas? Ou gasta menos do que o que ganha e até consegue ter algumas economias?
  • É uma pessoa impulsiva na forma que gasta o dinheiro? Ou pensa muito antes de investir as suas economias?
  • Quais os seus parâmetros quando faz as suas compras? Tem funcionado?
  • Sente-se feliz com a sua situação financeira atual, tendo em conta a relação receita/despesa?


Organização e Trabalho

  • Acha-se uma pessoa dinâmica e produtiva?
  • É uma pessoa com iniciativa ou esta sempre à espera que lhe deem ordens?
  • Precisa melhorar suas técnicas de organização?
  • Costuma ser cumpridora com prazos e compromissos assumidos?
  • O seu método organização é funcional e responde a todas as suas necessidades?


Relacionamentos

  • Qual o impacto que causa nos outros?
  • Sente que atrai a presença das pessoas, ou sente que o evitam?
  • Tem facilidade em fazer e manter amizades?
  • Como é conhecido pelas outras pessoas?
  • Como avalia os seus relacionamentos?
  • Costuma aprofundar as amizades ou apenas tem conhecidos?
  • Como está seu relacionamento com as pessoas mais próximas?


Saúde

  • Tem algum cuidado com o seu bem estar e saúde? Cede facilmente quando sujeito a muito stress?
  • Você está satisfeito com a sua saúde em geral?
  • Alguma mudança que gostaria de fazer?

Cidadania e voluntariado


  • É apenas uma pessoa crítica ou tem iniciativas de mudança e melhoria como individuo?
  • É uma pessoa altruísta?
  • Nas suas atitudes tem em conta o impacto que terão sobre os outros?
  • Como contribui para que a nossa sociedade seja cada vez melhor?
  • Sente-se feliz pela sua forma de agir perante os que o rodeiam?
  • Participa de forma cativa e manifesta-se em relação aos assuntos e decisões que influenciam sua vida e a das outras pessoas? Ou apenas critica.


Conhecer melhor as suas competências permite-lhe definir claramente onde se encontram as suas forças, aquilo em que é realmente acima da média podendo obter mais valias para a suas vida oriundas dessas características especiais da sua personalidade.

Tal como têm muito a ganhar sabendo onde estão as suas mais valias, descobrir e aceitar as suas fraquezas, poderá ser bem mais importante para si. Por norma os bloqueios no seu sucesso encontram-se ligados aquelas coisas que você não gosta e têm bastantes dificuldades em lidar.

Aprender a desbloquear as suas fraquezas pode ser tudo o que lhe falta para atingir o seu sucesso, mas para isso terá de as aceitar abertamente. Por tudo isto é de uma importância vital para a sua estratégia de marketing pessoal descobrir e aceitar as suas forças e fraquezas de forma a beneficiar de ambas.



http://marketingpessoal.org/87-competencias-forcas-fraquezas/





quarta-feira, 23 de julho de 2014

PLANO DE MARKETING PESSOAL, 10 RAZÕES PARA COMEÇAR O SEU



Nos dias que correm torna-se cada vez mais obvio e essencial a necessidade de uma gestão pessoal e profissional como uma forma de promoção. No entanto, poucos são aqueles que realmente conseguem transformar a sua atitude e esta convicção em uma atitude prática com resultados.

Assim apresentamos aqui 10 razões fundamentais para motivar a desenvolver um plano de Marketing pessoal:

1ª O todo vale mais que a soma das partes

Um plano de marketing é como um cocktail, fácil de elaborar e os seus ingredientes juntos dão um resultado bem mais apreciado como um todo.

2ª O impacto na vida social e profissional

Ter um plano estratégico de promoção pessoal é uma forma eficaz de aumentar a probabilidade de obter melhores resultados nos seus objetivos e realizações sejam elas pessoais ou profissionais.

3ª Um impulso extra

Estar bem preparado e bem estruturado mais facilmente poderá passar à frente de outros elementos concorrentes da área profissional a que pretende propor.

4ª Preparado para os desafios

Se tornar o Marketing pessoal estará sempre apto e cada vez mais bem preparado para enfrentar os desafios pessoais e profissionais.

5ª Estar preparado para as oportunidades

O marketing pessoal cria novas oportunidades pessoais, e novas oportunidades de negócios, geralmente, significam mais dinheiro. Então, tudo depende apenas de si.

6ª A criação de relações

Um plano de organização pessoal e marketing implica a conquista de novos ciclos de amizade, o que a curto ou longo prazo irá ser uma mais valia na sua vida pessoal e profissional. Todas estas questões podem criar uma nova perspectiva de prazer, satisfação e realização.

7ª Reconhecimento pelo valor obtido

O esforço de organização, mais uma boa estrutura suportada nos estudos e formação complementar, assim como a boa experiência profissional podem trazer um positivo reconhecimento pessoal, social e profissional.

8ª Estatuto

O sucesso pessoal e profissional e respectivo reconhecimento facilmente se traduzem em estatuto social.

9ª A conquista dos sonhos “impossíveis”

Para além da realização como pessoa e como profissional, poderá estar a caminho e bem perto da realização dos seus sonhos pessoais, dos seus sonhos de viagens e de muitos outros sonhos, até então impossíveis, poderão ser conquistados através do sucesso obtido com o marketing pessoal.

10ª Realização como um todo

A realização profissional é um elemento fundamental na realização como pessoa, quando conquistada promove uma sensação de fantástica de poder e satisfação. É como subir mais alto na montanha da realização e conquistar um lugar de sucesso. Inicie agora o seu processo pessoal de Marketing pessoal e seja a chave do seu sucesso.

Um plano de marketing pessoal é algo fácil de ser implantado, na realidade, trata-se de um conjunto de mudanças de atitudes, de ações e ferramentas que, se utilizados em conjunto, ajudam a promover uma vida de sucesso de acordo com os seus padrões de felicidade. Não espere pela altura certa ou pelas circunstâncias adequadas, comece já hoje a delinear o seu plano de marketing pessoal.


http://marketingpessoal.org/49-marketing-pessoal-10-razoes/





segunda-feira, 21 de julho de 2014

VOCÊ SABE ADMINISTRAR CONFLITOS? FAÇA O TESTE



Conflito vem do latim conflitos que significa choque entre duas coisas, embate de pessoas, ou grupos opostos, que lutam entre si. É um estado antagônico de ideias, pessoas ou interesses

Tecnicamente falando, administrar conflitos é chegar a um acordo final que seja satisfatório para as partes envolvidas onde os dois lados foram ouvidos e respeitados. Para que isso aconteça são utilizadas estratégias e táticas específicas para cada situação.

Aqui estão 20 afirmações sobre administração de conflitos, com as quais você pode, ou não, concordar. Responda a essas afirmações levando em conta como você realmente age e pensa sobre o assunto, e não como você acha que seria a forma ideal.

C = CONCORDO            D= DISCORDO
                                                                                                         
1 – O relacionamento com os colegas de trabalho não é importante, contanto que o meu trabalho seja feito com habilidade e competência.

C         D

2 – Os preconceitos (de religião, raça, idade, sexo, classe social etc.) contribuem consideravelmente para condicionar grande parte de nossas atitudes e juízos.         

C         D

3 – Nem sempre os conflitos organizacionais podem ser resolvidos satisfatoriamente.

C         D

4 – Ao lidar com conflitos, acredito que apontar culpados e lavar a “roupa suja” é mais importante do que analisar fatos e buscar soluções.                                        

C         D

5 – Reconhecer diante dos outros que você estava errado pode comprometer a sua imagem profissional.                                                                                    

C         D

6 – Todo e qualquer conflito é negativo.                                                                                        

C         D

7 – O local e o momento em que o assunto é tratado influem muito no resultado positivo ou negativo de um conflito.                                                                             

C         D

8 – Não intervir num conflito é uma medida acertada, pois muitas vezes os conflitos
se resolvem sozinhos.                                                                                          

C         D

9 – Alguns conflitos podem até ajudar a formar relacionamentos positivos no futuro.                     

C         D

10 – Num departamento em que as metas e interesses de uma pessoa ou grupo interferem nas metas e interesse de outra pessoa ou grupo, provavelmente ocorrerá um conflito.

C         D
                                                                                                                
11 – Por mais que se queira evitá-los, algum tipo de conflito sempre acabará acontecendo numa empresa.

C         D
                                                                                        
12 – Na maior parte das vezes, uma atitude tranquila e calma desarma comportamentos
hostis.

C         D

13 – A maneira como uma pessoa se comporta quase sempre demonstra o seu estado psicológico.                                                                                            

C         D

14 – No final de um conflito sempre haverá um vencedor e um perdedor.                  

C         D

15 – Todo e qualquer conflito é passível de um acordo final.                                      

C         D

16 – Demonstrar aborrecimento ou irritação durante uma conversação, às vezes, é útil, pois mantém o diálogo sob controle.                                                          

C         D

17 – Na maioria das vezes é difícil conciliar as metas e objetivos da organização com as metas e objetivos pessoais dos seus colaboradores.                                   

C         D

18 – Um departamento produtivo e atuante não deve se preocupar se está atropelando os outros departamentos da empresa, contanto que suas metas sejam atingidas.        

C         D

19 – Quando medidas muito impopulares precisam ser implantadas na companhia, nem sempre é conveniente negociá-las com as pessoas envolvidas.

C         D
                               
20 – Durante um conflito, ouvir a outra parte, mesmo que seja um desabafo, é sempre mais importante do que trazer soluções pré-definidas.                                           

C         D

Faça sua contagem de pontos
Conte pontos apenas para as seguintes respostas:

Marque um ponto para cada resposta C (concordo) que você deu às seguintes afirmações: 2, 3, 7, 9, 10, 11, 12, 13, 19, 20.

Marque um ponto para cada resposta D (discordo) que você deu às seguintes afirmações:1, 4, 5, 6, 8, 14, 15, 16, 17, 18.

TOTAL DE PONTOS: ________


Veja Sua Avaliação.

De 18 a 20 pontos. Você sabe administrar conflitos organizacionais. Sabe quando e como enfrentar situações realmente problemáticas e como resolvê-las. Parabéns.

De 15 a 17 pontos. Você é um bom administrador de conflitos e tem percepção, na maioria das vezes, dos problemas e das medidas a serem tomadas. Pode melhorar.

De 11 a 14 pontos. Sua pontuação é média. Consegue obter alguns bons resultados mas, provavelmente, algumas vezes comete equívocos que podem se tornar problemáticos. Precisa melhorar.

Abaixo de 11 pontos. Você realmente tem que melhorar sua habilidade de gerenciar conflitos. É possível que algumas vezes você não saiba que atitudes adotar ou que direção seguir para chegar a um resultado final satisfatório. Não desanime. Procure estudar e conhecer mais a respeito de como administrar conflitos.

Importante
É impossível trabalhar com harmonia e eficácia onde as pessoas estão em conflito, porque a habilidade de conviver e interagir com pessoas e equipes é uma das competências mais determinantes para o sucesso em qualquer área da vida. Saber lidar com conflitos é fundamental para o sucesso, tanto empresarial, quanto pessoal e profissional.

Texto extraído e adaptado do livro Administração de Conflitos, de Ernesto Artur Berg


sábado, 19 de julho de 2014

TEORIA DE ALDERFER - TEORIA ERC EXISTÊNCIA, RELACIONAMENTO E CRESCIMENTO



Conheça a Teoria ERC, Existência, Relacionamento, Crescimento ou como é conhecida internacionalmente Teoria ERG, Existence, relatedness, growth, proposta por Clayton P. Alderfer, uma revisão da pirâmide das necessidades de Maslow sobre o principio da regressão da frustração.

Clayton Paul Alderfer (nascido em 1940) é um psicólogo norte-americano que desenvolveu um modelo simplificado da escala de necessidades de Maslow. Publicada em 1969, a teoria ERC  (existência, relacionamento e crescimento) afirma que o homem é motivado por três categorias de necessidades, ordenadas da seguinte forma: as necessidades de existência, as necessidades de relacionamento e as necessidades de crescimento.

1. Necessidades de Existência: incluem todos os desejos materiais e fisiológicos (ex. comida, água, ar, segurança, sexo, etc.). Correspondem aos primeiros dois níveis da pirâmide de Maslow;

2. Necessidades de Relação:  referem-se à motivação que as pessoas têm para manter relações interpessoais (envolvimento com família, amigos, colegas de trabalho e patrões). Esta categoria tem as mesmas características das necessidades sociais de Maslow (terceiro e quarto níveis da pirâmide de Maslow);

3. Necessidades de Crescimento: referem-se ao desejo intrínseco de desenvolvimento pessoal, às necessidades de estima e auto realização (desejo de ser criativo, produtivo e completar tarefas importantes). Corresponde ao quinto nível (o topo da pirâmide) de Maslow.

As necessidades em um mesmo nível, contradizendo Maslow

Ao contrário de Maslow, que elabora uma hierarquia de necessidades, Alderfer acredita que os diferentes tipos de necessidades estão num mesmo nível, e que o acesso aos níveis mais elevados da pirâmide não precisam da satisfação das necessidades dos níveis inferiores, como acredita Maslow. Sua concepção é de que as três categorias funcionam simultaneamente, e que uma motivação eficaz é fruto de uma atenção simultânea das três.

Nesse sentido Alderfer corrige uma das críticas frequentes ao modelo de Maslow, de restringir seus conceitos a um modelo sociocultural muito restrito; seu modelo tem uma flexibilidade que o torna mais próximo da universalização, na medida em que alguns modelos culturais priorizam as necessidades de relacionamento sobre as de crescimento; ou ainda, algumas comunidades, como certas populações nativas do Japão, priorizam algumas necessidades de relacionamento sobre as próprias necessidades fisiológicas.

Quando uma pessoa consegue progredir na concretização das necessidades de existência, de relação e de crescimento, experimenta um sentimento de satisfação. Contudo, a regressão entre os diferentes níveis de necessidades resulta em frustração. Isto se chama princípio de regressão da frustração.

Ou seja, a teoria ERG admite que se uma necessidade de certo nível não for satisfeita, a pessoa poderá regressar às necessidades de outros níveis, que parecem mais simples de satisfazer. Maslow argumentou que um indivíduo ficará num certo nível de necessidade até que esta necessidade seja satisfeita.

A teoria ERC  opõe-se a isto, observando que, quando o nível de uma necessidade de alta ordem é frustrado, tem lugar o desejo do indivíduo de elevar uma necessidade de nível mais baixo. A inabilidade de satisfazer uma necessidade de interação social, por exemplo, pode elevar o desejo por mais dinheiro ou melhores condições de trabalho. Assim, a frustração pode conduzir a uma regressão a um nível mais baixo.

Este princípio de regressão da frustração tem um impacto direto na motivação no local de trabalho. Por exemplo, se não foram dadas oportunidades de crescimento aos empregados, estes poderão regredir às necessidades de relações e socializam mais com os colegas de trabalho. Se a gestão conseguir reconhecer estas condições logo à partida, poderão ser tomadas medidas para satisfazer as necessidades frustradas até que o subordinado seja capaz de procurar novamente o crescimento.

Resumindo as ideias de Alderfer

Primeiro: mais de um tipo necessidade pode ser satisfeita ao mesmo tempo e;

Segundo: se a gratificação de uma necessidade de nível mais alto é reprimida, o desejo de satisfazer uma necessidade de nível mais baixo aumenta.

Para entender mais a fundo os fundamentos da teoria de Paul Alderfer leia também o artigo sobre a Teoria de Motivação de Maslow.

http://www.esoterikha.com/coaching-pnl/teoria-de-alderfer-teoria-erc-ou-erg-revendo-maslow-motivacao.php


sexta-feira, 18 de julho de 2014

APRENDA A LIDAR COM A RAIVA NO AMBIENTE PROFISSIONAL



Você já parou para pensar na forma como lida com sua raiva? Você reage? Fica paralisado? Guarda para si? Ou sequer reconhece seus momentos de raiva? Pode acreditar: mesmo sem perceber, todos nós experimentamos essa emoção. E lidar com ela pode ser um desafio, principalmente se a motivação ou razão que a dispara acontece no ambiente profissional. Afinal, com amigos e familiares, você pode até se permitir aos comportamentos que lhe são espontâneos e naturais, mas, com chefes e colegas de trabalho, via de regra, não funciona assim. Então, que tal refletirmos juntos sobre essa emoção?

Antes de mais nada, quero lhe dizer que a raiva pode e vai aflorar em diversas situações da sua vida. Em outras palavras, é impossível evitá-la. Mais que isso, quero lembrar que todos nós temos, em comum, o fato de que experimentamos essa sensação pela primeira vez ainda na infância. O que muda é que, também nessa fase, aprendemos com nossos pais e cuidadores como lidar com essa emoção.

Proponho uma pequena investigação particular: pare por um segundo e busque na sua infância alguma recordação de seu pai, mãe ou qualquer outro familiar em um momento de raiva. Qual foi a razão que causou essa emoção? Como essa pessoa reagiu? O que ela disse, pensou, fez sobre isso? Pergunte-se: o seu comportamento de hoje é parecido com essa lembrança que acabou de resgatar? Você imita essa reação? Ou faz exatamente o contrário? Ou, ainda, alterna ambos os comportamentos – o idêntico e o inverso?

Vejamos o exemplo de Carlos, um de meus ex-alunos (o nome é fictício). Sempre que sentia raiva, seu pai ficava calado, sem pronunciar uma única palavra. Em contrapartida, batia portas, esmurrava paredes, demonstrava-se agressivo. Carlos, ainda pequeno, acompanhou tudo isso de perto. Hoje adulto, ele é chefe de seu setor e muito bem-sucedido. Mas, sempre que contrariado, grita com quem quer que esteja por perto. A reação, conta ele, parece inevitável. Carlos dizia: “se eu não gritar, vou acabar destruindo tudo o que estiver ao meu redor”.

Diante da raiva, ao mesmo tempo em que repete seu pai, Carlos se esquiva do exemplo aprendido na infância. Esse conflito interno lhe causa grande agonia, além de sérios problemas em seus relacionamentos. Ao ganhar consciência disso, Carlos percebeu, então, que tinha outras escolhas. Mais que reproduzir aquilo que aprendeu com seu pai quando pequeno, ele poderia encontrar maneiras mais positivas de lidar com a raiva.
Como você chegou aqui?

Tão importante quanto descobrir como você se comporta diante da raiva é saber o que dispara essa emoção em você. E ambas as perguntas serão respondidas com base naquilo que aprendeu na infância. Assim como Carlos, se você souber como, por que, quando e com quem aprendeu a ter raiva em determinadas situações, terá consciência de que pode agir de forma diferente sempre que essas exatas situações acontecerem.

Um passo importantíssimo nessa trajetória é assumir a responsabilidade por si mesmo. Ou seja: em vez de apontar nos outros o que desencadeou sua raiva, em vez de devolver na mesma moeda, e em vez de descontar ou se anular, você deve ter em mente que é o único responsável por essa emoção negativa. É impossível controlar o que vão lhe fazer ou dizer, mas é totalmente e completamente possível assumir as rédeas de como você vai lidar com o que fizeram ou disseram.

Isso é o que chamo de Autoliderança. Ser líder de si mesmo trará a você uma série de benefícios, inclusive a capacidade de administrar a sua raiva. Se compreender, profundamente, que seus padrões de comportamento são seus e podem ser modificados da maneira como lhe parecer mais apropriado, você, enfim, estará livre dos aprendizados da infância.

É claro que essa transformação não acontece do dia para noite; ela exige paciência e dedicação. Mas, claro, se for de sua vontade, você encontrará formas de lidar com sua raiva sem culpa ou consequências desastrosas para sua vida pessoal e profissional.



http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/artigo-aprenda-a-lidar-com-a-raiva-no-ambiente-profissional/90289/


quinta-feira, 17 de julho de 2014

A IMPORTÂNCIA DA CONDUTA ÉTICA NO TRABALHO




Ser bom profissional, ter conhecimentos técnicos, dons, talentos, habilidades e capacidades bem desenvolvidas, cabe a qualquer pessoa que deseja ter uma carreira de sucesso. Ter bom relacionamento com os colegas, facilidade no trabalho em equipe, boa comunicação, flexibilidade entre outras características, são aspectos altamente valorizados nas organizações.

Porém, uma conduta ética no trabalho, seguindo padrões e valores, tanto da sociedade, quanto da própria organização são essenciais para o alcance da excelência profissional. A dinâmica do mercado nos exige atualização a aperfeiçoamentos constantes, e uma postura ética é de suma importância no ambiente corporativo. Através dela ganhamos credibilidade e a confiança de superiores, liderados e demais colegas e colaboradores.

Ética é que o conjunto de valores morais que conduzem o comportamento humano dentro da sociedade. As organizações seguem os padrões éticos sociais, porém criam suas próprias regras para o bom andamento dos processos de trabalho, e alcance de metas e objetivos.

O profissional deve seguir tanto os padrões éticos da sociedade quanto as normas e regimentos internos das organizações. Um exemplo são as informações sigilosas, para a preservação de uma marca ou produto, onde este deve manter uma postura congruente com seu trabalho e manter para si os dados que lhe foram confiados, a fim de guardá-los.

A ética no ambiente de trabalho proporciona ao profissional um exercício diário e prazeroso de honestidade, comprometimento, confiabilidade, entre tantos outros, que o conduzem tanto na tomada de decisões como no processo de adotá-las. Ao final, a recompensa é ser reconhecido, não só pelo seu trabalho, mas também por sua postura ética, de valores e conduta exemplar.


José Roberto Marques

quarta-feira, 16 de julho de 2014

MANTENHA ÉTICA NAS REDES SOCIAIS




Quando falamos em ética e postura profissional nos lembramos das regras e das condutas que devemos seguir dentro do ambiente de trabalho.

A ética nada mais é que conjuntos de valores e de princípios que norteiam nossa vivencia na sociedade. Levamo-la para dentro do mundo corporativo e ainda adotamos mais algumas regras dentro de nossas profissões, pois a maioria delas tem um código específico.

Com o boom advindo dos meios de comunicação e redes sociais, vimos pessoas expondo suas vidas, muitas vezes exageradamente, na internet. Isso pode influenciar de maneira negativa na imagem de um profissional, podendo até arruinar sua carreira.

Hoje a linha entre o público e privado, o pessoal e profissional, é muito tênue, fazendo com que nossa ética e postura profissional necessitem ser mantidas também fora do ambiente corporativo.

Fotos, vídeos, opiniões, frases, entre outras postagens devem ser avaliadas antes de serem inseridas nas redes sociais onde que, em um clique, tudo estará exposto e você poderá ser mal visto.

Postagens de festas regadas a bebida, preconceituosas, provocativas, sensuais, de intimidade, entre outras devem ser evitadas. Além disso, os posts referentes à empresa devem ser feitos com cautela, para manter a imagem da organização preservada.

Outro ponto a ser levantado é quanto à utilização das redes sociais da empresa. Um profissional não deve, em hipótese alguma, responder com seu perfil, a uma postagem de um cliente, mesmo que ela esteja diretamente ligada à sua competência. A maioria das empresas possuem um departamento, ou um profissional, gabaritado para gerir tais questões.

Algumas empresas dispõem de manuais de conduta nas redes sociais que devem ser seguidas pelos profissionais, a fim de não expor excessivamente a empresa e seus colaboradores, mantendo assim a ética e postura profissional.

No mais, aproveite as redes sociais de maneira saudável, faça postagens que possam demonstrar suas habilidades, seus gostos e preferências, tenha discussões equilibradas e compartilhe conteúdos interessantes. As redes sociais, com certeza podem ser ótimas aliadas à sua carreira.




http://www.rh.com.br/Portal/Comunicacao/Coluna_IBC/9090/mantenha-a-etica-nas-redes-sociais.html



terça-feira, 15 de julho de 2014

O SECRETARIADO EXECUTIVO E A ÉTICA PROFISSIONAL




A ética para nós profissionais de secretariado executivo começa na sala de aula. Para todos os seres humanos deveria começar em casa.
Muitos porem passam anos estudando para serem profissionais dessa área mas, não praticam o básico: o respeito pelo ser humano.

Nesse artigo vamos analisar alguns artigos do código de ética da profissão e transpor seus ensinamentos para o dia a dia de uma sala de aula na faculdade de secretariado executivo.

Art.3º. - Cabe ao profissional zelar pelo prestígio e responsabilidade de sua profissão, tratando-a sempre como um dos bens mais nobres, contribuindo, através do exemplo de seus atos, para elevar a categoria, obedecendo aos preceitos morais e legais.

Nesse artigo podemos observar a preocupação com o prestígio e os preceitos morais da nossa profissão. Todos nós: estudantes, profissionais da ativa, profissionais aposentados, professores, devemos cuidar para que nossas atitudes não venham a denegrir a imagem da profissão de secretária(a) executivo(a). A começar em sala de aula, no respeito a colegas e mestres.

Art.5º. - Constituem-se deveres fundamentais das Secretárias e Secretários: a) considerar a profissão como um fim para a realização profissional; b) direcionar seu comportamento profissional, sempre a bem da verdade, da moral e da ética; c) respeitar sua profissão e exercer suas atividades, sempre procurando aperfeiçoamento; d) operacionalizar e canalizar adequadamente o processo de comunicação com o público; e) ser positivo em seus pronunciamentos e tomadas de decisões, sabendo colocar e expressar suas atividades; f) procurar informar-se de todos os assuntos a respeito de sua profissão e dos avanços tecnológicos, que poderão facilitar o desempenho de suas atividades; g) lutar pelo progresso da profissão; h) combater o exercício ilegal da profissão; i) colaborar com as instituições que ministram cursos específicos, oferecendo-lhes subsídios e orientações.

Devemos considerar a profissão como um bem valioso e não como apenas ema brincadeira ou passatempo. Não podemos entrar numa universidade para cursar esse curso apenas por falta de opção, ou em sala de aula, faltar com o respeito com os professores e colegas de classe. Devemos agir como profissionais desde o primeiro dia de aula.

Art.8º. - Compete às Secretárias e Secretários: a) manter entre si a solidariedade e o intercâmbio, como forma de fortalecimento da categoria; b) estabelecer e manter um clima profissional cortês, no ambiente de trabalho, não alimentando discórdia e desentendimento profissionais; c) respeitar a capacidade e as limitações individuais, sem preconceito de cor, religião, cunho político ou posição social; d) estabelecer um clima de respeito à hierarquia com liderança e competência.

Você não precisa ser a melhor amiga da sua colega de classe para respeitá-la e/ou realizar um trabalho em grupo com ela. Estabelecer um bom ambiente de estudo também é sua função como aluno de secretariado, afinal todos nós precisamos manter bons relacionamentos e uma boa rede de contatos.

Art.20º. - Constituem infrações: a) transgredir preceitos deste Código; b) exercer a profissão sem que esteja devidamente habilitado nos termos da legislação específica; c) utilizar o nome da Categoria Profissional das Secretárias e/ou Secretários para quaisquer fins, sem o endosso dos Sindicatos de Classe, em nível Estadual e da Federação Nacional nas localidades inorganizadas em Sindicatos e/ou em nível Nacional.

A maior infração ao código de ética é o não respeito à profissão e aos profissionais e estudantes. Pense em como você tem se comportado em sala de aula. Você tem respeitado esse código? Seus mestres? Seus colegas de classe?

Leve a sério a profissão que escolheu e se não for ela a profissão que você sonha, fique livre para buscar seus verdadeiros anseios profissionais.

*Fabiola da Luz é estudante de Secretariado Executivo Bilíngue da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), autora desse espaço e secretária em consultório médico.




http://aartedesecretariar.blog.terra.com.br/2009/05/25/o-secretariado-executivo-e-a-etica-profissional/



domingo, 13 de julho de 2014

SAIBA QUANDO USAR E QUANDO EVITAR AS PALAVRAS ESTRANGEIRAS


Na nossa campanha contra os modismos, chegou a hora de analisarmos o uso excessivo dos estrangeirismos.

Por muito tempo, em nossas escolas, os professores ensinavam como "erro" o uso de galicismos (palavras de origem francesa). Era proibido falar ou escrever abajur, chofer, detalhe… Éramos obrigados a substituir por quebra-luz, motorista e pormenor. E o tempo provou que estávamos enganados. Hoje, todos nós usamos – sem culpa ou pecado – abajur, chofer e detalhe. Temos até um belíssimo réveillon, na sua forma original.

Agora o inimigo são os anglicismos. Palavras e expressões inglesas infestam e poluem a nossa fala. Temos um festival de beach soccer, play ,off, delivery, shopping, brainstorming, software,marketing e tantos outros.

A presença de termos estrangeiros no uso diário de uma língua não é crime nem sinal de fraqueza. Ao contrário, é sinal de vitalidade. Só as línguas vivas têm essa capacidade de enriquecimento. A forte presença do inglês na língua portuguesa é reflexo da globalização, do imperialismo econômico, do desenvolvimento tecnológico americano etc. Poderíamos citar muitas outras causas, mas há uma em especial que merece destaque: a paixão do brasileiro em geral pelas "coisas estrangeiras". Nós adoramos a grife, o carro importado, a palavra estrangeira. Tudo dá status.

É, portanto, um problema muito mais cultural do que simplesmente linguístico.

Valorizar a língua portuguesa, sim; fechar as portas, não.

Há no congresso um projeto de valorização da língua portuguesa. Valorizar nosso idioma é louvável, mas é um absurdo criar uma lei que possa vir a punir o seu João da esquina porque escreveu hot dog em vez de cachorro-quente.

Se aprovada, será mais um péssimo exemplo de lei a não ser cumprida neste país. Quem vai fiscalizar?

Não precisamos de lei para proteger a nossa língua. Necessitamos, sim, é de recursos para melhorar o nosso ensino, investir na educação, talvez criar um Instituto Machado de Assis, semelhante ao Instituto Camões, de Portugal, e ao Instituto Cervantes, da Espanha.

E aí você me pergunta: e a Barra da Tijuca? Eu respondo: qualquer semelhança com Miami não é mera coincidência.

E é contra isso, contra os exageros, contra os modismos, que devemos lutar. A nossa crítica deve concentrar-se no ridículo, no "desnecessário". Para que "sale", se sempre vendemos? Por que"startar", se podemos começar, iniciar, principiar? Se podemos entregar em domicílio, para que serve o ridículo "delivery"?

O modismo a ser criticado é esta lista imensa de palavras e expressões inglesas para as quais a nossa língua já está bem provida: beach soccer (futebol de areia), paper (documento), printar (imprimir)…

O aportuguesamento de termos estrangeiros também é uma boa saída. É só lembrar o futebol, o blecaute, o estresse, o balé, o filé, o chope, o espaguete…

E o que fazer com o dumping? Não conseguimos aportuguesar e não há em português uma palavra para traduzi-la: "é quando uma empresa faz preços abaixo do mercado para quebrar o concorrente". É demais. Nestas horas, o termo estrangeiro é bem-vindo, pois enriquece a língua. E há outros bons exemplos: ranking, show, marketing, impeachment. São palavras devidamente incorporadas à nossa língua cotidiana.

Portanto, nada de radicalismos. É importante valorizar a língua portuguesa, mas nada de purismo e xenofobia.